VBP pode crescer 7,13% neste ano

Agronegócio

VBP pode crescer 7,13% neste ano

O VBP estimado para MG em 2016, com base nos dados de junho, alcançou R$ 57 bilhões, valor 7,13% superior ao observado em igual período do ano passado.
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O VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária) estimado para Minas Gerais em 2016, com base nos dados de junho, alcançou R$ 57 bilhões, valor 7,13% superior ao observado em igual período do ano passado, quando chegou a R$ 53,2 bilhões. Os produtos agrícolas que respondem por 65,2% do VBP, no Estado, puxaram a evolução. Já a pecuária acumula queda. Os dados foram divulgados pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
 
De acordo com o levantamento, o VBP da produção agrícola foi estimado em R$ 37,26 bilhões, aumento de 16,5%. A alta se deve ao crescimento da produção de importantes itens do agronegócio estadual e pela valorização dos preços.
 
“Ainda que tenham sido verificadas quedas em algumas produções, os preços de produtos importantes sustentaram o VBP, como o milho e o feijão, por exemplo”, disse a coordenadora da assessoria técnica da FAEMG, Aline Veloso.
 
Em Minas Gerais, o VBP da produção total de café foi estimado em R$ 13,6 bilhões, aumento de 21,7% frente ao ano anterior. O grão é responsável por 58,3% do VBP da agricultura estadual. Além de uma expectativa maior na produção, os preços pagos também estão mais valorizados. O VBP do café arábica, R$ 13,56 bilhões, cresceu 21,9%, enquanto do café conilon recuou 3,1%, ficando em R$ 118 milhões.
 
No segundo levantamento da safra de café 2016, elaborado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a estimativa é de uma produção de 28,49 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2016, incremento de 27,8%. Os preços do café tipo arábica, segundo a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais), variaram entre R$ 460 e R$ 510 por saca de 60 quilos, em junho de 2016, ante o valor de R$ 403 e R$ 450 praticados em igual mês de 2015.
 
“A expectativa em relação ao café é de um crescimento substancial frente ao ano passado, considerando o ciclo mais alto da cultura. Os efeitos dos problemas climáticos e a queda de produção só serão calculados ao fim da colheita, prevista para setembro”, explicou Aline Veloso.
 
Além do café, o VBP da cultura da soja também ficou maior, crescendo 35,6% e somando R$ 5,62 bilhões. Os preços valorizados e aumento da produção estadual em 34,3% contribuíram para o resultado.
 
No caso do milho, apesar da queda de 11,7% na produção, os preços recordes fizeram com que a estimativa do VBP ficasse em R$ 3,62 bilhões, aumento de 17%.
 
A estimativa é que o VBP do feijão alcance R$ 1,72 bilhão em 2016, alta de 19,95%. A produção mineira deve encerrar o ano com pequeno incremento de 1,2%. Porém, em outros estados produtores, o excesso de chuvas limitou a oferta e provocou aumento significativo dos preços, elevando, assim, o VBP da cultura.
 
O VBP da batata-inglesa foi estimado em R$ 2,8 bilhões, variação positiva de 53,9%. Para a cana-de-açúcar a estimativa é de um VBP 1,98% maior, com a cultura avaliada em R$ 4,9 bilhões. O valor da produção de algodão, R$ 260,9 milhões, cresceu 13,6%.
 
Na agricultura, apresentaram recuos no VBP o trigo, com queda de 6,13% e valor estimado em R$ 158 milhões, e o tomate, com retração de 36,7% e avaliado em R$ 1,6 bilhão. No caso da cebola, a queda ficou em 14,2%, com a produção avaliada em R$ 393 milhões.
 
“Existe uma preocupação em relação aos resultados da terceira safra. O relatório pegou alguns problemas, mas o VBP poderá ser afetado nos próximos meses. No período, as produções de feijão, de olerícolas e de trigo podem sofrer perdas pelo comprometimento hídrico e também pela substituição por produtos que estão com preços melhores no mercado”, disse Aline.
 
Na pecuária, previsão é de queda de 7%
 
Ao contrário do resultado positivo das lavouras, a pecuária de Minas Gerais registrou queda de 7% no VBP (Valor Bruto da Produção), estimado em R$ 19,7 bilhões. O resultado tem com principal fator a elevação dos custos de produção, impulsionados pelos preços recordes do milho, principal ingrediente na alimentação dos rebanhos, que vem desestimulando a atividade.
 
A maior queda foi verificada nos resultados da suinocultura. O VBP dos suínos caiu 13,1%, com projeção de R$ 1,6 bilhão. Além de enfrentar custos elevados, também foi observada queda nos preços pagos aos suinocultores.
 
A produção mineira de leite foi avaliada em R$ 6,8 bilhões, resultado 12% inferior ao registrado em 2015. Apesar dos preços elevados no momento atual, a produção, em função da seca e dos custos maiores, foi reduzida.  
 
O VBP dos ovos foi estimado em R$ 1,17 bilhão, queda de 4,9%. Retração também nos resultados do frango, cujo VBP retraiu 2,3% alcançando R$ 3,5 bilhões. A menor retração foi verificada nos bovinos, 2,38%, com o VBP estimado em R$ 6,45 bilhões.
 
“Observamos que o preço elevado do milho compromete a produção pecuária, por ser o principal insumo. O cenário é muito complicado por não sabermos sobre a oferta do cereal nos próximos meses. O Mato Grosso está colhendo um volume substancial, mas não se sabe quanto foi negociado com o exterior. Outra opção é importar milho da Argentina ou dos Estados Unidos”, informou a coordenadora da assessoria técnica da FAEMG, Aline Veloso.

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