Vendas caem sem recursos do Moderfrota


Agronegócio

Vendas caem sem recursos do Moderfrota

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As indústrias de máquinas e implementos agrícolas sentiram rapidamente o reflexo da ausência de recursos do Programa de Modernização da Frota (Moderfrota). O resultado da falta de financiamento foi uma queda de quase 42% nas vendas em janeiro deste ano comparadas com o mesmo mês de 2002. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), no mês passado foram comercializados 1.222 tratores e colheitadeiras. Em janeiro de 2002, foram vendidas 2.104 unidades. Em dezembro, tinham sido 2.361 máquinas.

Embora não saiba quantificar a queda nas vendas, o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, assume que janeiro realmente foi um mês difícil para as empresas gaúchas. Responsável por mais de 50% da produção nacional, o setor no Rio Grande do Sul costuma vender muito bem no primeiro mês do ano. "É a fase em que estamos nos aproximando da colheita de muitas culturas de verão", justifica Bier. No Estado, de acordo com o dirigente, 90% das vendas de tratores e colheitadeiras são efetivadas através do financiamento federal. "Não podemos nem pensar em ficarmos sem o programa, porque se isso acontecer, um problema muito sério estará instalado", afirma.

No segundo semestre de 2002, houve um aporte de 1,88 bilhão ao Moderfrota que deveria servir para o ano safra 2002/2003. Entretanto, em novembro do ano passado, os recursos se esgotaram. O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues anunciou, no início deste mês, a continuidade do programa. O que ainda não está definido, segundo a assessoria de imprensa do ministério, são as novas condições do financiamento. Uma das possibilidades que está sendo avaliada é a aplicação de juros fixos de 8,75% para agricultores com renda bruta anual até R$ 150 mil. Os produtores com renda de até R$ 250 mil, que hoje são beneficiados por essa taxa de juros, passariam a contar com a tarifa de 10,75%. Uma redução no prazo de pagamento de oito para seis anos também está sendo analisada. De acordo com a assessoria do ministério, o governo está estudando essas alternativas porque pretende aumentar o número de agricultores familiares contemplados com o programa.

Na avaliação do presidente do Simers, se aprovadas, as novas regras devem provocar polêmica entre os fabricantes. "Também precisamos lembrar que muitas vezes os pequenos produtores não conseguem a liberação do financiamento porque não têm avalista", argumenta. Claudio Bier ressalta que existe a expectativa de que o ministro Rodrigues anuncie o novo Moderfrota durante a feira Show Rural Coopavel, que acontece de hoje até sexta-feira, em Cascavel, no Paraná.

Desde o início do funcionamento do Moderfrota, em março de 2000, até o final do ano passado, o Moderfrota já foi responsável pela liberação de R$ 5,49 bilhões. Os recursos permitiram a renovação, nesse período, de 26,6% das colheitadeiras e de 18,6% dos tratores do País.

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