Vendas externas de carne crescem 23%


Agronegócio

Vendas externas de carne crescem 23%

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As exportações de carne bovina cresceram 23,3% no primeiro mês deste ano sobre o mesmo período de 2002, atingindo US$ 99,64 milhões, segundo dados divulgados ontem pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A expectativa é que a taxa de crescimento para 2003 fique em 10%, com uma receita próxima a US$ 1,2 bilhão para 1,1 milhão de toneladas embarcadas.

O melhor desempenho em janeiro foi para as carnes in natura, cujas vendas externas cresceram 31,1%, totalizando US$ 76,13 milhões. A carne industrializada alcançou US$ 23,5 milhões, com alta de 3,4%. Em volume, os embarques foram de 49,2 mil toneladas para a carne in natura, o que representa um aumento de 63,3%, enquanto os embarques de carne industrializada foram de 12,4 mil toneladas, com crescimento de 7,3%. No total, foram embarcadas 98,8 mil toneladas.

Na opinião do presidente do Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da CNA Antenor Nogueira 2002 foi um ano excelente para o setor e a tendência é de crescimento, com abertura de novos mercados. No ano passado, as exportações foram de US$ 1,1 bilhão, com volume de 1 milhão de toneladas. A maior parte desta receita foi oriunda de carne in natura, que somou US$ 776,3 milhões ou 5,1% a mais do que em 2001. Já as vendas externas de carne industrializada atingiram US$ 298,5 milhões, com aumento de 18,4%.

Os mercados que mais se destacaram na compra da carne brasileira, em 2002, foram o Reino Unido, responsável por importações no valor de US$ 151 milhões, seguido pelos Países Baixos, com US$ 119,7 milhões, Estados Unidos, com US$ 118,9 milhões e Chile, com US$ 112,3 milhões. Chile, Rússia e países árabes são tidos como mercados promissores por Nogueira para este ano.

A expectativa de Nogueira é que as cotas de compra de carne fixadas pela Rússia sejam revistas depois que a missão do governo brasileiro vá àquele país. Outra grande esperança para o setor este ano é o aumento da cota Hilton para a União Européia, que atualmente é de 5 mil toneladas. O Brasil quer mais 20 mil toneladas. A expectativa é que uma decisão saia até junho.

No próximo dia 12, uma missão da União Européia chega ao Brasil para vistoriar propriedades e frigoríficos de Mato Grosso do Sul, Tocantins e Bahia. Para março está prevista também uma missão do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta). Será a última antes da audiência pública que vai definir a abertura do mercado para as carnes in natura. O potencial de compra dos Estados Unidos é de 60 mil toneladas por ano. "Com a abertura do mercado americano, podemos pleitear também o Canadá, México, Japão, Coréia e Tailândia", disse Nogueira.

Se a venda para o mercado externo foi boa no ano passado, internamente o setor ainda tem ressalvas. Levantamento da CNA mostra que em 2002 a pecuária perdeu poder de compra em termos reais. Isto porque embora os preços tenham crescido, os custos também aumentaram. Os gastos do produtor com suplementação mineral, por exemplo, foram 18% maiores.

kicker: Chile, Rússia e países árabes são mercados considerados promissores neste ano.


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