Agronegócio

VIII Jornada Nespro traz realidade de diferentes países

tecnologia aplicada à pecuária de corte
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A VIII Jornada Nespro, no seu primeiro dia, trouxe à tona a realidade do que a tecnologia aplicada à pecuária de corte está proporcionando aos Estados Unidos, Austrália e Brasil. O palestrante Jack Whittier, da Colorado State University (CSU), destacou que a revolução genômica associada a ferramentas genéticas como a Diferença Esperada na Progênie (DEP) tem sido importante na América para selecionar exemplares com características econômicas desejáveis. Uma delas, a circunferência escrotal, pode ser repetida e herdada e tem influência na longevidade produtiva do rebanho. Ele disse também que existe uma tendência nos Estados Unidos de crescimento de rebanho e de produção de carne, uma vez que a demanda global pelo produto é crescente.


Já o australiano Geoffry Fordice, da University of Quensland, revelou que, por mais um ano, a Austrália está sofrendo com o problema da seca. Desde março o problema da estiagem assola o país. Comercialmente, acertou quem conseguiu vender o gado no início do segundo trimestre. Essa realidade climática faz com que a pesquisa se preocupe em como reduzir a perda no nascimento. Boa parte do trabalho recomendado está no manejo. “Quando ocorre déficil nutricional o primeiro caminho é usar a suplementação, mas que tem um alto custo. A segunda possibilidade é por meio do manejo”, diz Fordice. Um dos pontos é antecipar a época de parição, evitando os períodos mais quentes. Na Austrália, a parição ocorre entre outubro e dezembro nas regiões produtoras – Sul e Norte do país. Outro ponto no manejo é sincronizar a lactação, que exige muito da vaca, com a maior disponibilidade de alimento. Na Austrália também é recomendada uma dieta rica em energia no período de lactação.


O pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Pietro Baruselli, apresentou os avanços proporcionados pela IATF em vacas de cria, mas também revelou a realidade brasileira na tecnologia. No país, apenas 10% das vacas em idade reprodutiva são inseminadas. Desses 10%, 35% são inseminadas com detecção de cio. O restante, 90%, utiliza apenas monta natural. O custo ainda é um fator limitante. “Hoje o produtor compra um protocolo por R$ 15,00/vaca. Há alguns anos, o valor era de R$ 60,00 por vaca.” O grande desafio, segundo ele, é reduzir o intervalo entre partos em cinco meses no Brasil e, para isso, a recomendação é utilizar a IATF entre 40 e 60 dias pós-parto. Baruseli enfatiza que os animais que são concebidos no início da estação de monta são os mais pesados, fato com o qual a tecnologia IATF pode contribuir.
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