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Vinícolas associadas à APEG respondem por 11,5% das amostras selecionadas na Avaliação Nacional de Vinhos

Um patrimônio construído pelo saber-fazer


Foto: Divulgação

As vinícolas associadas à Associação de Produtores de Espumantes de Garibaldi (APEG) alcançaram um resultado expressivo na 34ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2026. Cinco empresas integrantes da entidade - Chandon, Garibaldi, Peterlongo, Ponto Nero e Vaccaro - classificaram, juntas, 22 amostras entre os 30% mais representativos da produção brasileira, respondendo por 11,5% das 191 amostras selecionadas em todo o país. O destaque está na presença de 13 vinhos base para espumante, resultado que evidencia a especialização técnica e o saber-fazer que sustentam a vocação de Garibaldi como Capital Brasileira do Espumante.

Das 22 amostras classificadas pelas cinco associadas, 13 são de vinho base para espumante, seis de vinho branco aromático e três de vinho branco não aromático. A presença expressiva dos vinhos base, que representam 59,1% desse conjunto, é especialmente significativa para uma entidade que reúne produtores comprometidos com a valorização do espumante. A elaboração desses vinhos exige conhecimento técnico, precisão e domínio de processos que começam no vinhedo e seguem até a vinificação, sendo determinantes para a qualidade dos espumantes.

A diversidade também aparece nas variedades utilizadas. Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico estão entre as uvas que deram origem aos vinhos base para espumante selecionados, incluindo cortes de Chardonnay e Pinot Noir. Já entre os vinhos brancos, aparecem Chardonnay, Alvarinho, Riesling Itálico, Viognier, Sauvignon Blanc e Pálava, demonstrando a capacidade das vinícolas de trabalhar diferentes variedades e perfis enológicos. Esse conjunto expressa o domínio de processos que começam no vinhedo e seguem até a vinificação, exigindo conhecimento, precisão e decisões técnicas fundamentais para a qualidade dos produtos.

Para o presidente da APEG, Ricardo Morari, o resultado expressa uma trajetória construída ao longo de gerações e continuamente aperfeiçoada pela ciência, pela tecnologia e pelo conhecimento. "Garibaldi tem uma história centenária ligada ao espumante, e nossas vinícolas são protagonistas dessa construção. O resultado alcançado pelas associadas na Avaliação Nacional de Vinhos confirma a qualidade de um trabalho que reúne tradição, conhecimento científico, tecnologia e constante aperfeiçoamento. Não estamos falando de uma vocação que surgiu por acaso, mas de um saber-fazer desenvolvido ao longo de décadas e que continua evoluindo. O espumante é parte da identidade de Garibaldi e esse reconhecimento técnico demonstra a força dessa história", destaca Morari.

A representatividade das associadas ganha dimensão diante da abrangência da Avaliação Nacional de Vinhos. Promovida pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), a 34ª edição reuniu 558 amostras de 83 vinícolas, provenientes de dez estados brasileiros e do Distrito Federal. Após um criterioso processo de coleta e degustações às cegas conduzidas por 109 enólogos, 191 amostras foram classificadas entre as mais representativas da Safra 2026.

Nesse contexto, o desempenho das cinco associadas à APEG evidencia a consistência técnica de suas produções e contribui para ampliar a visibilidade do conhecimento enológico desenvolvido em Garibaldi.

Um patrimônio construído pelo saber-fazer

A relação de Garibaldi com o espumante remonta a 1913, quando foi elaborado no município o primeiro espumante brasileiro. Desde então, a atividade atravessou gerações, incorporou novas tecnologias e consolidou uma cadeia produtiva que reúne conhecimento, pesquisa, inovação e empreendedorismo. Uma trajetória que ajudou a transformar o município em referência nacional na elaboração da bebida.

É nesse contexto que a APEG atua na valorização do espumante como expressão da identidade histórica, econômica e cultural de Garibaldi. A entidade reúne 13 vinícolas associadas, com diferentes trajetórias, estruturas e propostas de elaboração, que contribuem para a diversidade e o desenvolvimento do setor.

Esse compromisso também fundamenta a mobilização da entidade pelo reconhecimento do espumante como patrimônio histórico e cultural do município, iniciativa que busca preservar e valorizar uma atividade diretamente relacionada à formação e ao desenvolvimento de Garibaldi.

"Quando defendemos o espumante como patrimônio histórico e cultural de Garibaldi, estamos defendendo um legado que pertence à nossa comunidade. Um patrimônio que está na história das famílias, no trabalho dos profissionais, na ciência, na tecnologia e no conhecimento acumulado ao longo de gerações. Os resultados da Avaliação Nacional de Vinhos são uma expressão contemporânea desse patrimônio, que continua vivo e em permanente evolução", conclui Morari.

 

 

 

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