Agronegócio

Vinicultores de Urussanga (SC) buscam selo de qualidade

A expectativa dos produtores é que até o final do ano a conquista do registro de Indicação Geográfica de Procedência seja concedida
Por: -Ana Paula Cardoso
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Os 20 produtores do vinho e da uva goethe na região de Urussanga, no Sul do Estado, comemoram a primeira quinzena da safra 2007, antecipada pelo clima favorável. A temperatura, umidade e chuvas ideais refletem numa melhora da qualidade da fruta e do vinho em relação a safra anterior, 30% maior.

Por isso, até o final do ano, a expectativa dos associados do projeto Progoethe é a conquista do registro de Indicação Geográfica de Procedência (IGP) concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) para respaldar a produção.

Desde 2005, um grupo de especialistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Sebrae e Epagri prestam assessoria técnica e analisam dados de temperatura, umidade e radiação global e sintética incidentes na região.

A associada e vitivinicultora Patrícia Mazon explica que o Sol incidente estimulou a produção natural de açúcar e resultou na boa fermentação para a produção da bebida.

De acordo com o professor de fruticultura, especialista em viticultura e enologia da UFSC, Aparecido Lima da Silva, 11 tipos de solos em altitudes diferentes foram identificados no cultivo da uva goethe.

"Este ano a produção foi contemplada com ótimas condições climáticas. Temperaturas acima de 25°C e pouca chuva na fase de maturação foram ideais para que a fruta crescesse uniforme e equilibrada. Pontos positivos que ajudam na conquista do selo nacional. Dessa forma teremos capacidade de pleitear o respaldo internacional. E quem ganha é o consumidor", garante Silva.

Identidade garante a abertura de mercado

De acordo com o presidente do Progoethe e produtor de vinhos, Renato Damiani, é necessário encontrar a identidade enológica da região, principalmente para adquirir força no mercado.

"Com a globalização, cada país estabeleceu a identidade por meio dos vinhos. Nossa região precisa disso, já que somos os únicos produtores de derivados de uva goethe no país. É uma aposta, acima de tudo, cultural", acredita Damiani.

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