Viticultores gaúchos enfrentam semana de clima instável

Agronegócio

Viticultores gaúchos enfrentam semana de clima instável

última semana foi marcada pela diversidade climática
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De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (31.07), a última semana foi marcada pela diversidade das condições climáticas na Serra gaúcha, algumas desfavoráveis à fase de dormência das vinhas, outras adequadas ao desenvolvimento da cultura. O calor moderado registrado no início da semana e que preocupou os viticultores deu lugar aos dias com baixas temperaturas, formação de geadas de moderada intensidade e bastante insolação, fatores positivos à cultura. 

Para os produtores de uva, a segunda quinzena de julho marca tradicionalmente a aceleração da poda seca, principal prática de inverno. Porém, nesta safra, conforme o informativo divulgado pela Emater/RS-Ascar, é surpreendentemente baixa a intensidade na realização da atividade. O ritmo mais lento pode ser explicado pela adoção massiva da poda antecipada, feita no outono, como forma de desafogar a sobrecarga de atividades na saída do inverno; e pela prudência e desconfiança quanto ao comportamento do clima, pois o frio verificado nessa semana foi o primeiro de intensidade considerável, havendo grandes possibilidades de outros tardiamente.

Nos vinhedos, os agricultores também vêm trabalhando em outras frentes, como o replantio de mudas, troca de palanques e tratamentos de inverno com caldas. Nos locais de mesoclima mais quente, cultivares superprecoces de uva, como a Vênus, já se encontram em brotação e recebendo o primeiro tratamento protetivo contra as fitopatias, especialmente a ?varola? ou antracnose.

Em relação aos grãos, o período foi favorável para o desenvolvimento da cultura do trigo, com os produtores intensificando a adubação em cobertura e o controle de ervas invasoras. Em alguns casos, a cultura apresenta recuperação muito lenta, o que pode representar produtividades abaixo daquelas esperadas inicialmente. Lavouras implantadas em períodos de muita chuva e com o solo mais úmido do que o recomendado para a semeadura apresentam aspecto visual amarelado, folhas finas e longas, pouco perfilhamento e incidência de doenças. Nas áreas onde não foi respeitada a recomendação de rotação de culturas, há uma maior incidência de doenças foliares. As lavouras formadas entre o final de junho e início de julho estão boas, germinaram normalmente e apresentam bom stand de plantas, beneficiadas pelas condições climáticas do momento. Com as condições climáticas favoráveis, os triticultores conseguiram finalizar o plantio que, neste ano, em virtude dos problemas causados pelo tempo, aconteceu mais devagar, atrasando a evolução da cultura. Se considerada a média dos últimos anos, cerca de 2% da área já deveria estar em fase inicial de floração, o que não se registra no momento.

A canola encontra-se majoritariamente nas fases de desenvolvimento e floração, recuperando-se do excesso de chuvas e das geadas ocorridas recentemente. Assim como o trigo, as condições meteorológicas também favoreceram o seu desenvolvimento. O status sanitário e nutricional da cultura a campo é muito bom, não foram detectadas, até agora, a presença de pragas e moléstias fúngicas de relevância. O potencial produtivo, pelo aspecto geral das lavouras, permanece dentro das expectativas iniciais.

Outra cultura de inverno, a cevada se encontra na fase de perfilhamento, com bom padrão de lavouras, que foram beneficiadas pelo retorno da luminosidade. As áreas implantadas no final de junho até o primeiro decêndio de julho, estão em início de crescimento, com densidade e desenvolvimento das plantas bons. Os aspectos fitossanitários e nutricionais das lavouras são normais, sem problemas aparentes de pragas e doenças fúngicas.
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