Pinta preta grande
Mancha de alternaria (Alternaria solani)
Culturas afetadas
Batata, Berinjela, Beterraba, Cebola, Cravina, Cravo, Crisântemo, Jiló, Lisianthus, Pimenta e outras 4 culturas
Mancha de alternaria (Alternaria solani)
Batata, Berinjela, Beterraba, Cebola, Cravina, Cravo, Crisântemo, Jiló, Lisianthus, Pimenta e outras 4 culturas
A doença é encontrada em todas as regiões produtoras de batata e, junto com a requeima, é uma das principais doenças das culturas de batata e tomate. Sua incidência é maior nos períodos de verão, com temperatura e umidade elevadas. Recebe também as denominações de “crestamento alternário”, “queima”. “queima das folhas” e “crestamento precoce”.
Danos: O Fungo ataca toda a parte aérea da planta, pecíolos e caule. Os sintomas iniciam-se normalmente nas folhas mais baixas e velhas da planta, onde surgem pequenas manchas (de 1 a 2 mm) escuras. Posteriormente, estas crescem, adquirindo um formato ovóide, delimitado pelas nervuras da folha, de coloração escura e com zonas concêntricas características. O tecido entre e ao redor das lesões apresenta¬se normalmente clorótico. O aumento da intensidade da doença no campo ocorre tanto pelo surgimento de lesões novas como pela expansão das mais velhas, que podem coalescer, atingindo uma área considerável da folha. Nos pecíolos e caules os sintomas são semelhantes. Maior número de lesões pode surgir em plantas com deficiência nutricional, principalmente de magnésio, e com infecções de viroses, como o vírus do enrolamento da folha. Em tubérculos, as lesões são escuras, de formato circular a irregular, deprimidas, tendendo a provocar podridão seca. A infecção nestes normalmente ocorre através de ferimentos, mas no Brasil esta ocorrência é rara.
Controle: As medidas de controle para a pinta preta são bem semelhantes às recomendadas para a requeima, pois ambas ocorrem muitas vezes simultaneamente. É importante ressaltar que a boa nutrição das plantas e a sanidade da batata-semente são fundamentais para o controle eficaz da doença. Cultivares nacionais como Aracy e Contenda têm resistência intermediária à pinta preta, mas ainda não dispensam o uso de fungicidas.
Com exceção do metalaxyl e cymoxamil, específicos para controle de oomicetos, todos os fungicidas citados para o controle da requeima também são recomendados para a pinta preta. Deve-se ainda acrescentar iprodione e tebuconazole, que controlam somente a pinta preta, não tendo efeito sobre o agente da requeima.
Clorotalonil 500 g/L
Clorotalonil 720 g/L
Picoxistrobina 250 g/L
Picoxistrobina 250 g/L
Azoxistrobina 40 g/L, Difenoconazol 40 g/L, Clorotalonil 500 g/L
Acibenzolar-S-metílico 500 g/kg
Clorotalonil 500 g/L
Difenoconazol 125 g/L, Pidiflumetofem 75 g/L
Azoxistrobina 200 g/L, Difenoconazol 125 g/L
Fluazinam 500 g/L
Oxicloreto de cobre 600 g/kg, Equivalente em cobre metálico 350 g/kg
Clorotalonil 825 g/kg
Difenoconazol 250 g/L
Fluazinam 500 g/L
Azoxistrobina 500 g/kg
Azoxistrobina 200 g/L, Difenoconazol 125 g/L
Azoxistrobina 500 g/kg
Propinebe 700 g/kg
Tiofanato-metílico 375 g/kg, Fluazinam 375 g/kg
Tiofanato-metílico 300 g/L, Fluazinam 300 g/L
Cresoxim-metílico 100 g/L, Tebuconazol 125 g/L
Bacillus subtilis 392.5 g/L, Bacillus subtilis 1 x 10⁸ UFC/mL p. c., Bacillus velezensis 392.5 g/L, Bacillus velezensis 1 x 10⁸ UFC/mL p. c.
Fluazinam 500 g/L
Tebuconazol 200 g/L