Podridão dos grãos e das sementes
Quebramento das hastes (Fusarium equiseti)
Quebramento das hastes (Fusarium equiseti)
A fusariose do cafeeiro vem sendo detectada em viveiros e em campos de produção. A doença foi indicada como responsável por perdas de 60% a 80% de mudas de café no estádio de "palito-de-fósforo" em germinadores e viveiros. O fungo está presente na maioria das regiões produtoras de café do país e possui um grande número de hospedeiras alternativas.
Danos: O fungo pode causar vários tipos de sintomas. Os principais são amarelecimento, murcha, paralisação do crescimento, morte do topo das plantas, seca dos ramos, desfolha, seca prematura dos frutos e até morte súbita das plantas. As plantas no estádio "palito-de-fósforo" apresentam pequenas manchas verde-escuras no caule. Posteriormente, essas manchas aumentam de tamanho e passam a ter coloração castanha, aspecto necrótico e são deprimidas. O resultado da infecção é a perda dos tecidos apodrecidos e da parte superior da região afetada. Quando ocorre infecção após o estádio "palito-de-fósforo", as plantas atrofiam e apresentam rachaduras longitudinais, circundadas por tecido de forma elíptica, de coloração castanho-clara e castanho-escura.
O fungo também ocasiona a morte do tronco e dos ramos laterais das plantas adultas e, em condições de alta incidência, pode levar as cultivares Mundo Novo e Catuaí à morte. As lesões sobre o tronco possuem aspecto alongado de sentido descendente. O topo da planta fica amarelo e posteriormente ocorre a murcha e conseqüentemente a seca total da parte superior.
A doença provoca apodrecimento da casca dos ramos laterais das plantas adultas. A região infectada abaixo da casca apresenta coloração marrom-avermelhada, causando, posteriormente, a seca do ramo afetado. Em condições de alta severidade, o fungo pode levar a planta à morte. Esses sintomas geralmente atingem as plantas com idade superior a 15 anos. No sistema radicular ocorre podridão úmida e sintomas semelhantes ao do caule. O fungo também causa apodrecimento do pedúnculo dos frutos do tipo cereja. A lesão apresenta coloração pardo-escura e posteriormente atinge todo o fruto. Geralmente, devido ao estrangulamento do pedúnculo, ocorre seca e queda do fruto.
Controle: Recomenda-se a utilização de sementes sadias e de substrato livre do patógeno. O substrato deve ser utilizado uma única vez, não sendo recomendado a reutilização.
Recomenda-se o controle do fungo nas sementes, através do tratamento químico com fungicidas de contato e sistêmico. O substrato utilizado para o semeio do café, quando infectado, deve ser tratado quimicamente. Recomenda-se também a pulverização das plantas que foram podadas, visando a proteção dos tecidos expostos.
Azoxistrobina 40 g/L, Difenoconazol 40 g/L, Clorotalonil 500 g/L
Fluxapiroxade 22.5 g/L, Mancozebe 440 g/L, Protioconazol 31.5 g/L
Protioconazol 40 g/L, Mancozebe 500 g/L
Fluxapiroxade 50 g/L, Oxicloreto de cobre 420 g/L
Fluxapiroxade 50 g/L, Oxicloreto de cobre 420 g/L
Azoxistrobina 120 g/L, Tebuconazol 200 g/L
Mefentrifluconazole 133.3 g/L, Piraclostrobina 177.8 g/L, Fluxapiroxade 88.9 g/L
Fluxapiroxade 200 g/L, Protioconazol 280 g/L
Picoxistrobina 26.66 g/L, Tebuconazol 33.33 g/L, Mancozebe 400 g/L
Oxicloreto de cobre 588 g/L, Equivalente em cobre metálico 350 g/L
Equivalente em cobre metálico 350 g/L, Oxicloreto de cobre 588 g/L
Azoxistrobina 300 g/kg, Benzovindiflupir 150 g/kg
Azoxistrobina 37.5 g/kg, Mancozebe 525 g/kg, Protioconazol 37.5 g/kg
Impirfluxam 60 g/L, Tebuconazol 200 g/L
Clorotalonil 500 g/L, Dimetomorfe 100 g/L
Impirfluxam 120 g/L, Protioconazol 240 g/L
Protioconazol 175 g/L, Impirfluxam 90 g/L, Trifloxistrobina 155 g/L
Protioconazol 175 g/L, Trifloxistrobina 150 g/L, Bixafem 125 g/L
Bixafem 125 g/L, Protioconazol 175 g/L, Trifloxistrobina 150 g/L
Trifloxistrobina 150 g/L, Protioconazol 175 g/L, Bixafem 125 g/L
Metominostrobina 110 g/L, Tebuconazol 165 g/L
Ciproconazol 80 g/L, Oxicloreto de cobre 420 g/L
Ciproconazol 80 g/L, Oxicloreto de cobre 420 g/L
Fenpropimorfe 400 g/L, Mefentrifluconazole 150 g/L