Bula Copsuper - Oxiquímica

Bula Copsuper

Oxicloreto de cobre
6310
Oxiquímica

Composição

Oxicloreto de cobre 588 g/L
Equivalente em cobre metálico 350 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Fungicida, Bactericida
4 - Produto Pouco Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Contato, Protetor

Frasco PEAD - 0,25; 0,5 e 1,0 L.
Bombona PEAD - 5,0 L.
Balde de Polipropileno - 10 e 20 L.

INSTRUÇÕES DE USO

O produto age por contato (protetor), atuando como coagulador de protoplasma nos alvos biológicos.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALOS DE APLICAÇÃO

OBSERVAÇÃO: As doses variam de acordo com o nível de infecção mais intensas. Em caso de alta infecção e com o desenvolvimento da cultura e maior crescimento da planta, usar a maior dose recomendada. Não exceder as doses recomendadas.

ALGODÃO: Para o controle de Mancha-Angular, iniciar a aplicação no período de pré-florescimento, repetindo com intervalos de 5 a 10 dias. Utilizar 03 aplicações. Volume de calda: 1000 L/ha; Para o controle de Ramularia, iniciar a aplicação 40 dias após a emergência das plântulas em caráter preventivo, com intervalo de 10 dias entre as demais. Utilizar 03 aplicações. Volume de calda: 100 a 120 L/ha;

AMENDOIM: Iniciar as aplicações (preventivas) em intervalos de 14-15 dias até o final do ciclo, sendo a primeira aplicação, 40-45 dias após a semeadura. Utilizar 04 aplicações. Volume de calda: 200 L/ha;

BATATA: Iniciar a aplicação quando as plantas estiverem com 15 cm de altura e repetir com intervalos de 7 dias, se necessário, realizando 06 aplicações. Volume de calda: 800 L/ha;

CAFÉ: Iniciar a aplicação com o aparecimento dos primeiros sintomas da doença. Realizar 03 aplicações com um intervalo de 30 dias. Volume de calda: 500-600 L/ha;

CANA-DE-AÇÚCAR: Para o controle da Ferrugem Alaranjada, realizar aplicações (preventivas) em intervalos de 30 dias, quando as condições se apresentarem favoráveis à ocorrência da doença. Utilizar 04 aplicações. Volume de calda: 200 L/ha; Para o controle de Podridão Abacaxi, realizar aplicações (preventivas), com pulverização diretamente sobre as mudas, toletes ou plântulas na época do plantio. Volume de calda: 100 L/ha; Para o controle da Estria-Vermelha, realizar aplicações (preventivas) em intervalos de 30 dias, quando as condições se apresentarem favoráveis à ocorrência da doença. Utilizar 04 aplicações. Volume de calda: 100 L/ha;

CEBOLA: Iniciar a aplicação quando as plantas estiverem com 30 dias e repetir em intervalos de 7 dias, realizando 07 aplicações. Volume de calda: 1000 L/ha;

CITROS: Iniciar a aplicação preventiva, quando 2/3 das pétalas estiverem caídas (florada) e repetir o tratamento cerca de 30 dias após a primeira, realizando 04 aplicações. Volume de calda: 2000 L/ha;

FEIJÃO: Para o controle de Ferrugem, iniciar a aplicação 30 dias após a emergência das plantas ou com o aparecimento dos primeiros sintomas da doença e repetir em intervalos de 7 dias, realizando 05 aplicações. Volume de calda: 300 L/ha; Para o controle de Mancha-Angular, iniciar de forma preventiva a aplicação na pré-florada, repetindo com intervalos de 10 dias. Utilizar 03 aplicações. Volume de calda: 500 L/ha;

MAMÃO: Iniciar a primeira aplicação logo após o final da sexagem, repetindo com intervalos de 14 dias. Utilizar 06 aplicações. Volume de calda: 800 L/ha;

MANGA: Iniciar a aplicação quando os botões florais estiverem volumosos e repetir de 5 a 7 dias, realizando 08 aplicações. Utilizar o intervalo mais curto em época favorável à doença. Volume de calda: 1000 L/ha;

SOJA: Para o controle de Crestamento Bacteriano e Mancha-Púrpura, iniciar a primeira aplicação aos 50-60 dias após a emergência e segunda aplicação no estádio R1. Utilizar 02 aplicações. Volume de calda: 200 L/ha; Para o controle da Ferrugem Asiática, iniciar as aplicações (preventivas) antes do período de florescimento, com intervalo de 7-11 dias entre as aplicações. Utilizar 02 aplicações. Volume de calda: 200 L/ha;

TOMATE: Iniciar a aplicação aos 20-25 dias após o transplante das mudas e repetir a cada 7 dias, se necessário, realizando 06 aplicações. Volume de calda: 800-1000 L/ha;

TRIGO: Aplicação preventiva a partir da fase de emborrachamento, repetindo-se a cada 11-15 dias. Utilizar 03 aplicações. Volume de calda: 200 L/ha;

UVA: Iniciar a aplicação durante o período de frutificação, pulverizando preventivamente em intervalos de 7 dias, se necessário, realizando 07 aplicações. Volume de calda: 500-1000 L/ha.

MODO DE PREPARO DA CALDA E DE APLICAÇÃO

Modo de aplicação: COPSUPER deve ser aplicado nas dosagens recomendadas, diluído em água limpa e aplicado na forma de pulverização aérea e/ou terrestre, para as culturas registradas.

Aplicação Terrestre

Deve-se utilizar pulverizadores de barra ou costal, pulverizadores acoplados a trator (com pressão de 50 libras, com bico X-2 ou X-3) ou atomizadores costais motorizados com bomba centrífuga (com pressão de 250 libras). Utilizar bicos do tipo cone ou equivalentes, com pressão aferida de acordo com o tipo de bico/fabricante e tamanho de gota desejável. A altura da barra deve permitir uma boa cobertura de toda parte aérea da planta (caule, folhas e frutos). No caso de se utilizar outros equipamentos, os mesmos devem proporcionar boa cobertura de pulverização das plantas.

Aplicação Aérea

Utilizar 50 L/ha de calda, sendo que a aplicação deve ser realizada somente por empresa especializada, sob orientação de um Engenheiro Agrônomo. Por se tratar de um produto de contato de ação protetora, COPSUPER, tanto nas aplicações terrestres como aéreas deverá ser aplicado de modo a proporcionar uma melhor e mais uniforme cobertura possível das folhas, ramos e frutificações, tanto na parte interna como externa da planta.
- Em todas as formas de aplicação deve-se observar que esteja ocorrendo uma boa cobertura de pulverização nas plantas. Observações locais deverão ser efetuadas visando evitar a deriva e a evaporação do produto.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Sem restrições.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

A utilização do produto está restrita ao indicado no rótulo e/ou bula. Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos às culturas indicadas. O produto quando diluído em água deverá ser utilizado no mesmo dia. Após as aplicações, lavar interna e externamente os pulverizadores, reservatórios, etc., para evitar problemas de corrosão nos seus componentes à base de ferro e ferro galvanizado. Fitotoxidade para as culturas indicadas: O produto não é fitotóxico para a cultura indicada na dose e condições recomendadas.


RESTRIÇÕES DE USO/RECOMENDAÇÕES/INCOMPATIBILIDADES


O produto quando diluído em água deverá ser utilizado no mesmo dia. A utilização da mesma calda preparada de um dia para o outro reduz a eficiência do produto. As águas de pulverização devem ser de boa qualidade, com pH = 5, ideal para a aplicação do produto. Após as aplicações, lavar interna e externamente os pulverizadores, reservatórios, etc., para evitar problemas de corrosão nos seus componentes à base de ferro e ferro galvanizado. Incompatibilidades: não há casos identificados de incompatibilidades.


INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM UTILIZADOS

Equipamento terrestre

O equipamento de pulverização deverá ser adequado para a cultura, forma de cultivo e a topografia do terreno, podendo ser pulverizador costal ou tratorizado. Os tipos de bicos podem ser de jato cônico vazio ou equivalente, que proporcionem um tamanho de gota com DMV (diâmetro médio volumétrico) entre 150 a 400 µm (micrômetro) e uma densidade mínima de 20 gotas/cm². A velocidade do trator dependerá da topografia do terreno. A pressão de trabalho deve estar de acordo com as recomendações do fabricante do bico utilizado. O equipamento de aplicação deverá proporcionar uma cobertura uniforme da parte tratada. Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 30°C, com umidade relativa acima de 55% e ventos de 2 – 15 km/hora.

Para pulverização com aeronaves agrícolas

Utilizar barras equipadas com bicos de jato cônico vazio da série “D” ou similar, com a combinação adequada de difusor (core), que permita a liberação e deposição de uma densidade mínima de 80 gotas/cm². Recomenda-se o volume de 20-50 L/ha de calda, altura de vôo de 2-3 m do alvo e largura de faixa de deposição efetiva de 15-18 m.

Condições climáticas:

- Aplicação aérea: temperatura < 30 ºC, velocidade do vento entre 2-10 km/h e umidade relativa superior a 55%;
- Aplicação terrestre: temperatura < 30 ºC, velocidade do vento < 15 km/h e umidade relativa superior a 55%.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de doenças (ex.: Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças, quando disponível e apropriado, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedade resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visando o melhor equilíbrio do sistema.

Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo (uso sucessivo de fungicidas de mesmo mecanismo de ação) se o patógeno alvo desenvolver algum mecanismo de resistência, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Implementando as seguintes estratégias de manejo de resistência a fungicidas poderíamos prolongar a vida útil dos fungicidas:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Qualquer produto para controle de patógenos da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas do mesmo patógeno. Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc.;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto; Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF www.sbfitopatologia.org.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO:M01 - FUNGICIDA

O produto COPSUPER é composto por Oxicloreto de Cobre, que apresenta mecanismo de atividade de contato multissítio, pertencente ao grupo M01, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).

Corrosivo a metais.