Podridão-radicular
(Phytophthora sojae)
(Phytophthora sojae)
A podridão radicular de fitóftora, em soja, causa morte de plantas em qualquer fase de desenvolvimento, e sua manifestação está intimamente associada com excesso de umidade no solo. Pode ocasionar apodrecimento de sementes, morte de plântulas em pré e pós-emergência e, em plantas adultas, apodrecimento de raízes, levando à murcha e morte das mesmas.
Danos: Podem ser observados desde a pré-emergência até fase adulta de plantas, sendo que as mais jovens são mais suscetíveis e morrem mais rapidamente. Na fase inicial do ciclo da soja, causa apodrecimento de sementes ou flacidez na radícula, progredindo ao cotilédone, e os tecidos afetados adquirem coloração marrom. Sementes infectadas germinam lentamente e, quase sempre, as plântulas morrem durante a emergência, com hipocótilo apresentando anasarca e coloração marrom escura. Durante a emissão das primeiras folhas trifolioladas, a extremidade da raiz principal torna-se flácida e marrom, e essa descoloração estende-se e envolve o hipocótilo até o nó cotiledonar, ocorrendo o colapso do tecido. Na sequência, as folhas tornam-se amareladas, murcham e a planta seca e morre.
Plantas mais desenvolvidas morrem lentamente, apresentando folhas amareladas e tecido seco entre as nervuras, seguindo a murcha completa e a seca dos tecidos, permanecendo as folhas presas às plantas, voltadas para baixo. Há destruição quase completa de raízes secundárias e apodrecimento da raiz principal, que adquire coloração marrom escura. Nesta fase, o sintoma característico é o aparecimento, no exterior da haste, de tecido de cor marrom escura, que circunda a mesma desde o solo e, frequentemente, progride ao longo desta e das hastes laterais em direção ao topo da planta, por vezes alcançando até o décimo nó. Em planta adulta, os tecidos apodrecidos da raiz e da haste permanecem firmes.
Plantas afetadas podem ocorrer entre plantas sadias ou em locais de solo mais compactado, como bordas de lavouras). É comum observar, em um mesmo momento, plantas afetadas em diferentes estádios de desenvolvimento. A ausência de plantas na linha de semeadura, mortas precocemente pela doença, pode ser compensada pelo crescimento de plantas vizinhas.
O tecido escurecido na haste geralmente é coberto de micélio de fungos saprófitas, principalmente de Fusarium spp., levando à confusão na identificação do agente causal.
Controle: Recomenda-se o uso de produtos registrado para a cultura.
Trichoderma hamatum 6.5 g/kg, Trichoderma hamatum 1 X 10⁶ UFC/g p. c.
Tiofanato-metílico 350 g/L, Fluazinam 52.5 g/L
Metalaxil-M 20 g/L, Fludioxonil 25 g/L, Tiametoxam 350 g/L, Tiabendazol 150 g/L
Trichoderma harzianum 112.8 g/kg, Trichoderma harzianum 3.5 x 10⁹ conídios viáveis/g p. c.
Oxatiapiprolina 230 g/L, Picoxistrobina 76 g/L, Ipconazol 76 g/L
Tiabendazol 150 g/L, Metalaxil-M 20 g/L, Fludioxonil 25 g/L
Azoxistrobina 15 g/L, Fludioxonil 37.5 g/L, Metalaxil-M 30 g/L, Tiabendazol 300 g/L
Metalaxil-M 10 g/L, Fludioxonil 25 g/L
Fluazinam 52.5 g/L, Tiofanato-metílico 350 g/L
Trichoderma asperelloides 48 g/L, Trichoderma asperelloides 2 x 10⁹ conídios viáveis/ml p. c
Trichoderma asperelloides 29 g/L, Trichoderma asperelloides 1 x 10⁹ conídios viáveis/ml p. c
Trichoderma asperelloides 57 g/kg, Trichoderma asperelloides 2 x 10⁹ conídios viáveis/g p. c.