Traça da oliveira (Palpita unionalis)
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Traça da oliveira

(Palpita unionalis)

Culturas Afetadas:

Sinônimo: Margoronia unionalis

Os adultos são borboletas com cerca de 30 mm de envergadura e asas de cor branca acetinada. O corpo é de cor castanha clara. Os ovos têm forma aproximadamente elíptica achatada, superfície reticulada e cor branca a amarelada. O seu tamanho é de cerca de 1 mm.

As lagartas recém-nascidas são de cor amarela clara, passando depois a esverdeadas e, posteriormente, a verde mais ou menos intenso. Medem cerca de 1,5 mm no início do desenvolvimento e entre 18 a 25 mm na sua fase final.

As pupas, que se encontram no interior de um casulo sedoso de cor branca acinzentada, são de cor castanha escura e medem entre 12 e 16 mm por 3 a 4 mm. A sua superfície é guarnecida por rugosidades microscópicas e, na região dorsal do tórax, apresentam uma carena longitudinal média.

A traça-verde parece poder hibernar tanto no estado de lagarta como de pupa. Durante o dia estes permanecem em repouso, na página inferior das folhas, com as asas abertas, desenvolvendo a sua atividade a partir do crepúsculo e durante a noite, quando acasalam. Os ovos são postos, quer isoladamente, quer em grupos de dois a cinco, em qualquer das páginas das folhas das plantas hospedeiras. As fêmeas podem colocar de 30 e 600 ovos e a sua longevidade pode ir desde uma semana até um mês ou dois, em função quer das características biológicas de cada indivíduo, quer de circunstâncias de influência mais acentuada, como o regime alimentar da lagarta e do adulto (composto por substâncias açucaradas), e as condições climáticas. 

Após um período de incubação que varia desde três a quatro até de 12 a 15 dias, eclode a lagarta, que se alimenta principalmente das folhas e rebentos novos, embora também possa atacar os frutos. A duração do desenvolvimento larvar situa-se entre 15 e 100 dias. A fase de pupa dá-se num casulo protegido por folhas, que são enroladas e presas por fios tecidos, decorrendo entre seis a 30 dias, após o que surge o adulto da nova geração. Assim, a duração total do ciclo evolutivo da traça-verde varia entre 24 e 40 dias, em regiões de condições climáticas mais favoráveis e entre 120 a 145 dias em regiões onde tais condições são mais desfavoráveis. O número de gerações anuais também é função das condições climáticas da região onde o inseto se desenvolve.

Danos: As folhas jovens da parte terminal dos lançamentos, tanto da base da árvore, como da copa apresentam-se roídas. Junto destas, pode-se observar a lagarta coberta por uma ténue malha de fios sedosos. Ocasionalmente, surgem danos nos frutos. Os estragos são provocados pela alimentação das lagartas nas folhas e frutos, em geral não tendo significado econômico nas árvores adultas. Contudo, em viveiros e plantações jovens, por vezes verificam-se prejuízos significativos, na medida em que a redução da área foliar das mudas pode atingir 90%, o que provoca redução do desenvolvimento vegetativo, seca dos raminhos e, por vezes, morte das plantas.

Quando o ataque se dá nos frutos, densidades populacionais elevadas da praga podem reduzir a produção em até 30%.

Controle: O desenvolvimento das populações de traça-verde e, consequentemente, a gravidade dos ataques da praga, depende de diversos fatores, considerando-se como favoráveis, a ocorrência de temperaturas amenas durante o Inverno e a disponibilidade de brotação nova durante períodos de tempo relativamente longos.

Devem-se evitar todas as práticas que estimulem a existência de brotação vigorosa, como as podas violentas, fertilizações e regas desequilibradas. Aconselha-se a remoção dos “brotos ladrões” que se desenvolvem na base do tronco das oliveira, que se constituem em focos potenciais da praga em função de seu vigor.

Recomenda-se o uso de armadilhas do tipo funil contendo feromônio sexual sintético do inseto, que permitem monitorar a presença da praga no olival e traçar a curva de voo. A intensidade do ataque também pode ser determinada por observação visual de amostras de brotações e/ou frutos.

O uso de microhimenópteros da espécie Trichogramma pintoi tem obtido bons resultados na manutenção da população do inseto em níveis baixos.

Recomenda-se o uso de produtos defensivos registrados para a cultura.

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