Nematóide do crisântemo (Aphelenchoides ritzemabosi)

Nematóide do crisântemo

(Aphelenchoides ritzemabosi)

Culturas Afetadas: Crisântemo

O nematóide Aphelenchoides ritzemabosi (Schwartz) Steiner et Buhrer é um dos nematóides que atacam o crisântemo. Esse é um importante patógeno foliar de plantas ornamentais herbáceas. Em geral, o nematóide produz lesões foliares necróticas, podendo apodrecer completamente a folha.

Aphelenchoides ritzemabosi tem ampla distribuição mundial, atacando muitos outros hospedeiros da família Asteraceae e podendo causar problemas também em fumo.
 

Danos: O sintoma típico da doença são as necroses foliares que podem ocupar grandes áreas na folha, podendo necrosá-la completamente. O nematóide penetra nos tecidos através dos estômatos, ferimentos, ou pode penetrar diretamente nos tecidos sadios. O sintoma inicial é a produção de grande quantidade de pigmentos amarelos na folha. O avanço do nematóide no parênquima da folha está limitado pelas nervuras, daí se observa com freqüência necrose em forma de V. Com o aumento da população do nematóide, a fronteira das nervuras é ultrapassada e a necrose atinge toda a lâmina foliar. Quando o nematóide se alimenta das gemas, desenvolve-se o sintoma de roseta. Muitas vezes a planta está parasitada pelo nematóide e não manifesta nenhum sintoma. Devido à alta tolerância desses cultivares ou variedades, a doença pode passar inadvertidamente e ser introduzida em novas áreas.
 

Controle: Existem diversas reações dos cultivares comerciais ao ataque do nematóide; os cultivares produzidos em casa de vegetação são altamente resistentes, daí a doença ocorrer pouco nesse meio.

Deve-se evitar a irrigação por aspersão e o manuseio desnecessário, que facilitam a disseminação do nematóide; retirar do campo e queimar todos os resíduos da cultura infectados ou contaminados. As folhas infectadas individualmente devem ser retiradas, já que o nematóide não produz infecção sistêmica. Material de propagação livre de infecção é essencial no controle da doença.

O tratamento térmico do material de propagação tem dado bons resultados no controle de outras espécies de Aphelenchoides, como, por exemplo, o tratamento de mudas de begônia em água quente a 46, 47, 48 e 49°C por 5, 3, 2 e 1 minuto, respectivamente, que deu bom resultado no controle de A. fragariae, mas não existem resultados experimentais para o controle de A. ritzemabosi em crisântemo utilizando esta técnica.

A técnica da cultura de tecidos é uma excelente e eficiente via para a obtenção de material de propagação livre de nematóides e outros parasitas.

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Produto
Bunema 330 CS