Bula BrilhanteBR

acessos
metomil
10010
Ouro Fino

Composição

metomil 215 g/L diversos

Classificação

Inseticida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Inflamável
Não corrosivo
Concentrado Solúvel (SL)
Contato, Ingestão, Sistêmico
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Curuquerê
(Alabama argillacea)
0,3 a 0,4 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 14 dias. Realizar o controle quando forem encontradas 2 lagartas por planta e o nível de desfolha atingir 25%
Lagarta da maçã
(Heliothis virescens)
0,8 a 1,5 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 14 dias. Realizar o controle quando a infestação atingir 10%. O seja, 1 lagarta pequena (menor que 10 mm) em 10 plantas examinadas
Pulgão do algodoeiro
(Aphis gossypii)
0,4 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 14 dias. Realizar o controle quando a infestação atingir 5% das plantas examinadas para variedades susceptíveis a viroses ou 10 a 15% de infestação para variedades tolerantes a viroses
Tripes
(Frankliniella schultzei)
0,4 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 14 dias. Realizar o controle quando forem encontrados 6 insetos por planta e antes do encarquilhamento das folhas até 15 dias após a emergência
Tripes
(Caliothrips brasiliensis)
0,4 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 14 dias. Realizar o controle quando forem encontrados 6 insetos por planta e antes do encarquilhamento das folhas até 15 dias após a emergência
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pulgão verde
(Myzus persicae)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura com intervalo mínimo de 10 dias entre as aplicações. 9 dias. Iniciar as aplicações quando for verificada a presença dos primeiros insetos
Traça da batatinha
(Phthorimaea operculella)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura com intervalo mínimo de 10 dias entre as aplicações. 9 dias. Iniciar as aplicações quando for verificada a presença dos primeiros insetos
Brócolis Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta da couve
(Ascia monuste orseis)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações. 3 dias. Iniciar as aplicações quando for verificada a presença dos primeiros insetos. Reaplicar quando houver reinfestações
Pulgão da couve
(Brevicoryne brassicae)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações. 3 dias. Iniciar as aplicações quando for verificada a presença dos primeiros insetos. Reaplicar quando houver reinfestações
Traças das crucíferas
(Plutella xylostella)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações. 3 dias. Iniciar as aplicações quando for verificada a presença dos primeiros insetos. Reaplicar quando houver reinfestações
Couve Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta da couve
(Ascia monuste orseis)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações. 3 dias. Iniciar as aplicações quando for verificada a presença dos primeiros insetos. Reaplicar quando houver reinfestações
Pulgão da couve
(Brevicoryne brassicae)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações. 3 dias. Iniciar as aplicações quando for verificada a presença dos primeiros insetos. Reaplicar quando houver reinfestações
Traças das crucíferas
(Plutella xylostella)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações. 3 dias. Iniciar as aplicações quando for verificada a presença dos primeiros insetos. Reaplicar quando houver reinfestações
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
0,6 L p.c./ha 300 L p.c./ha - Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura com intervalo mínimo de 14 dias entre as aplicações. 14 dias. Iniciar as aplicações antes das lagartas penetrarem no cartucho, com 20 a 30% das plantas com folhas raspadas
Repolho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta da couve
(Ascia monuste orseis)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações. 3 dias. Iniciar as aplicações quando for verificada a presença dos primeiros insetos. Reaplicar quando houver reinfestações
Pulgão da couve
(Brevicoryne brassicae)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações. 3 dias. Iniciar as aplicações quando for verificada a presença dos primeiros insetos. Reaplicar quando houver reinfestações
Traças das crucíferas
(Plutella xylostella)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações. 3 dias. Iniciar as aplicações quando for verificada a presença dos primeiros insetos. Reaplicar quando houver reinfestações
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca das axilas
(Epinotia aporema)
1 a 2 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura com intervalo mínimo de 14 dias entre as aplicações. 14 dias. A aplicação deve ser feita quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Helicoverpa
(Helicoverpa armigera)
2 a 2,5 L p.c./ha 250 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura com intervalo mínimo de 14 dias entre as aplicações. 14 dias. A aplicação deve ser feita quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Lagarta da soja
(Anticarsia gemmatalis)
0,3 a 0,5 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura com intervalo mínimo de 14 dias entre as aplicações. 14 dias. A aplicação deve ser feita quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
0,5 a 1 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura com intervalo mínimo de 14 dias entre as aplicações. 14 dias. A aplicação deve ser feita quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Lagarta-falsa-medideira
(Pseudoplusia includens)
0,5 a 1 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura com intervalo mínimo de 14 dias entre as aplicações. 14 dias. A aplicação deve ser feita quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca pequena do tomateiro
(Neoleucinodes elegantalis)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura com intervalo mínimo de 7 dias entre as aplicações. 3 dias. Efetuar a aplicação com o surgimento das primeiras flores, antes que a praga penetre no interior dos frutos
Pulgão verde
(Myzus persicae)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura com intervalo mínimo de 7 dias entre as aplicações. 3 dias. Efetuar a aplicação no início da infestação, antes do encarquilhamento das folhas
Tripes
(Frankliniella schultzei)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura com intervalo mínimo de 7 dias entre as aplicações. 3 dias. Efetuar a aplicação com o surgimento das primeiras flores, antes que a praga penetre no interior dos frutos
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
0,5 a 1,3 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura e repetir, se necessário, com intervalo mínimo de 7 dias. 14 dias. Iniciar a aplicação assim que forem observados os primeiros focos de infestação na lavoura
Lagarta do trigo
(Pseudaletia adultera)
0,5 a 1 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura e repetir, se necessário, com intervalo mínimo de 7 dias. 14 dias. Iniciar a aplicação assim que forem observados os primeiros focos de infestação na lavoura
Pulgão verde dos cereais
(Rhapalosiphum graminum)
0,6 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura e repetir, se necessário, com intervalo mínimo de 7 dias. 14 dias. Iniciar a aplicação quando forem observados os primeiros insetos na planta

INSTRUÇÕES DE USO:

BRILHANTEBR é um inseticida sistêmico de contato e ingestão, do grupo metilcarbamato de oxima, usado em aplicação foliar para controle de pragas da parte aérea nas culturas de algodão, batata, milho, soja e tomate, conforme indicações.

CULTURAS, PRAGAS CONTROLADAS, DOSES E VOLUME DE CALDA: Vide seção: "Indicações de uso/doses".

ÉPOCA, NÚMERO E INTERVALO ENTRE APLICAÇÕES:

ALGODÃO:
Realizar apenas 1 aplicação por ciclo da cultura.
A aplicação deve ser feita quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico.
Utilizar a dose menor em baixas infestações e a dose maior para altas infestações.
Para controle de pulgão
Realizar o controle quando a infestação atingir 5% das plantas examinadas para variedades susceptíveis a viroses ou 10 a 15% de infestação para variedades tolerantes a viroses.
Para controle de curuquerê
Realizar o controle quando forem encontradas 2 lagartas por planta e o nível de desfolha atingir 25%.
Para controle de tripes
Realizar o controle quando forem encontrados 6 insetos por planta e antes do encarquilhamento das folhas até 15 dias após a emergência.
Para controle de lagarta-das-maçãs
Realizar o controle quando a infestação atingir 10%. O seja, 1 lagarta pequena (menor que 10 mm) em 10 plantas examinadas.

BATATA:
Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura com intervalo mínimo de 10 dias entre as aplicações.
Iniciar as aplicações quando for verificada a presença dos primeiros insetos. Reaplicar quanto houver reinfestação.

COUVE, BRÓCOLIS E REPOLHO:
Iniciar as aplicações quando for verificada a presença dos primeiros insetos. Reaplicar quando houver reinfestações. Realizar no máximo 3 aplicações.


MILHO:
Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura com intervalo mínimo de 14 dias entre as aplicações.
Iniciar as aplicações antes das lagartas penetrarem no cartucho, com 20 a 30% das plantas com folhas raspadas.
Repetir a aplicação, caso necessário, respeitando o número máximo de aplicações por ciclo da cultura e o intervalo mínimo de dias entre as aplicações.

SOJA:
Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura com intervalo mínimo de 14 dias entre as aplicações.
A aplicação deve ser feita quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico.
Repetir a aplicação, caso necessário, respeitando o número máximo de aplicações por ciclo da cultura e o intervalo mínimo de dias entre as aplicações.
Utilizar a dose menor em baixas infestações e a dose maior para altas infestações.

TOMATE:
Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura com intervalo mínimo de 7 dias entre as aplicações.
Para controle de pulgão-verde
Efetuar a aplicação no início da infestação, antes do encarquilhamento das folhas. Repetir a aplicação, caso necessário, respeitando o número máximo de aplicações por ciclo da cultura e o intervalo mínimo de dias entre as aplicações.
Para controle de tripes
Pulverizar no início do desenvolvimento da cultura, quando o ataque é mais severo e a suscetibilidade da cultura é maior. Repetir a aplicação, caso necessário, respeitando o número máximo de aplicações por ciclo da cultura e o intervalo mínimo de dias entre as aplicações.
Para controle da broca-pequena-do-fruto
Efetuar a aplicação com o surgimento das primeiras flores, antes que a praga penetre no interior dos frutos. Repetir a aplicação, caso necessário, respeitando o número máximo de aplicações por ciclo da cultura e o intervalo mínimo de dias entre as aplicações.

TRIGO:
Realizar no màximo3 aplicações por ciclo da cultura e repetir, se necessário, com Intervalo mínimo de 7 dias.
Para controle de Lagarta-do-trigo e Lagarta-militar:
Iniciar a aplicação assim que forem observados os primeiros focos de infestação e repetir a aplicação, caso necessário.
Para controle de pulgão-verde:
Iniciar a aplicação quando forem observados os primeiros insetos na planta, e repetir a aplicação, caso necessário.


MODO E EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO:

BRILHANTEBR deve ser aplicado nas doses indicadas, diluído em água, em aplicações terrestres ou aéreas, conforme recomendações a seguir:

PARA APLICAÇÃO TERRESTRE:

a) Equipamento costal:
- Tipo de bico: leque (modelos “XR” e “DG”), cônico (modelos “D” e “TX”);
- Diâmetro da gota: 110 a 150 micra;
- Densidade mínima de gotas: 40 gotas/cm² ;
- Pressão: 30 a 60 lb/pol².

b) Equipamentos tratorizado de barra:
- A altura da barra depende do ângulo de pulverização do bico para que o produto possa cobrir toda a área da planta. Normalmente para um bico de ângulo de 80°, a barra deverá estar a 50 cm acima da cultura. Observar que a barra em toda a sua extensão esteja na mesma altura.
- Tipo de bico: leque (modelos “XR” e “DG”), cônico (modelos “D” e “TX”), espaçados de 50 cm;
- Diâmetro de gota: 110 a 150 micra;
- Densidade mínima de gota: 40 gotas/cm²;
- Pressão: 80-100 lb/pol².

Observação: No caso de se utilizar outros equipamentos, estes devem sempre proporcionar uma boa cobertura de pulverização nas plantas.

PARA APLICAÇÃO AÉREA:
As aplicações aéreas devem ser feitas apenas na cultura da soja. Aplicar através de aeronaves agrícolas equipadas com bicos rotativos ou com barras dotadas de bicos, obedecendo aos seguintes parâmetros:
- Volume de aplicação: Mínimo de 20-30 L/ha de calda para barra dotada de bicos, e mínimo de 10 a 20 L/ha para micronair.
- Altura de vôo: As rodas da aeronave devem estar a 3-4 m acima do topo da cultura.
- Largura da faixa de deposição efetiva: Deve ser considerada de 15 a 20 m;
- Diâmetro de gota: 110 a 150 micra;
- Densidade mínima de gota: 40 gotas/cm²;
- Equipamentos: Bicos rotativos tipo micronair (4-8 unidades). A pá da hélice do atomizador deverá estar regulada para 30 ou 35 graus para se ter gotas menores. Barra com bicos (20-60 bicos). Usar preferencialmente bicos cônicos D-4, D-5 ou D-6. Para se obter gotas pequenas o ângulo dos bicos em relação à direção de vôo deve ser de 135°.
- Pressão da barra: 30 a 50 lb/pol².
- Condições climáticas: Devem ser respeitadas condições de vento abaixo de 10 km/hora, temperaturas inferiores a 27 °C e umidade relativa superior a 70%, visando evitar ao máximo as perdas por deriva e evaporação.

LIMPEZA DO EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO:
Antes da aplicação, verifique e inicie a mesma somente com o equipamento limpo e bem conservado. Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formação de depósitos sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo que por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil.
1.Com o equipamento de aplicação vazio, enxágüe completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas mangueiras, barras, bicos e difusores, removendo fisicamente, se necessário, os depósitos visíveis de produto. O material resultante desta operação deverá ser pulverizado na área tratada com o respectivo produto.
2.Complete o pulverizador com água limpa. Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque na área tratada com o respectivo produto.
3.Remova e limpe os bicos, filtros e difusores em um balde com a solução de limpeza.
4.Enxágüe completamente o pulverizador, mangueiras, barra, bicos e difusores com água limpa no mínimo 3 vezes.
Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque. Tome todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou de plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal.
O Engenheiro agrônomo pode alterar as condições de aplicação desde que não ultrapasse a dose máxima, o número máximo de aplicações e o intervalo de segurança determinados na bula.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão, Milho, Soja e Trigo: 14 dias
Batata: 9 dias
Brócolis, Couve, Repolho e Tomate: 3 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:

-Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO:

Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos às culturas indicadas.
Não aplicar através de sistemas de irrigação.
Não aplicar ou permitir a deriva do produto sobre áreas onde haja atividade de abelhas.
Não utilizar equipamentos do tipo nebulização (fog).

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.

PRODUTO PERIGOSO.

USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:

- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas de nitrila.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃ0 DA CALDA:

- Produto extremamente irritante para os olhos.
- Produto extremamente tóxico se inalado.
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
- Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segura a com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO

- Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
- Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
- Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); Oculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO

- Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado. longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, oculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não de nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES POR METOMIL E METANOL

INFORMAÇÕES MÉDICAS

GRUPO QUÍMICO: Metilcarbamato de oxima.
CLASSE TOXICOLÓGICA: I - Extremamente tóxico.
VIAS DE EXPOSIÇÃO: CARBAMATOS:. Apresentou uma toxicidade aguda elevada quando administrado a animais pelas vias oral, inalatória e ocular, mas com pouca oxicidade dérmica. Exposições em humanos (acidentais ou intencionais) indicam que acidentes fatais podem ocorrer em doses tão baixas quanto 12mg/kg.
TOXICOCINÉTICA: CARBAMATOS: Metomil é um inseticida carbamato usado amplamente em uma variedade de culturas e no controle de insetos. Após absorção, os carbamatos são distribuidos por todos os tecidos do organismo, atingindo altas concentrações no fígado, onde são metabolizados, e nos rins, que os excretam. A meia-vida destes inseticidas varia muito, dependendo da natureza do composto. Alguns metabólitos são mais tóxicos que a substância que os originou. Os carbamatos geralmente são rapidamente excretados e não se acumulam no tecido dos mamíferos. Se a exposição é descontinuada, a inibição da acetilcolinesterase reverte rapidamente. Em casos não fatais, o tempo de duração dos sintomas é de menos de 24 horas.
MECANISMOS DE TOXICICDADE: CARBAMATOS- 0 metomil é um carbamato que inibe transitoriamente a enzima acetilcolinesterase através de sua fosforilação, impossibilitando-a de exercer sua função de hidrolisar o neurotransmissor acetilcolina em colina e acido acético. Isso leva a acúmulo de acetilcolina e consequente superestimulação das terminações nervosas, tornando inadequada a transmissão de seus estímulos as células musculares, glandulares, ganglionares e do Sistema Nervoso Central (SNC).
A Acetilcolina está presente no sistema nervoso central (SNC), sistema nervoso periférico (SNP) e também nos eritrócitos. Inativa a acetilcolina, responsável pela transmissão do impulso nervoso no SNC, nas fibras pré-ganglionares, simpáticas e parassimpáticas e na placa mioneural.
Os carbamatos agem de modo semelhante aos organofosforados, mas formam um complexo menos estável com a colinesterase, permitindo a recuperação da enzima mais rapidamente.
SINTOMAS E SINAIS CLÍNICOS: CARBAMATOS- Os sinais tóxicos agudos são típicos dos inibidores da enzima colinesterase, são similares aos produzidos pelos organofosforados, porém, menos intensos e de menor duração. A síndrome colinérgica causada pelos carbamatos caracterizada principalmente por sialorréia, lacrimejamento, incontinência urinária, diarréia, cólicas gastrointestinais e êmese é indistinguível da causada pelos pesticidas organofosforados.
Os dados provém de intoxicações acidentais ou tentativas de suicídio. 3/5 vítimas de intoxicação acidental por comida contaminada faleceram após 3 horas da ingestão. A dose letal é aproximadamente de 12-15 mg/kg.
Os efeitos ocorrem geralmente minutos ou horas após exposição, dependendo de outros componentes da formulação. Os sobreviventes apresentam rápida recuperação pela rápida reversão da inibição da colinesterase no sangue e no cérebro.
As manifestações agudas são classificadas como:
Muscarinicas (síndrome parassimpaticomimética, muscarinica ou colinérgica): vômito, diarréia, cólicas abdominais, broncoespasmo, miose puntiforme e paralítica, bradicardia, hipersecreção (sialorréia, lacrimejamento, broncorréia e sudorese), cefaléia, incontinência urinária, visão borrada. Diaforese severa podo provocar desidratação e hipovolemia graves, resultando em choque.
Nicotinicas (sindrome nicotínica): midriase, mialgia, hipertensão arterial. fasciculações musculares, tremores e fraqueza, que são, em geral, indicativos de gravidade. Pode haver paralisia de musculatura respiratória levando a morte. Taquicardia e hipertensão arterial podem manifestar-se, e serem alteradas pelo efeito muscarínico.
Efeitos em SNC (síndrome neurológica): ansiedade, agitação, confusão mental, ataxia, depressão de centros cardiorrespiratórios, convulsões, coma e óbito.
Os acidentes ocupacionais frequentemente requerem hospitalização.
Outras síndromes de manifestações tardias relacionadas com intoxicações por
organofosforados foram raramente relatadas em intoxicações por carbamatos:
- Síndrome intermediária: aparece 1-4 dias após a exposição e a resolução da crise colinérgica aguda. E caracterizada por paresia dos músculos respiratórios e debilidade muscular que acomete principalmente a face, o pescoço e as porções próximais dos membros. Também pode haver comprometimento de pares cranianos e diminuição de reflexos tendinosos. A crise cede após 4-21 dias de assistência ventilatória adequada, mas pode prolongar-se, as vezes, por meses após a exposição.
- Neuropatia retardada: ela aparece em 14 a 28 dias após a exposição e e desencadeada por dano aos axônios de nervos periféricos e centrais. A crise se caracteriza por paresias ou paralisias simétricas de extremidades, sobretudo inferiores, podendo persistir durante semanas ou anos. São casos raros, após exposições agudas e intensas.
- Outros efeitos sobre o Sistema Nervoso Central : um déficit residual de natureza neuropsiquiátrica , com depressão, ansiedade, irritabilidade, comprometimento da memória, concentração e iniciativa podem observar-se.
Óbito pode resultar de parada respiratória, paralise dos músculos respiratórios, broncoconstrição intensa.
Não há evidências de carcinogênese em estudos com roedores. Os testes de genotoxicidade in vitro foram negativos entretanto, mostrou potencial citogenético em linfócitos humanos. Sem evidências de danos cromossômicos.
DIAGNÓSTICOS: CARBAMATOS: 0 diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição, de quadro clínico compatível, associados ou não a queda na atividade original da colinesterase que indica exposição importante. Queda de 50% é geralmente, associada com exposição intensa. A pseudocolinesterase é um indicador sensível, mas não específico.
A identificação das substâncias e de seus metabólitos em sangue e urina pode evidenciar exposição, mas nao é facilmente realizável. Outros controles incluem: eletrólitos, glicemia, creatinina, amilase pancreática, enzimas, hepáticas, gasometria, ECG (prolongamento de QT), RX tórax (edema; pulmonar e aspiração).
Convém considerar a possibilidade de associação do carbamato a outros tóxicos, o que pode alterar ou potencializar o perfil clínico esperado.
Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação, trate o paciente imediatamente, não condicionando o início do tratamento a confirmação laboratorial.
TRATAMENTO: Desde que este composto tem dois componentes, o metomil e o metanol, o médico deve ficar atento às diferentes manifestações clínicas para poder direcionar o tratamento.
As medidas abaixo relacionadas, especialmente aquelas voltadas para a adequada oxigenação do intoxicado, devem ser implementadas concomitantemente ao tratamento medicamentoso e a descontaminação.
1. Descontaminação: Remover roupas e acessórios e descontaminar a pele (incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos, com água fria abundante e sabão. Utilizar luvas e avental durante a descontaminação.
2. Exposição ocular: irrigar abundantemente com soro fisiológico ou água, por no mínimo 15 minutos, evitando contato com a pele e mucosas.
3. Exposição oral:
a) Medidas de suporte devem ser adotadas devido a depressão do SNC, insuficiência cardiorrespiratória e acidose metabólica mais frequentemente em casos de ingestão maciça.
b) Devido ao potencial de aspiração, NÃO deve ser induzido o vômito.
c) Aspiração gástrica: a ingestão de grandes volumes de metanol pode atrasar o esvaziamento gástrico, desta forma, pode haver recuperação significativa do composto mesmo horas após a ingestão. Inserir tubo nasogástrico e aspirar o conteúdo gástrico nesses casos. Porém, deve-se ficar atento, pois a ingestão do produto pode acarretar em irritação do esôfago e gastrintestinal, desta forma os possíveis benefícios da remoção do material ingerido deve ser pesado anti o potencial de complicações como sangramento ou perfuração. Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração. Administrar Carvão ativado na proporção de 50-100 g em adultos e 25-50 g em crianças de 1-12 anos, e 1 g/Kg em menores de 1 ano, diluidos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado para 240 mL de água.
As contra-indicações da aspiração gástrica incluem perda de reflexos protetores das vias aéreas, deterioração da consciência ern pacientes não intubados, pacientes em risco de perfuração ou hemorragia gastrointestinal, ingestão de pequenas quantidades do produto.
d) Emergência, suporte e tratamento sintomático: Manter vias aéreas permeáveis, aspirar secreções e oxigenar. Atenção especial para fraqueza de musculatura respiratória e parada respiratória repentina, hipotensão e arritmias cardíacas. Adotar medidas de assistência ventilatória, se necessário. Monitorar oxigenação (oximetria ou gasometria), ECG, eletrólitos, amilase sérica, glicemia. Tratar pneumonite, convulsões, hipotensão, arritmias e coma se ocorrerem. Manter observação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.
TRATAMENTO:
ANTÍDOTO: CARBAMATOS: o antagonista específico em caso de intoxicação por carbamatos é o Sulfato de Atropina. Apenas administre Sulfato de Atropina se sintomas colinérgicos estiverem presentes. 0 objetivo da terapia com atropina é antagonizar os efeitos de concentrações escessivas de acetilcolina nos órgãos alvo com receptores muscarínicos. Atropina não reativa a enzima colinesterase nem acelera a excreção do carbamato.
A atropina, agente antimuscarínico, é usada para reverter os sintomas muscarínicos, não os nicotínicos, dai a necessidade de cuidado especial para possibilidade de parada respiratória. Administrar 2,0 — 4,0 mg em dose de ataque (adultos), e 0,05 mg/Kg ern crianças, EV, ou IM, ou via intratraqueal. Repetir se necessário a cada 5 a 10 minutos. As preparações de Atropina disponíveis no mercado, normalmente tem a concentração de 0,25 ou 0,50 mg/ mL. 0 parâmetro para a manutenção ou suspensão do tratamento é clínico, e se baseia na reversão da ausculta pulmonar indicativa de broncorréia e na constatação do desaparecimento da fase hipersecretora, ou sintomas de intoxicação atropinica (hiperemia de pele, boca seca, pupilas dilatadas e taquicardia. Alcaneados sinais de atropinização, ajustar a dose de manutenção destes efeitos por 24 horas ou mais. A presença de taquicardia e hipertensão não contra-indica a atropinização.
Manter em observação por 72 horas, com monitorização cardio-respiratória e oximetria de pulso. A ação letal dos carbamatos pode ser comumente atribuida a insuficiência respiratória, pelos mecanismos de: broncoconstricao, secreção pulmonar excessiva, falência da musculatura respiratória e consequente depressão do centro respiratório por hipoxia. Devido a esta complicação, manter a monitoração e tratamento sintomático.
A diálise e a hemoperfusão não são indicadas devido a ineficácia de remover o carbamato do organismo. Pralidoxime, a diferença da intoxicação por organofosforados, não está indicado nos casos de intoxicação por carbamatos.
CONTRA-INDICAÇÕES: A indução do vômito e contra-indicada em razão do risco potencial de
aspiração.Contraindicações: teofilina, aminofilina, morfina, reserpina e fenotiazinicos, pois podem aumentar a depressão central, colaborar para inibição da colinesterase ou provocar arritmias cardíacas. Aminas adrenergicas só devem ser usadas em indicações específicas, devido a possibilidade de hipotensão e fibrilação cardíaca.
EFEITOS SINÉRGICOS: Metomil: possui efeitos sinérgicos com outros organofosforados ou carbamatos, exceto Dimetoato, que é antagonista.
ATENÇÃO: Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT — ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS)
Telefone de Emergência da empresa: 0800 701 04 50

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATORIO:

METOMIL: Em animais de laboratório o metomil foi rapidamente absorvido do trato gastrintestinal (apenas 2-4% da substância inalterada foram detectadas nas fezes) e rapidamente eliminado em 24 horas após a administração (80% no rato e 63% no macaco). A excreção urinária ocorreu para 53% da dose administrada em ratos e 29% em macacos. A excreção por via respiratória foi responsável pela eliminação de 33% e 39% da dose administrada em ratos e macacos, respectivamente. A meia-vida de excreção foi de 5 horas no rato e entre 12 a 24 horas no macaco. Não houve diferenças relativas ao sexo na absorção, taxa de eliminação ou na distribuição e concentração de resíduos teciduais nos ratos. Não foi evidenciado potencial de bioacumulação.
O metabolismo é extenso tanto nos ratos quanto nos macacos, mas há certas diferenças nos mecanismos e padrões metabolitos. 0 principal metabólito urinário no rato foi o ácido mercaptúrico derivado do metomil juntamente com pelo menos outros 10 metabólitos menores. Acetonitrila foi o principal resíduo encontrado no sangue e fígado. No macaco mais de 18 metabólitos foram observados, nenhum encontrado acima de 4%. 0 macaco excretou mais 14CO2 e menos 14-acetOnitrila que o rato no ar expirado e os macacos excretaram consideravelmente menos ácido mercaptúrico derivado de metomil na urina (0,8% no macaco e 18% no rato).

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS:

Efeitos agudos resultantes de ensaios com animais (Produto formulado):
DL50 oral para ratos: 50 mg/kg
DL50dérmica para ratos:>2000mg/kg
Concentração letal inalatória em coelhos: 0,128 mg/L.
Irritabilidade dérmica em coelhos: não irritante.
Irritabilidade ocular em coelhos: extremamente irritante.
Sensibilização cutânea em cobaias: não sensibilizante.

Efeitos Crônicos:
METOMIL:Nos estudos de neurotoxicidade aguda em ratos desenvolvidos com Metomil foram observados sinais de toxicidade sistêmica e inibição da colinesterase (plasmática, eritrocitária e cerebral). Sinais clínicos foram evidentes após administração de 1mg/Kg, principalmente tremores e incoordenação motora. Em um estudo de neurotoxicidade sub-aguda desenvolvido com ratos, foram observados os seguintes sinais/sintomas: diminuição no peso corporal e consumo alimentar, sinais clínicos de toxicidade sistêmica, diminuição da atividade da colinesterase cerebral e diminuição no desmpenho nos testes de bateria funcional. Apesar de ter sido detectada a diminuição da colinesterase cerebral não houve alterações nas colinesterases eritrocitária e plasmática. Nos estudos realizados com animais, metomil não apresentou potencial carcinogênico ou teratogênico.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

- Este produto é: Muito perigoso ao Meio Ambiente - Classe II
- Evite a contaminação ambiental — Preserve a Natureza.
- Este produto é ALTAMENTE MÓVEL, apresentando alto potencial de deslocamento no solo,
podendo atingir principalmente águas subterrâneas.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d' água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
- Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinqiienta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
- Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concementes as atividades aeroagrícolas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:

- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- 0 local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- 0 local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:

- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa OURO FINO QUIMICA LTDA. - telefone de Emergência: 0800 0111767.
- Utilize equipamento de proteção individual -EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:
Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. 0 produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte a empresa registrante, através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
- Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal,
contate o Órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores de pó quimico seco (PQS), CO2 ou neblina de água, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL

LAVAGEM DA EMBALAGEM

Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI's
-Equipamentos de Proteção Individual -recomendados para o preparo da calda do produto.

Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa a embalagem ate 1/4 do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

Lavagem sob Pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes intemas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem e dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
0 armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃ0 DA EMBALAGEM VAZIA

No prazo de até urn ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
0 usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

DEVOLUÇÃ0 DA EMBALAGEM VAZIA

No prazo de até urn ano da data da compra, é obrigatoria a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em aée 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEV0LUÇÃ0 DA EMBALAGEM VAZIA

É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

TRANSPORTE

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS

A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos Órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS

A destinação inadequada das embalagens vazias, sacarias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO

Caso este produto venha a se tomar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por Órgãos ambientais componentes.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:

0 transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

Incluir outros métodos de controle de insetos (ex. Controle Cultural, Biológico, etc..) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado.

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência. As seguintes estratégias podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
• Rotação de produtos com mecanismos de ação distintos, quando apropriado;
• Adotar outras táticas de controle, prevista no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).