Bula BT-Turbo Max - Biovalens

Bula BT-Turbo Max

CI
Bacillus thuringiensis var. kurstaki, cepa HD-1
6319
Biovalens

Composição

Bacillus thuringiensis var. kurstaki cepa HD-1 165 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Inseticida microbiológico
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Ingestão

Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico

Calda Terrestre Dosagem
Chrysodeixis includens (Falsa-Medideira)
Ecdytolopha aurantiana (Bicho furão)

Tipo: Frasco.
Material: Plástico.
Capacidade: 0,1 - 5 Litros.
Tipo: Bombona.
Material: Plástico.
Capacidade: 0,1 - 400 Litros.
Tipo: Sachê com tampa.
Material: Plástico aluminizado.
Capacidade: 0,1 - 100 Litros.
Tipo: Bulk.
Material: Plástico.
Capacidade: 50 - 1.000 Litros.

INSTRUÇÕES DE USO

BT-TURBO MAX é um inseticida microbiológico a base de Bacillus thuringiensis var. kurstaki HD-1 especifico para controle de lagartas (estágio larval de lepidópteros) com ação por ingestão, utilizado em pulverizações em infestações iniciais de lagartas que atacam folhas e partes reprodutivas da cultura. Após a praga ingerir o produto, ocorre a reação destrutiva das células do intestino, ocasionando ruptura do tecido e desencadeando um processo de infecção generalizada (septicemia) e morte.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

SOJA: Para uma maior eficiência no controle de pragas a aplicação do produto BT-TURBO MAX deverá ser realizada no início de infestação da praga, nos estágios larvais iniciais (L1 a L3), o qual poderá ser determinado através do monitoramento da área. O produto deve ser utilizado exclusivamente em aplicações na parte aérea das plantas. As aplicações devem ser repetidas em intervalos que permitam um controle adequado, dependendo do crescimento do cultivo, das chuvas e postura de ovos. Recomenda-se utilizar volume de calda de 200 L/ha.
CITROS: Realizar as aplicações no início de infestação da praga, antes da penetração das lagartas nos frutos, o qual poderá ser determinado através do monitoramento da área. 0 produto deve ser utilizado exclusivamente em aplicações na parte aérea das plantas. Realizar 3 aplicações em intervalos de 10 dias. Recomenda-se adicionar adjuvante à calda de pulverização. Volume de calda de 2000 L/ha.

MODO/ EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO

Aplicação terrestre: A aplicação deve ser realizada através de pulverizador costal ou tratorizado, equipado com bicos de jato cônico vazio da série D com difusores adequados ou leque que reduzam as perdas por deriva e promovam uma cobertura homogênea, conforme as recomendações do fabricante. O volume de calda deve ser adequado, garantindo a cobertura total da área aplicada, seguindo os parâmetros mais indicados para a cultura tratada. Adicionar adjuvante ao volume de calda. Verificar a compatibilidade biológica de produtos químicos utilizados em mistura. As aplicações deverão ser realizadas nos horários mais frescos do dia ou com céu nublado, com umidade relativa do ar acima de 60%.
Aplicação Aérea: Utilizar avião agrícola equipado com barra de bicos cônicos ou micronair, que promovam uma cobertura homogênea, conforme as recomendações do fabricante. Volume de calda de 30 a 40 L/ha. O volume de calda deve ser adequado, garantindo a cobertura total da área aplicada, seguindo os parâmetros mais indicados para a cultura tratada. Adicionar adjuvante ao volume de calda. Verificar a compatibilidade biológica de produtos químicos utilizados em mistura. As aplicações deverão ser realizadas nos horários mais frescos do dia ou com céu nublado.

PREPARO DA CALDA

Limpeza do tanque e bicos de pulverização: a limpeza deve ser realizada antes do preparo da calda de pulverização. Possui objetivo de eliminar resíduos de herbicidas, inseticidas e/ou fungicidas químicos. Deve ser realizada com sabão neutro, longe de lagos e rios. Os resíduos devem ser descartados em local apropriado de acordo com a legislação.
- A aplicação deve ser realizada logo após o preparo da calda de pulverização e o equipamento utilizado deve realizar a agitação constante da calda.
- O volume de calda deve ser adequado, garantindo a cobertura total da área aplicada, seguindo os parâmetros mais indicados para a cultura tratada.
- Adicionar adjuvante ao volume de calda.
- Verificar a compatibilidade biológica de produtos químicos utilizados em mistura. As aplicações deverão ser realizadas nos horários mais frescos do dia ou com céu nublado.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Não determinado em função da não necessidade de estipular o Limite Máximo de Resíduos (LMR) para este ingrediente ativo.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NA CULTURA E ÁREAS TRATADAS

Intervalo de reentrada de 24 horas ou até a secagem completa da calda. Caso seja necessário a reentrada na lavoura antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos as culturas indicadas.
Recomenda-se aplicar nas horas mais frescas do dia, preferencialmente ao final da tarde ou a noite, em dias nublados ou com garoa bem fina. Nessas condições, a exposição dos esporos da bactéria à radiação UV do sol (fator de inviabilização da bactéria) é menor.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre MIP, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

Não existe informações sobre o desenvolvimento de resistência de Bacillus thuringiensis var. kurstaki.
Visando prolongar a vida útil dos inseticidas e evitar o surgimento de indivíduos resistentes o Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticida - IRAC-BR, recomenda a utilização de produtos com classe ou modo de ação distintas no manejo da praga, utilizar somente as doses recomendadas na bula/rótulo, incluir outros métodos de controle de pragas (Ex. controle cultural, biológico, químico etc.), seguir o programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), quando disponível e apropriado