Bula Clariva PN BR - Syngenta

Bula Clariva PN BR

Pasteuria nishizawae
14418
Syngenta

Composição

Pasteuria nishizawae 156 g/L

Classificação

Nematicida Microbiológico
IV - Pouco tóxico
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada para Tratamento de Sementes (FS)
Nematicida microbiológico

Soja

Heterodera glycines (Nematóide de cistos da soja)

Tipo: Bag-in-box.
Material: Plástico/Papelão.
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25; 40; 45; 50; 55; 60; 100; 180; 200; 220; 400; 450; 500; 550; 600; 680; 750; 937,5; 1.000 L.
Tipo: Balde.
Material: Metálico.
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25; 40; 45; 50; 55; 60 L.
Tipo: Bombona.
Material: Plástico.
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25; 40; 45; 50; 55; 60; 100; 180; 200; 220 L.
Tipo: Frasco.
Material: Plástico.
Capacidade: 0,10; 0,25; 0,50; 1,00; 1,50; 2,00 L.
Tipo: IBC.
Material: Plástico.
Capacidade: 500; 550; 600; 680; 750; 937,5; 1.000 L.
Tipo: Isotanque.
Material: Aço.
Capacidade: 5.000; 18.000; 20.000; 25.000; 26.000; 28.000 L.
Tipo: Lata.
Material: Metálica.
Capacidade: 0,25; 0,50; 1,00; 1,50; 2,00; 5,00 L.
Tipo: Tambor.
Material: Metálico/Plástico.
Capacidade: 100; 180; 200; 220 L.
Tipo: Tambor.
Material: Fibra com sacos internos.
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25; 40; 45; 50; 55; 60; 100; 180; 200; 220 L.
Tipo: Tanque.
Material: Metal/Plástico.
Capacidade: 5.000; 18.000; 20.000; 25.000; 26.000; 28.000 L.

INSTRUÇÕES DE USO
Pasteuria nishizawae é uma bactéria específica para o controle do nematoide do cisto da soja, capaz de produzir endósporos, que são estruturas de resistência da bactéria. Os endósporos permanecem no solo, sendo viáveis mesmo em condições ambientais adversas. O controle do nematoide do cisto da soja por P. nishizawae pode ocorrer em dois momentos. Primeiramente, quando o nematoide é atraído pelos exsudatos da planta hospedeira, ele percorre o solo infestado com os endósporos da bactéria; esses endósporos entram em contato com o corpo do nematoide e a ele ficam aderidos. Dependendo do número de endósporos aderidos, o nematoide não consegue penetrar a raiz e, portanto, não pode se alimentar e acaba por morrer. Por sua vez, se o número de endósporos é baixo, o nematoide em fase J2 pode conseguir penetrar a raiz da planta, se diferenciar em uma fêmea e iniciar o processo de infecção; contudo, os endósporos aderidos ao corpo irão parasitar essa fêmea e torná-la infértil. Desse modo, ao invés de produzir ovos, o corpo da fêmea irá servir como uma proteção para a proliferação das células da bactéria que irão se reproduzir até que o cisto, em condições favoráveis, estoure e libere mais endósporos no solo e o processo se inicie novamente.
MODO DE APLICAÇÃO:
Volumes de calda recomendados:
Diluir o produto na dose recomendada em água até completar o volume de calda desejado, suficiente para tratar 100 kg de sementes, conforme instruções a seguir: 800 mL de calda para 100 kg de sementes.
Instruções para preparo da calda:
Passo 1 - colocar a quantidade de produto desejada em um recipiente próprio para o preparo da calda;
Passo 2 - colocar parte da água desejada gradativamente, misturando e formando uma pasta homogênea;
Passo 3 - completar com a quantidade de água restante até atingir o volume de calda recomendado.
Importante: Manter a calda em agitação permanente, para evitar decantação.
Equipamentos de aplicação:
Utilizar equipamentos que propiciem uma distribuição uniforme da calda sobre as sementes.
Existem máquinas específicas para tratamento de sementes fornecidas pelos seguintes fabricantes:
Momesso, MecMaq, Niklas, Gustafson. Consulte um Engenheiro Agrônomo.
Manutenção:
Os mecanismos dosadores e pulverizadores destes equipamentos devem ser revisados e limpos diariamente ou a cada parada do equipamento. Resíduos de calda podem reduzir a capacidade das canecas ou copos dosadores ou afetar a regulagem de bicos e ou mecanismos de aplicação da calda sobre as sementes.
Operação de tratamento de sementes:
Com equipamentos de tratamento de batelada ou lotes dos tipos Amazone Transmix, Arktos Africa, tambores rotativos, betoneiras ou similares:
Passo 1 - colocar um peso de sementes conhecido;
Passo 2 - adicionar o volume de calda desejada para este peso de sementes;
Passo 3 - proceder à agitação/operação do equipamento de forma a obter uma distribuição uniforme da calda sobre as sementes durante um tempo de 1 a 2 minutos por batelada.
Com equipamentos de tratamento com fluxo contínuo de sementes:
Passo 1 - aferir o fluxo de sementes (peso) em um determinado período tempo;
Passo 2 - regular o volume de calda desejado para este peso de sementes no mesmo período de tempo.
Importante: Aferir periodicamente o fluxo de sementes e de calda, a fim de evitar erros na aplicação. Não tratar as sementes diretamente sobre lonas, sacos ou mesmo nas caixas de sementes das máquinas semeadoras. A utilização de meios de tratamento de sementes que provoquem uma distribuição incompleta ou desuniforme do produto sobre as sementes pode resultar em níveis indesejados ou falhas no controle de nematoides e outras pragas.
INTERVALO DE SEGURANÇA (período de tempo que deverá transcorrer entre a última aplicação e a colheita):
Não determinado. Trata-se de produto microbiológico para tratamento de sementes.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não se aplica. Trata-se de produto microbiológico para tratamento de sementes.
LIMITAÇÕES DE USO:
Na operação de semeadura mecanizada com sementes tratadas, estas apresentam uma redução no fluxo, comparativamente a sementes não tratadas. Para evitar utilizar uma quantidade menor de sementes que a usual e recomendada, deve-se regular a semeadura com as sementes já tratadas. As semeadoras e seus kits de distribuição de sementes devem ser limpos diariamente para evitar o acúmulo de resíduos nas paredes e engrenagens das mesmas. A falta deste tipo de manutenção pode alterar o fluxo de semeadura ou até mesmo provocar o bloqueio do equipamento. A não observância destas indicações pode resultar em baixa população de plantas, falha no plantio, excesso de sementes por metro ou outras irregularidades no plantio. Em função da baixa quantidade do produto, a ser uniformemente distribuída em 100 kg de sementes, recomenda-se cuidados especiais nessa operação.
Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
A formulação de CLARIVA PN BR foi especialmente desenvolvida para o tratamento de sementes. O produto não apresenta qualquer efeito fitotóxico à cultura nas doses recomendadas.
Outras restrições a serem observadas:
É OBRIGATÓRIA A ADIÇÃO DE UM AGENTE CORANTE, juntamente com o tratamento das sementes com CLARIVA PN BR porque toda semente que sofre tratamento com agrotóxico(s) deve ser colorida, para possibilitar a diferenciação dos grãos não tratados, segundo a Legislação vigente. As sementes tratadas não devem ficar expostas ao sol. As sementes tratadas não devem ser usadas para alimentação humana, animal ou para fins industriais. Armazenar as sementes tratadas em local seguro, separado de alimentos e rações e fora do alcance de crianças e animais. O fabricante não responde por danos que decorram do armazenamento inadequado, do emprego desapropriado do produto ou da inobservância das prescrições recomendadas.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das pragas, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, nematicidas, controle biológico, destruição dos restos culturais, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema agrícola.

A combinação de práticas diversificadas e integradas de manejo tais como o uso de resistência genética (cultivares resistentes), o uso de nematicidas químicos e o uso de nematicidas biológicos podem prolongar a efetividade e a vida útil de cada uma dessas tecnologias. CLARIVA PN BR é classificado como produto biológico e contribui para a diminuição de nematoide nas áreas infestadas permitindo a rotação de produtos com diferentes espectros e mecanismos de ação. Outras práticas de manejo das populações de nematoides incluem:
- Rotação de culturas, usando culturas não hospedeiras, cultivares resistentes e/ou com baixo fator de reprodução;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de nematicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência devem ser encaminhados para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).