Distant 480 SL CI

Geral
Nome Técnico:
Dicamba
Registro MAPA:
55025
Empresa Registrante:
Sharda
Composição
Ingrediente Ativo Concentração
Dicamba 480 g/L
Classificação
Técnica de Aplicação:
Terrestre
Classe Agronômica:
Herbicida
Toxicológica:
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Ambiental:
III - Produto perigoso
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Concentrado Solúvel (SL)
Modo de Ação:
Seletivo, Sistêmico
Agricultura Orgânica:
Não

Indicações de Uso

Embalagens

Lavabilidade Tipo de Embalagem Material Características Acondicionamento Capacidade
Lavável Frasco Plástico Rígida Líquido 1 L
Lavável Bombona Plástico Rígida Líquido 5/10/20/25/50 L
Lavável Tambor Metálico Rígida Líquido 200 L
Não Lavável Tanque portátil Metálico Rígida Líquido 100/500/1000/5000/10000/20000 L
Não Lavável Tanque portátil Plástico Rígida Líquido 1000 L
Não Lavável Tanque portátil Metálico Rígida Líquido 1000 L

INSTRUÇÕES DE USO:

DISTANT 480 SL é um herbicida seletivo de ação sistêmica, do grupo químico ácido benzoico, na formulação Concentrado Solúvel (SL), recomendado para o controle de plantas infestantes de folhas largas.
DISTANT 480 SL é recomendado para aplicação em área total:
- Pós-emergência das plantas infestantes e no pré-plantio dos cultivos de algodão e soja. Respeitar o intervalo de 30-60 dias entre a aplicação e o plantio da Soja Não Tolerante ao herbicida dicamba, e o intervalo de 15-20 dias entre a aplicação e o plantio do Algodão Não Tolerante ao Herbicida Dicamba, dependendo da dose e condições climáticas após a aplicação.
- Pós-emergência das plantas infestantes e em pós-emergência das culturas do Algodão e da Soja Geneticamente Modificadas Tolerantes ao Herbicida Dicamba. Não há restrições quanto ao intervalo entre a aplicação em pré-plantio e os plantios de cultivos tolerantes ao herbicida Dicamba.

INÍCIO, NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÕES:

- Número de aplicação: até uma aplicação por ciclo da cultura.
- Utilizar a maior dose em situações onde houver maior infestação e/ou estádio mais avançado das plantas infestantes.
- As aplicações deverão ser realizadas em fases iniciais do desenvolvimento das plantas infestantes (até no máximo 10 cm), fisiologicamente ativas e preferencialmente até 6 folhas.
- Para uso em pré-plantio da cultura da soja, recomenda-se aplicação única, respeitando o seguinte intervalo entre a aplicação do produto e o plantio da soja:
30 dias para doses a partir de 0,6 L/ha.
45 dias para a dose de 0,8 L/ha.
60 dias para doses a partir de 1 L/ha.
- Para uso em pré-emergência da cultura do algodão, recomenda-se aplicação única, respeitando o intervalo de 15 dias para doses de 1 L/ha e o intervalo de 20 dias para doses de 1,5 L/ha entre a aplicação e o plantio.
- Para a cultura da Soja Geneticamente Modificada Tolerante ao herbicida dicamba, recomenda-se aplicação única em torno de 14 dias ou sequencial em torno de 14 e 28 dias, após a emergência da cultura.
- Para a cultura do Algodão Geneticamente Modificado Tolerante ao herbicida Dicamba recomenda-se aplicação sequencial em torno de 14 e 28 dias, após a emergência da cultura.
- Para as culturas do Algodão e da Soja Tolerantes ao herbicida Dicamba, não há restrições quanto ao intervalo entre a aplicação em pré-plantio e os plantios destes cultivos.
- Para manejo em dessecação antes do plantio da cultura, e complementação no controle de infestações de Conyza bonariensis, pode-se utilizar a dose de 0,6-0,8 L produto comercial/ha do produto, desde que seja realizada uma aplicação sequencial com herbicida registrado à base de saflufenacil, conforme dose e recomendações de uso descritos na bula.
- As aplicações onde o manejo é feito previamente com herbicidas a base de glifosato tem mostrado excelente complementação para o controle de plantas infestantes.

MODO DE APLICAÇÃO:

DISTANT 480 SL deve ser aplicado através de pulverizadores terrestres, manual costal ou motorizado, ou tratorizado.
• Equipamento costal:
Os parâmetros de aplicação através de equipamento costal, como tipo de pontas, pressão de trabalho, entre outros, deverão seguir as recomendações do modelo do pulverizador definido pelo fabricante e as recomendações do
Engenheiro Agrônomo, seguindo as boas práticas agrícolas.
• Equipamento tratorizado:
Os parâmetros de aplicação através de equipamento tratorizado, como ângulo de barra, tipo e número de pontas, pressão de trabalho, largura da faixa de aplicação, velocidade do pulverizador, entre outros, deverão seguir as recomendações do modelo do pulverizador definido pelo fabricante e as recomendações do Engenheiro Agrônomo, seguindo as boas práticas agrícolas.
Recomenda utilizar bicos de ponta leque, com tamanho médio de gotas entre 200 a 400 micras. A altura dos bicos deverá ser aquela que proporcione o cruzamento dos jatos, para que a superfície tratada receba uma quantidade uniforme de produto, evitando falhas ou acúmulo de produto nas faixas.
- Seleção de pontas de aplicação:
A seleção correta da ponta de aplicação é um dos parâmetros mais importantes para redução da deriva. Pontas que produzem gotas de diâmetro mediano volumétrico (DMV) maior apresentam melhor efeito de controle sobre a deriva.
Dentro deste critério, para melhor cobertura do alvo use pontas que forneçam gotas de categoria muito grossa a ultra grossa, conforme norma ASABE S572.1. Para minimizar o efeito de deriva, recomenda-se utilizar pontas com indução de ar como TTI ou ULD. Em caso de dúvida quanto a pressão de trabalho correta e o tamanho das gotas consultem a recomendação do fabricante da ponta (bico).
- Altura de barras de aplicação:
A barra pulverizadora deverá estar posicionada a 50 cm de altura do alvo a ser atingido. Quanto menor a distância entre a altura da barra e o alvo a ser atingido (desde que não comprometa a qualidade da aplicação), menor a exposição das gotas e menor o impacto na aplicação pelas condições ambientais, como a evaporação e transporte pelo vento. Recomenda-se o uso de controladores automáticos de altura da barra para manter a altura ideal da ponta em relação ao alvo a ser atingido.
Condições climáticas favoráveis:
Os parâmetros climáticos a serem seguidos no momento da aplicação deverão favorecer a adequada cobertura do alvo biológico pela calda de pulverização e deverão minimizar o risco de deriva para áreas adjacentes.
Temperatura mínima de 10ºC a máxima de 32ºC. Umidade relativa do ar de mínimo 60%. Velocidade do vento de, no máximo, 5-10 km/h em aplicações terrestres e entre 2 e 10 km/h em aplicações por aeronaves. A ausência de vento pode indicar situação de inversão térmica, que deve ser evitada. Deixar uma faixa de bordadura adequada para aplicação quando há culturas sensíveis presentes na direção do vento.
Observações locais deverão ser realizadas visando reduzir ao máximo as perdas por volatilização ou deriva.
Instruções para preparo da calda de pulverização:
Adicionar ao tanque pulverizador até a metade de seu volume, adicionar DISTANT 480 SL e o adicionar óleo mineral.
Manter o misturador mecânico ou o retorno em funcionamento e completar o volume do tanque com água. Manter a agitação da calda de forma contínua durante o seu preparo e durante a operação de sua aplicação.
A aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda. Não adicione redutor de pH, ácido bórico ou produtos à base de sal de amônio.
Lavagem do equipamento de pulverização:
Somente utilizar equipamentos limpos e devidamente conservados. Após a aplicação do produto, realizar lavagem completa do equipamento.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes deste período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO:

Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
Somente utilizar as doses recomendadas.
NÃO APLICAR O PRODUTO ATRAVÉS DE AERONAVES AGRÍCOLAS.
Se ocorrerem chuvas até 4 horas após a aplicação, a eficiência do produto pode ser prejudicada.
A aplicação do produto deve ser realizada em plena atividade de crescimento vegetativo das plantas infestantes que se deseja o controle e nas condições recomendadas, requerendo um período mínimo de 4 horas para ser completamente absorvido pelas plantas.
Não utilizar águas turvas ou com presença de argilas (barrentas), pois a eficiência do produto pode ser prejudicada.
Não utilizar o equipamento que foi utilizado para aplicação do produto para aplicação de outros produtos, em culturas susceptíveis.
São exemplos de culturas sensíveis ao herbicida dicamba: batata, café, cítricos, crucíferas, feijão, flores ornamentais, girassol, leguminosas, maçã, pepino, tabaco, tomate, uva, além de algodão e soja não tolerantes ao herbicida dicamba.
Adotar uma área de bordadura de no mínimo 50 metros entre a área de aplicação e estas culturas para evitar potenciais efeitos adversos em culturas sensíveis a esse herbicida.
Observar condições de inversão térmica para prevenir potenciais riscos de deriva e volatilidade.
Evitar aplicação em condições de estresse hídrico das plantas infestantes, visto que a sua translocação dentro das plantas, nestas condições é reduzida.
Recomenda-se que a calda seja preparada e aplicada no mesmo dia. Isso visa reduzir o acúmulo de resíduos e contaminação das partes do pulverizador (tanque, barra, pontas, filtros e mangueiras).

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta infestante alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência de plantas infestantes e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo O para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
Adotar outras práticas de controle de plantas infestantes seguindo as boas práticas agrícolas.
Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas infestantes devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

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