Fastac EC CI

Geral
Nome Técnico:
Alfa-cipermetrina
Registro MAPA:
46425
Empresa Registrante:
Basf
Composição
Ingrediente Ativo Concentração
Alfa-Cipermetrina 100 g/L
Classificação
Técnica de Aplicação:
Terrestre, Aérea
Classe Agronômica:
Inseticida
Toxicológica:
3 - Produto Moderadamente Tóxico
Ambiental:
II - Produto muito perigoso
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Concentrado Emulsionável (EC)
Modo de Ação:
Contato, Ingestão
Agricultura Orgânica:
Não

Indicações de Uso

Embalagens

Lavabilidade Tipo de Embalagem Material Características Acondicionamento Capacidade

INSTRUÇÕES DE USO

Fastac® EC é um inseticida da classe dos Piretróides, recomendado para o controle de diversas pragas nas culturas do alho, algodão, amendoim, arroz, batata, café, cebola, citros, feijão, melão, milho, pimentão, soja e tomate.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Alho: Iniciar o tratamento quando for encontrado 20 tripes por planta, não ultrapassando o máximo de 4 aplicações por ciclo da cultura. Dirigir o jato para a inserção das folhas, utilizando 500 a 600 litros de calda por hectare.
Algodão: A aplicação para controle de curuquerê Alabama argillacea deverá ser feita quando 10 % das plantas apresentarem início de desfolha no ponteiro da planta ou com 20 % das plantas com presença de lagartas.
H. virescens e S. frugiperda iniciar a aplicação quando 10 % das plantas estiverem com presença de lagartas a partir do florescimento ou presença de botões florais (10 lagartas em 100 plantas).
P. gossypiella iniciar as aplicações a partir do florescimento pleno e quando detectar a presença de 15 mariposas por armadilha em 48 horas ou quando, mais de 7% das maçãs estiverem com sintomas de ataque, repetir em intervalo de 12 a 15 dias, não ultrapassando o máximo de 3 pulverizações por ciclo a cultura. Utilizar volume de 200 litros de calda por hectare.
Amendoim: Iniciar as aplicações no aparecimento dos primeiros sintomas de ataque da praga, repetindo em caso de necessidade não ultrapassando o máximo de 3 aplicações por ciclo da cultura. Utilizar 250 litros de calda por hectare.
Arroz: Iniciar o tratamento, quando for observado a presença de lagartas promovendo danos as plantas de arroz, reaplicar em caso de necessidade não ultrapassando o número máximo de 2 aplicações. Utilizar volume de 200 litros de calda por hectare.
Batata: iniciar o tratamento no aparecimento da praga. Reaplicar quando necessário, não ultrapassando o número máximo de 4 pulverizações por ciclo. Utilizar 400 a 600 litros de calda por hectare.
Café: Iniciar as aplicações quando o nível de infestação atingir 20% de folhas com lagartas repetir em caso de necessidade não ultrapassando o máximo de 2 pulverizações por ciclo da cultura. Utilizar 400 litros de calda por hectare.
Cebola Iniciar o tratamento quando for encontrado 20 tripes por planta, não ultrapassando o máximo de 4 aplicações por ciclo da cultura. Dirigir o jato para a inserção das folhas, utilizando 500 a 600 litros de calda por hectare.
Citros: Iniciar o tratamento, quando do aparecimento dos primeiros insetos na área, observando para que haja uma boa cobertura das plantas. Não ultrapassar o número máximo de 2 pulverizações por ciclo da cultura.
Feijão: Iniciar o tratamento, quando do aparecimento dos primeiros adultos promovendo danos às plantas, repetir em caso de necessidade não ultrapassando o número máximo de 4 pulverizações por ciclo da cultura. Utilizar 200 a 300 litros de calda por hectare.
Melão: Iniciar as aplicações preventivamente quando do aparecimento das primeiras flores, repetindo em intervalo de 7 a 10 dias não ultrapassando o máximo de 4 aplicações por ciclo da cultura. Utilizar 600 a 800 litros de calda por hectare.
Milho: Iniciar o tratamento na fase inicial do aparecimento das primeiras lagartas, (raspagem das folhas), repetir caso seja necessário em intervalo de 7 a 10 dias não ultrapassando o máximo de 3 pulverizações por ciclo. Dirigir o jato de calda para a parte central das plantas (cartucho) utilizando um volume mínimo de 300 litros de calda por hectare.
Pimentão: Iniciar o tratamento, quando do aparecimento dos primeiros adultos promovendo danos às plantas, repetir em caso de necessidade não ultrapassando o número máximo de 4 pulverizações por ciclo da cultura. Utilizar 400 a 600 litros de calda por hectare.
Soja: Para o controle da lagarta desfolhadora Anticarsia gemmatalis, iniciar o controle quando for encontrado em média 40 lagartas grandes (> 1,5 cm) em 2 metros, (duas fileiras de plantas) ou com menor número se a desfolha atingir 30% antes da floração e 15% tão logo apareçam as primeiras flores.
No caso de percevejo iniciar as aplicações quando for detectado 2 adultos ou ninfas maiores que 0,5 cm por metro linear (batida de pano), em campos de sementes este nível deverá ser reduzido para 1 percevejo. Não ultrapassar o máximo de 2 aplicações por ciclo da cultura, utilizar 200 litros de calda por hectare.
Tomate: Iniciar o tratamento preventivamente no aparecimento das primeiras flores, repetindo em intervalos de 5 a 7 dias, não ultrapassando o número máximo de 6 pulverizações por ciclo da cultura. Utilizar volume de 800 a 1200 litros de calda por hectare, de acordo com a necessidade e desenvolvimento vegetativo da cultura.


MODO DE APLICAÇÃO

Preparo da calda: O responsável pela preparação da calda deve usar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) indicados para esse fim. Colocar água limpa no tanque do pulverizador (pelo menos 3/4 de sua capacidade) ou de tal forma que atinja a altura do agitador (ou retorno) e, com a agitação acionada, adicionar a quantidade recomendada do produto. Também manter a calda sob agitação constante durante a pulverização. A aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda.
Informações sobre os equipamentos de aplicação a serem usados:
Aplicação terrestre: Seguir as recomendações abaixo para uma correta aplicação:
- Equipamento de aplicação:
Utilizar equipamento de pulverização provido de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.

- Seleção de pontas de pulverização:
A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem boa cobertura das plantas hospedeiras das pragas-alvo e que produzam gotas médias (M), conforme norma ASABE. Em caso de dúvida quanto à seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico).
- Velocidade do equipamento:
Selecionar uma velocidade adequada às condições do terreno, do equipamento e da cultura. Observar o volume de aplicação e a pressão de trabalho desejada. A aplicação efetuada em velocidades mais baixas, geralmente resulta em uma melhor cobertura e deposição da calda na área alvo.
- Pressão de trabalho:
Observar sempre a recomendação do fabricante e trabalhar dentro da pressão recomendada para a ponta, considerando o volume de aplicação e o tamanho de gota desejado. Para muitos tipos de pontas, menores pressões de trabalho produzem gotas maiores. Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho. Caso o equipamento possua sistema de controle de aplicação, assegurar que os parâmetros de aplicação atendam a recomendação de uso.
- Altura de barras de pulverização:
A barra deverá estar posicionada em distância adequada do alvo, conforme recomendação do fabricante do equipamento e pontas, de acordo com o ângulo de abertura do jato. Quanto maior a distância entre a barra de pulverização e o alvo a ser atingido, maior a exposição das gotas às condições ambientais adversas, acarretando perdas por evaporação e transporte pelo vento.
- Aplicação com equipamento costal:
Para aplicações costais, manter constante a velocidade de trabalho e altura da lança, evitando variações no padrão de deposição da calda nos alvos, bem como a sobreposição entre as faixas de aplicação.
Aplicações Dirigidas – Formigas Cortadeiras: O responsável pela preparação da calda deve usar
Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) indicados para esse fim.
Diluir o produto em óleo mineral ou outro óleo compatível para termonebulização (fogging).
Posicionar o bico aplicador em um ou mais olheiros de alimentação ativos, preferencialmente nas extremidades do formigueiro, com profundidade suficiente para que a fumaça não retorne. À medida que a fumaça sair em outros olheiros, cobri-los com terra de modo a impedir a saída da fumaça, até obter a completa saturação da colônia.
Caso não seja observada a saída de fumaça nos demais olheiros do formigueiro, escolha outro olheiro ativo para a aplicação.
Finalizada a aplicação, fechar imediatamente o olheiro de aplicação.
O aplicador do produto deve considerar todos estes fatores para uma adequada utilização, evitando atingir áreas não alvo. Todos os equipamentos de aplicação devem ser corretamente calibrados e o responsável pela aplicação deve estar familiarizado com todos os fatores que interferem na ocorrência da deriva, minimizando assim o risco de contaminação de áreas adjacentes.


CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

- Velocidade do vento:
A velocidade do vento adequada para pulverização deve estar entre 05 e 10 km/h dependendo da configuração do sistema de aplicação. A ausência de vento pode indicar situação de inversão térmica, que deve ser evitada. A topografia do terreno pode influenciar os padrões de vento e o aplicador deve estar familiarizado com estes padrões. Ventos e rajadas acima destas velocidades favorecem a deriva e contaminação das áreas adjacentes. Deixar uma faixa de bordadura adequada para aplicação quando houver culturas sensíveis na direção do vento.
- Temperatura e umidade:
Aplicar apenas em condições ambientais favoráveis. Baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas aumentam o risco de evaporação da calda de pulverização, reduzindo a eficácia do produto e aumentando o potencial de deriva.
Evitar aplicações em condições de baixa umidade relativa do ar (menores que 60%) e altas temperaturas (maiores que 30º C). Não aplicar o produto em temperaturas muito baixas ou com previsão de geadas.
- Período de chuvas:
A ocorrência de chuvas dentro de um período de quatro (4) horas após a aplicação pode afetar o desempenho do produto. Não aplicar logo após a ocorrência de chuva ou em condições de orvalho.
As condições de aplicação poderão ser alteradas a critério do engenheiro agrônomo da região.
O potencial de deriva é determinado pela interação de fatores relativos ao equipamento de pulverização e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). Adotar práticas que reduzam a deriva é responsabilidade do aplicador.


LIMPEZA DE TANQUE

Logo após o uso, limpar completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra, pontas e filtros) realizando a tríplice lavagem antes de utilizá-lo na aplicação de outros produtos/culturas. Recomendase a limpeza de todo o sistema de pulverização após cada dia de trabalho, observando as recomendações abaixo:
Antes da primeira lavagem, assegurar-se de esgotar ao máximo a calda presente no tanque. Lavar com água limpa, circulando a água por todo o sistema e deixando esgotar pela barra através das pontas utilizadas. A quantidade de água deve ser a mínima necessária para permitir o correto funcionamento da bomba, agitadores e retornos/aspersores internos do tanque. Para pulverizadores terrestres, a água de enxague deve ser descartada na própria área aplicada. Encher novamente o tanque com água limpa e manter o sistema de agitação acionado por no mínimo 15 minutos. Proceder o esgotamento do conteúdo do tanque pela barra pulverizadora à pressão de trabalho. Retirar as pontas, filtros, capas e
filtros de linha quando existentes e colocá-los em recipiente com água limpa. Realizar a terceira lavagem com água limpa e deixando esgotar pela barra.

Todas as condições descritas acima para aplicações terrestres poderão ser alteradas a critério do Engenheiro Agrônomo da região, observando-se as indicações de bula. Observar também as orientações técnicas dos programas de manejo integrado e de resistência de pragas.


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes deste período, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.


LIMITAÇÕES DE USO

• Não há limitações de uso para as culturas registradas, desde que seja observado o intervalo de segurança. Não aplicar em presença de ventos fortes. Não misturar com produtos altamente alcalinos, como com qualquer outro agrotóxico.
• Os Limites Máximos de Resíduos podem não ter sido estabelecidos em outros países ou divergirem dos existentes no Brasil, assim, para cultivos tratados ou subprodutos que se destinem à exportação, o Limite Máximo de Resíduo no país de destino deve ser respeitado.
• Caso o Limite Máximo de Resíduo estabelecido no país de destino esteja abaixo do Limite Máximo de Resíduo no Brasil, recomenda-se ao exportador o monitoramento de resíduos antes de exportar. Em caso de dúvida, consulte o seu exportador, importador ou a BASF antes de exportar e/ou aplicar o produto.
• A BASF não se responsabiliza por qualquer impedimento para exportação em razão dos resíduos gerados pela aplicação dos produtos nem por quaisquer danos ou consequências que possam advir do desrespeito dos Limites Máximos de Resíduos.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir outros métodos de controle de pragas (ex. controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), quando disponíveis e apropriados.

GRUPO 3A INSETICIDA

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
O inseticida Fastac® EC pertence ao grupo 3A (Moduladores de canais de sódio) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas.
Para manter a eficácia e longevidade do Fastac® EC como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência.
Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
• Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 3A. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo.
• Usar Fastac® EC ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias.
• Aplicações sucessivas de Fastac® EC podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
• Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do Fastac® EC, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico dos Piretróides e Piretrinas não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula.
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do Fastac® EC ou outros produtos do Grupo 3A quando for necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
• Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura e Pecuária (www.agricultura.gov.br).

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