Bula Herbipropanin

acessos
Propanil
1438605
Adama

Composição

Propanil 360 g/L Anilida

Classificação

Herbicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Seletivo, Pós-emergência
Arroz Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Angiquinho
(Aeschynomene rudis)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Beldroega
(Portulaca oleracea)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Capim arroz
(Echinochloa crusgalli)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Capim arroz
(Echinochloa cruz-pavonis)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Capim arroz
(Echinochloa colona)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Capim colchão
(Digitaria horizontalis)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Capim pé de galinha
(Eleusine indica)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Capim rabo de raposa
(Setaria geniculata)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Caruru rasteiro
(Amaranthus deflexus)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Caruru roxo
(Amaranthus hybridus)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Erva de bicho
(Polygonum persicaria)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Guanxuma
(Sida rhombifolia)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Mentrasto
(Ageratum conyzoides)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Papuã
(Brachiaria plantaginea)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Picão branco
(Galinsoga parviflora)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Picão preto
(Bidens pilosa)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Poaia branca
(Richardia brasiliensis)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3
Tiriricão
(Cyperus esculentus)
8 a 10 L p.c./ha 180 a 360 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 80 dias. Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3

Frasco plástico com volume de 1 litro. Frasco plástico de 2 litros. Frasco metálico com volume de 1 litro. Galão plástico com volume de 5, 10 e 20 litros. Galão metálico com volume de 5 litros. Balde plástico com volume de 5 litros. Balde metálico com volume de 5 e 10 litros. Tambor metálico com volume de 100 e 200 litros. Tambor plástico com volume de 100 e 200 litros.

1.1. CULTURAS:
Herbicida utilizado na cultura do arroz de sequeiro e irrigado, para controle de plantas daninhas.

1.3. NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
Fazer uma aplicação por ciclo da cultura do arroz, em pós-emergência, quando as plantas daninhas tiverem de 2 a 3 folhas.
No arroz de sequeiro, por não ser utilizada a inundação (que inibe a nova infestação) pode ser necessário fazer nova aplicação.

1.4. MODO DE APLICAÇÃO:
O HERBIPROPANIN pode ser utilizado em modalidade terrestre ou aérea.

Aplicação Terrestre
Aplicar em pulverização, em mistura com água, através de pulverizador de barra tratorizado, com as seguintes indicações:
PULVERIZADOR TRATORIZADO DE BARRA
Bico Pressão (lib/pol2) Velocidade (Km/h) Espaçamento entre bicos (m) Água (L/ha)
8002 40 5 0,5 180
11002
8004 40 5 0,5 360
11004
Observações:
- No caso de usar outros equipamentos, providenciar uma boa cobertura de pulverização nas plantas daninhas a serem controladas. Sempre Consultar um Engenheiro Agrônomo.
- Observações locais deverão ser feitas visando reduzir ao máximo as perdas por deriva e volatilização.

Aplicação Aérea

Volume de calda
Aplicação/ha Tamanho da gota
(micra) Densidade
(gotas/cm2)
30 Litros Média 200 70 gotas
40 Litros Média 200 95 gotas

Tipo de bico:
- É PROIBIDO O USO DE BICOS ROTATIVOS TIPO MICRONAIR NAS AERONAVES QUANDO DA APLICAÇÃO DO HERBIPROPANIN.
- Utilizar bicos D.10 ou equivalentes.

Número de Bicos:
- Aviões Ipanema (todos os modelos) o número de bicos deve ser de 40-42 bicos por barra, sendo obrigatório o uso de todos os bicos (08 bicos) existentes na barra sob a fuselagem (barriga) do avião e com a mesma angulação do restante da barra.
- Para outros modelos de aeronaves ainda em uso no Brasil, deverão ser efetuadas correções no equipamento para atender os parâmetros aqui exigidos: quanto ao tipo de bico, ângulo a utilizar, vazão por hectare e pressão de trabalho.

Pressão de Trabalho:
- Mínimo 15 psi (1 Bar) e máximo 30 psi (2 Bar).

Faixa de aplicação:
- Avião Ipanema (qualquer modelo): 15 m.
- No caso de serem utilizados outros tipos e modelos de aeronaves, a faixa de deposição estará condicionada ao desempenho aerodinâmico da mesma.

Altura de Vôo:
- Aviões do tipo de Ipanema (qualquer modelo): a altura de vôo deve ser de 4 m em relação ao alvo de deposição, sendo que, se possível, manter sempre a mesma altura para evitar a deriva e evaporação.
- Operações conduzidas fora dos limites acima indicados, ocasionarão dispersão ou deriva da trajetória prevista para as gotas de pulverização, bem como, perdas por evaporação ou deriva não controlada, resultando em baixa ou nenhuma eficiência, assim como, contribuindo para a poluição do meio ambiente.

Condições climáticas:
- Durante operações com aeronaves os parâmetros climáticos deverão ser observados periodicamente com instrumentos adequados, cujos limites são:
- Temperatura máxima: 27ºC.
- Umidade relativa do ar: mínima de 55%
- Vento: inferior a 8 Km/h.
Observações:
- Os valores climáticos deverão ser inter-relacionados, de modo que, o valor mais influenciante em relação a maior ou menor velocidade de evaporação da gota, seja a umidade relativa do ar.
- Atentar para o fato de que o segurança de vôo da aeronave e piloto é prioritário.
- Em operações comerciais recomenda-se o abastecimento da aeronave através do sistema de engate rápido existente na mesma, utilizando-se moto bombas e mangueiras sem vazamentos.
- Verificar sempre o sistema de filtragem principal da aeronave e se não está ocorrendo vazamento pelos bicos devido a defeito ou dano no diafragma dos mesmos.
- Ao final de cada período de pulverização efetuar sistematicamente a limpeza do equipamento com água limpa.
- Observações locais deverão ser feitas visando reduzir ao máximo as perdas por deriva e volatilização.

1.5. INTERVALO DE SEGURANÇA:
Arroz...................... 80 dias

1.6. INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Até 48 horas após a aplicação, caso necessário reentrar na área tratada, utilizar macacão de mangas compridas, luvas e botas de borracha.

1.7. LIMITAÇÕES DE USO:
- Não associar espalhante adesivo à calda do produto.
- Não aplicar sob condições de vento forte.
- Evitar a deriva para áreas vizinhas à área de aplicação.
- O produto não deve ser aplicado em misturas com inseticidas, fungicidas e adubos foliares.
- No caso de utilizar inseticidas do grupo dos carbamatos, esses devem ser aplicados 30 dias antes ou depois da aplicação do HERBIPROPANIN.
- Inseticidas fosforados devem ser aplicados 7 dias antes ou depois da aplicação do HERBIPROPANIN.
- Em arroz irrigado a lavoura deve estar sem água na época da aplicação, e deverá ser inundada de 2 a 7 dias após a mesma.
- Após a aplicação, deverá permanecer um período de pelo menos 4 horas sem ocorrência de chuvas.
- MUITAS CULTURAS APRESENTAM SENSIBILIDADE AO PRODUTO. APLICAR SOMENTE NA CULTURA INDICADA, SEGUINDO-SE AS INDICAÇÕES DE USO.

1.8. INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

1.9. INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
Vide item Modo de Aplicação.

1.10. DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE:
Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

1.11. INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:
Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

1.12. INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

2. DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:

PRECAUÇÕES DE USO E RECOMENDAÇÕES GERAIS, QUANTO A PRIMEIROS SOCORROS, ANTÍDOTOS E TRATAMENTOS:

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES

PRODUTO PERIGOSO EVITE EXPOSIÇÃO ORAL, INALATÓRIA, OCULAR E DERMAL. USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:

- PRODUTO IRRITANTE OCULAR
- Produto para uso exclusivamente agrícola;
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas;
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto;
- Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados;
- Não utilize equipamentos com vazamento ou com defeitos;
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca;
- Não distribua o produto com as mãos desprotegidas.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO:

- PRODUTO IRRITANTE OCULAR, se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente, VEJA PRIMEIROS SOCORROS;
- Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS;
- Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS;
- Use macacão de algodão hidrorepelente com mangas compridas, touca árabe, máscara com filtro apropriado, protetor ocular, luvas e botas.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:

- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança;
- Evite o máximo possível o contato com a área de aplicação;
- Não aplique o produto a favor do vento e nas horas mais quentes do dia, quando realizar aplicação tratorizada;
- Use macacão de algodão hidrorepelente com mangas compridas, touca árabe, botas, luvas, máscara com filtro apropriado e protetor ocular.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:

- Não reutilize a embalagem vazia;
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado na embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais;
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto. Fique atento ao período de vida útil dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante;
- Tome banho, troque e lave suas roupas de proteção separado das roupas domésticas;
- Ao lavar as roupas utilizadas/contaminadas, utilize luvas e avental impermeável;
- No descarte de embalagens vazias use EPI (macacão de algodão hidrorepelente com mangas compridas, luvas e botas);
- Evitar entrar nas áreas tratadas até o término do intervalo de reentrada estabelecida para o produto.

PRIMEIROS SOCORROS:
Ingestão: Não provoque vômito e procure assistência médica, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.
Olhos: PRODUTO IRRITANTE OCULAR, lave com água corrente em abundância e procure assistência médica, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.
Pele: Lave com água corrente e sabão em abundância e procure assistência médica, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.
Inalação: Procure local arejado e recorra a assistência médica, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.

ANTÍDOTO E TRATAMENTO MÉDICO DE EMERGÊNCIA:
A critério médico, utilizar antídotos de ação ampla que modifiquem a toxicocinética e ou a toxicodinâmica do produto, com Carvão Ativado (adsorção digestiva) e Purgativos Salinos (catarse). O tratamento deve ser instituído a critério médico e envolve a lavagem gástrica em caso de ingestão de grande quantidade do produto e a higienização das áreas do corpo do paciente atingidas, dando atenção especial às regiões que sofreram maior depósito ou que podem reter o produto (cabelo, ouvido, axilas, umbigo, unhas e genitais). Os cuidados de suporte envolvem o fornecimento de oxigênio umidificado e, caso de depressão respiratória proceder intubação orotraqueal com ventilação mecânica, corrigir alterações hidroeletrolíticas. Se ocorrer cianose, dosar o nível sangüíneo de metahemoglobina que, caso se apresente superior a 30%, indica a necessidade de Azul de Metileno endovenoso.

MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
Depressor do SNC, o Propanil pode ser absorvido por todas as vias; em testes “in vitro”, foi rapidamente metabolizado pelos microssomos hepáticos; é convertido ao 3,4 dicloroanilina (DCA), que é uma substância metahemoglobilizante; excretado pelas fezes e urina.

EFEITOS AGUDOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
As DL50 em ratos do produto formulado em torno de 1.217 mg/Kg, estudo de irritação ocular em coelhos evidenciou opacidade de córnea, pannus, irite e inflamação das mucosas oculares, estudo sobre irritação dérmica em coelhos evidenciou presença de eritema de fraco a moderado e edema de muito fraco a severo. Estudo de sensibilidade em coelhos produto foi considerado sensibilizante, foram observadas reações de intensidade pequena a média em 80% dos animais. O propanil técnico é praticamente não tóxico pela via dermal, sendo que a DL50 em coelhos por esta via é mais alta que 5000 mg/kg.

EFEITOS CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
Estudos a longo prazo determinaram que a espécie mais sensível é o camundongo, o qual apresentou uma dose sem nenhum efeito observável de 5 mg/kg peso corpóreo/dia. Em ratos foi avaliado que os principais efeitos decorrentes da exposição crônica a este produto traduzem em sinais associados à metemoglobinemia e a subseqüente hemólise oxidativa. Também foi observado toxicidade sobre os hepatócitos do fígado em exames microscópicos.

SINTOMAS DE ALARME:
A ocorrência de irritações da pele, olhos e mucosas, náuseas tontura associados à confirmação de exposição ao produto, sugerem intoxicação.

EFEITOS ADVERSOS
Por não ser o produto de finalidade terapêutica, não há como caracterizar seis efeitos adversos.

Telefones de Emergência:
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter mais informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT - ANVISA/MS)
Notifique o sistema de informação de agravos de notificação (SINAN/MS)
Telefone de emergência da Empresa: 0800-400-7505

3. DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:

3.1 PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:
- Este produto é:
- ? - Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I).
- ? - MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II).
- ? - Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III).
- ? - Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV).
- Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para algas.
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamentos.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
- Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de águas para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamento de animais e vegetação suscetível a danos.
- Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.

3.2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONVERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de outro material não comburente.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3.3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES.
- Isole e sinaliza a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa MILENIA AGROCIÊNCIAS S/A pelo telefone de emergência: 0800 111 767 ou 0800 7071 767.
- Utilize os equipamentos de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, óculos protetor e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou copos d’água. Siga as instruções abaixo:
. Piso Pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxilio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte a empresa registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
. Solo: retire as camadas de terra contaminadas até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
. Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores de pó químico seco (PQS), ou CO2, ou de água em forma de neblina ou espuma, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

3.4. PROCEDIMENTO DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL
LAVAGEM DA EMBALAGEM
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI’s - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.

Tríplice lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos;
- Despeje a água da lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.



Lavagem sob pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:

- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água da lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:

- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água da lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.

O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução em até 6 meses após o prazo de validade.

O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.


EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL (EMBALAGENS DE GRANDE VOLUME RETORNÁVEIS)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

Use luvas no manuseio dessa embalagem.

Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.

O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.


EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuada em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTO
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.

A desativação do produto é feita através de incineração com sistema de combustão composto de um forno rotativo à temperatura de 800 - 1.000ºC com tempo de residência de 60 minutos; uma câmara de pôs-combustão com temperaturas entre 1.050 - 1.250ºC com um tempo de residência de 2 segundos. Os gases resultantes passam pelo sistema de resfriamento e lavagem, composto de pré-resfriador, dois ciclones, um pós-resfriador (primeiro lavador), um lavador de disco rotativo (segundo lavador) e um hidrociclone e um lavador venturi. Os efluentes líquidos gerados são direcionados para a estação de tratamento de despejo industrial. A eficiência desta destruição térmica é superior a 99,99%.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.


4. RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DO DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas (MIP), envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como o controle cultural, controle biológico (predadores e parasitoides), controle microbiano, controle por comportamento, variedades resistentes e controle químico, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos, com mecanismos de ação distintos.
Recomenda-se, de modo geral, o manejo integrado de doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

1.13. INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA:
O uso continuado de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação pode contribuir para o aumento de população de plantas daninhas a ele resistentes.
Como prática de manejo e resistência de plantas daninhas deverão ser aplicados herbicidas, com diferentes mecanismos de ação, devidamente registrados para a cultura. Não havendo produtos alternativos recomenda-se a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Para maiores esclarecimentos consulte um Engenheiro Agrônomo.

Compatibilidade

Vide Limitações de Uso na seção