Bula Java 200 SP - CropChem

Bula Java 200 SP

Acetamiprido
11018
CropChem

Composição

Acetamiprido 200 g/kg

Classificação

Inseticida
3 - Produto Moderadamente Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó solúvel (SP)
Translaminar, Sistêmico

Algodão

Aphis gossypii (Pulgão do algodoeiro)

Aveia

Metopolophium dirhodum (Pulgão das folhas)

Batata

Myzus persicae (Pulgão verde)

Centeio

Metopolophium dirhodum (Pulgão das folhas)

Cevada

Metopolophium dirhodum (Pulgão das folhas)

Feijão

Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Empoasca kraemeri (Cigarrinha verde)

Maçã

Anastrepha fraterculus (Mosca sul americana)
Grapholita molesta (Mariposa oriental)

Mamão

Aonidiella comperei (Cochonilha)
Empoasca spp (Cigarrinha verde)

Melancia

Aphis gossypii (Pulgão do algodoeiro)
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)

Melão

Aphis gossypii (Pulgão do algodoeiro)
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)

Milheto

Rhopalosiphum maidis (Pulgão)

Milho

Elasmopalpus lignosellus (Broca do colo)
Rhopalosiphum maidis (Pulgão)

Pinhão-manso

Empoasca spp (Cigarrinha verde)

Soja

Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)

Sorgo

Rhopalosiphum maidis (Pulgão)

Tomate

Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Frankliniella schultzei (Tripes)
Myzus persicae (Pulgão verde)
Thrips palmi (Tripes)

Trigo

Metopolophium dirhodum (Pulgão das folhas)
Sitobion avenae (Pulgão das espigas)

Triticale

Metopolophium dirhodum (Pulgão das folhas)

Tipo: Bombona.
Material: Plástico.
Capacidade: 5 - 50 kg.
Tipo: Frasco.
Material: Plástico.
Capacidade: 0,1 - 4,0 kg.
Tipo: Saco.
Material: Hidrossolúvel.
Capacidade: 0,05 - 5,0 kg.
Tipo: Saco (para armazenar sacos hidrossolúveis).
Material: Plástico/Plástico aluminizado/Plástico metalizado e Fibra celulósica.
Capacidade: 0,1 - 5,0 kg.
Tipo: Saco.
Material: Plástico/Plástico aluminizado/Plástico metalizado e Fibra celulósica.
Capacidade: 0,1 - 50 kg.
Tipo: Tambor.
Material: Metálico e Fibra celulósica.
Capacidade: 1 - 50 kg.

INSTRUÇÕES DE USO

JAVA 200 SP é um inseticida, sistêmico de ação translaminar empregado na forma de pulverizações no controle de inúmeras pragas através de pulverizações foliares nas culturas de algodão, aveia, batata, centeio, cevada feijão, maçã, mamão, melão, melancia, milheto, milho, pinhão-manso, soja, sorgo, tomate, trigo e triticale e também no tratamento de sementes nas culturas de milho e soja.

INSTRUÇÕES DE USO PARA CONTROLE DA MOSCA BRANCA

A) Doses de Uso

Tomate: Utilizar doses entre 25 e 40 g p.c./100 L de água (5 a 8 gramas do ingrediente ativo/100 L de água) em aplicações com consumo de 1000 litros de calda/ha procurando sempre colocar o produto em contato com a praga. A dose menor deve ser utilizada em aplicações preventivas, isto é, quando houver previsão de ocorrência da praga na cultura, porém a mesma ainda não estiver presente na lavoura. Em plantas novas e aplicações em jato dirigido com utilização de consumo de calda reduzido, ignorar a recomendação por 100 litros de calda e considerar sempre a dose em gramas de produto comercial por hectare. A dose maior deve ser utilizada em cultura onde haja ocorrência inicial da praga. Quando houver consumo de calda inferior a 1000 litros por hectare, desconsiderar a recomendação por 100 litros de água e utilizar a dose em gramas do produto comercial por hectare.
Melão e Melancia: Utilizar doses entre 25 e 30 g p.c./100L de água (5 a 6 gramas do ingrediente ativo / 100 L de água) em aplicações com consumo de 1000 Litros de calda/há procurando sempre colocar o produto em contato com a praga. A dose menor deve ser utilizada em aplicações preventivas, isto é, quando houver previsão de ocorrência da praga na cultura, porém a mesma ainda não estiver presente na lavoura. Em plantas novas e aplicações em jato dirigido com utilização de consumo de calda reduzido, ignorar a recomendação por 100 litros de calda e considerar sempre a dose em gramas de produto comercial por hectare. A dose maior deve ser utilizada em cultura onde haja ocorrência inicial da praga. Quando houver consumo de calda inferior a 1000 litros por hectare, desconsiderar sempre a dose em gramas de produto comercial por hectare.
Feijão: Utilizar doses entre 250 e 300 g p.c./ha, procurando sempre colocar o produto em contato com a praga. A dose menor deve ser utilizada em aplicações preventivas, isto é, quando houver previsão de ocorrência da praga na cultura, porém a mesma ainda não estiver presente na lavoura. A dose maior deve ser utilizada em cultura onde haja ocorrência inicial da praga.
Soja: Utilizar doses entre 300 e 350 g p.c./ha, procurando sempre colocar o produto em contato com a praga. A dose menor deve ser utilizada em aplicações preventivas, isto é, quando houver previsão de ocorrência da praga na cultura, porém a mesma ainda não estiver presente na lavoura. A dose maior deve ser utilizada em cultura onde haja ocorrência inicial da praga.

B) Época de Aplicação

As aplicações deverão ocorrer preventivamente, ou quando do aparecimento das primeiras formas adultas da praga, ou conforme o nível de infestação na cultura, repetindo as aplicações com intervalo de 7 dias dependendo da necessidade. Recomenda-se fazer aplicações intercaladas com produtos de modo de ação diferente devidamente registrados para o controle da referida praga para que seja evitado o aparecimento da resistência dos insetos ao inseticida.

C) Métodos de Aplicação

JAVA 200 SP pode ser aplicado através de pulverizadores terrestres tratorizados ou costais manuais, dotados de bico cônico com volume de calda suficiente para que as plantas e a praga recebam uma boa cobertura da calda inseticida. JAVA 200 SP pode ser aplicado também através de pulverizações aéreas com aeronaves agrícolas devidamente equipadas com barra/bico, empregando-se o volume em torno de 40 a 50 litros de calda/ hectare, seguindo sempre as boas práticas de aplicação, procurando pulverizar quando não houver vento ou pelo menos que a velocidade do vento seja inferior à 8 km/hora e com alta umidade relativa do ar (superior à 70%). Porém, para o controle da mosca branca na cultura do tomate esta prática não é recomendada por ser necessário aplicações com alto volume ao contato do produto com a praga (Adulto ou Ninfa).

MODO DE APLICAÇÃO

A aplicação é feita em pulverizações Terrestres ou Aéreas:
- Via terrestre: Pode ser aplicado com equipamento manual ou motorizado, costal, estacionário ou pistola. Com o pulverizador tratorizado de barra, utilizar bicos jato cônico vazio da série JA ou D utilizando nesta série o difusor 23 ou 25 de acordo com as variações da umidade relativa do ar nas áreas de aplicação, de forma a se obter um diâmetro de gotas de 110 a 140 µm e uma densidade de 50 a 70 gotas/ cm², sobre o local onde o alvo biológico se situa. A pressão trabalho para os bicos recomendados deverá ser de 80 a 120 libras. Utilizar turbo atomizador com as informações acima citadas, e procurar através de volume de calda e tamanho de gotas obter uma aplicação com cobertura uniforme da toda a parte aérea da planta.
- Via aérea: uso de barra ou atomizador rotativo Micronair AU 3.000/5000;
- Volume de aplicação: com barra: 20 - 30 L/ha - com Micronair máximo 18 L/Micronair/ minuto.
- Altura do voo: com barra ou Micronair: 4 -5 m em relação ao topo das plantas.
- Largura da faixa de deposição efetiva: 20 m, para aviões do tipo IPANEMA, aviões de maior porte, consultar um engenheiro agrônomo.
- Tamanho/densidade de gotas: 110 - 140 micrômetros com mínimo de 40 gotas/cm².
- No caso de barra usar bicos cônicos da série D com disco (core) 45º. Manter a angulação das barras entre 90 ° (para a umidade do ar acima de 80%), ajustando-a durante a aplicação de acordo com a variação da umidade relativa do ar, até a angulação máxima de 180° em relação à direção do voo do avião. Seguir sempre as recomendações de ajuste do avião sob orientação de um Engenheiro Agrônomo Coordenador em Aviação Agrícola, credenciado através de cursos especializados registrados pelo Ministério da Agricultura. Condições Climáticas: o diâmetro de gotas deve ser ajustado de acordo com as variações da umidade relativa do ar durante toda a aplicação, de modo que se obtenha a densidade e deposição das gotas, obedecendo ventos de até 8 km/h, temperatura inferior a 27° C e umidade relativa acima de 70%, visando reduzir ao mínimo, perdas por deriva ou evaporação.
- O sistema de agitação do produto no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação.

OBS.: Seguir as recomendações técnicas de aplicação e consultar sempre um Engenheiro Agrônomo.

PREPARO DA CALDA

Para preparar melhor a calda, colocar a dose indicada de JAVA 200 SP no pulverizador com água até ¾ de sua capacidade e, em seguida, completar o volume, agitando-se constantemente. Na aplicação,o volume de água utilizado por hectare é o que consta, para cada cultura, na tabela Culturas, Pragas, Dose, Volume, Época e Número de Aplicação.

LIMPEZA DO EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO

Antes da aplicação, verifique e inicie somente com o equipamento limpo e bem conservado. Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formação de depósitos sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil.
1. Com o equipamento de aplicação vazio, enxágue completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas mangueiras, barras, bicos e difusores, removendo fisicamente, se necessário, os depósitos visíveis de produto. O material resultante desta operação deverá ser pulverizado na área tratada com o respectivo produto.
2. Complete o pulverizador com água limpa. Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque na área tratada com o respectivo produto.
3. Remova e limpe os bicos, filtros e difusores em um balde com a solução de limpeza. Enxágue completamente o pulverizador, mangueiras, barra, bicos e difusores com água limpa no mínimo 3 vezes. Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque.
4. Tome todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou de plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal.

OBS.: Seguir as recomendações técnicas de aplicação e consultar sempre um Engenheiro Agrônomo.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão, aveia, batata, centeio, cevada, feijão, maçã, milheto, milho, sorgo, trigo, triticale (foliar): 7 dias
Mamão, melão, melancia, tomate (foliar): 3 dias
Pinhão-manso (foliar): Uso não alimentar
Soja (foliar): 14 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

- Intervalo de reentrada para todas as culturas é de 24 horas.
- Mantenha afastado das áreas e aplicação, crianças, animais domésticos e pessoas desprotegidas.
- Havendo necessidade de reentrada na área antes de 24 horas, utilizar macacão e avental impermeáveis, luvas e botas de borracha e chapéu impermeável de abas largas.

LIMITAÇÕES DE USO

Uso restrito às culturas, alvos biológicos e doses registrados.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS

Os EPI’s visam proteger a saúde dos trabalhadores e reduzir o risco de intoxicação decorrente de exposição aos agrotóxicos. Para cada atividade envolvendo o uso de agrotóxicos é recomendado o uso de EPI’s específicos descritos nas orientações para preparação da calda, durante a aplicação, após a aplicação, no descarte de embalagens e no atendimento aos primeiros socorros.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

- Rotacionar as aplicações com produtos efetivos para a praga alvo com mecanismos de ação distintos do Grupo 4A;
- Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do JAVA 200 SP ou outros produtos do Grupo 4A quando for necessário;
- Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
- Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como: rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento, etc., sempre que disponível e apropriado;
- Utilizar as recomendações e modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org,br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).

O inseticida JAVA 200 SP pertence ao grupo 4A (Moduladores competitivos de receptores nicotínicos da acetilcolina – Neocotinóides) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas. Para manter a eficácia e longevidade do JAVA 200 SP como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as estratégias de MIP que podem prevenir, retardar ou reverte a evolução da resistência.

GRUPO 4A INSETICIDA