Bula Lambda Cialotrina CCAB 50 EC

acessos
Lambda-cialotrina
10210
CCAB Agro

Composição

Lambda-Cialotrina 50 g/L Piretróide

Classificação

Inseticida
II - Altamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Bicudo
(Anthonomus grandis)
300 mL p.c./ha 100 a 250 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 5 dias. 10 dias. Máximo 10 % de botões florais danificados
Curuquerê
(Alabama argillacea)
100 mL p.c./ha 100 a 250 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 10 dias. 2 lagartas / planta ou 25 % de desfolha
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Larva minadora
(Liriomyza huidobrensis)
50 a 100 mL p.c./100L água 100 a 400 L de calda/ha - 7 dias. 3 dias. Redução da população de adultos
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Bicho mineiro
(Leucoptera coffeella)
100 mL p.c./ha 100 a 250 L de calda/ha - 45 dias. 1 dia. Início da infestação
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Vaquinha verde amarela
(Diabrotica speciosa)
150 a 200 mL p.c./ha 100 a 250 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 15 dias. No aparecimento da praga
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
150 mL p.c./ha 100 a 250 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 15 dias. Início da infestação, fase de folha raspada
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta da soja
(Anticarsia gemmatalis)
75 mL p.c./ha 100 a 250 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 20 dias. 40 lagartas / pano de batida ou 30 % de desfolha antes do florescimento ou 15 % de desfolha após o florescimento
Percevejo verde
(Nezara viridula)
150 mL p.c./ha 100 a 250 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 20 dias. Produção comercial: 4 percevejos maiores que 0,5 cm / pano de batida. Produção de sementes: 2 percevejos / amostragem
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca pequena do tomateiro
(Neoleucinodes elegantalis)
50 mL p.c./100L água 100 a 400 L de calda/ha - 7 dias. 3 dias. Início da infestação
Traça do tomateiro
(Tuta absoluta)
50 mL p.c./100L água 100 a 400 L de calda/ha - 7 dias. 3 dias. Início da infestação
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do trigo
(Pseudaletia sequax)
100 mL p.c./ha 100 a 250 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 15 dias. Início da infestação

INSTRUÇÕES DE USO, ALVOS E DOSES: Vide seção "Indicações de uso/doses".

ALGODÃO:
Bicudo (Anthonomus grandis): iniciar as aplicações quando o nível de botões florais
no máximo 10%, e repetir as aplicações a cada 5 dias ou toda vez que o ataque atingir o botões danificados. Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo.
Curuquerê (Alabama argillacea): aplicar o produto quando forem constatadas 2 lagartas/planta ou 25% de desfolha. Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo.

BATATA:
Larva-minadora (Lyriomyza huidobrensis): as pulverizações devem ser realizadas visando a redução da população de insetos adultos. Realizar entre uma a cinco aplicações por ciclo a intervalos de 7 dias entre as aplicações. A maior dose deverá ser recomendada em situações de alta pressão da praga. Realizar no máximo 5 aplicações por ciclo.

CAFÉ:
Bicho-mineiro (Leucoptera coffeella): por tratar-se de inseticida protetor e de longa persistência, deve ser aplicado no inicio da infestação. Reaplicar após 45 dias. Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo.

FEIJÃO:
Vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa): aplicar o produto no aparecimento da praga, em alternância com outros produtos. Repetir se necessário. Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo. A maior dose deverá ser recomendada em situações de alta pressão da praga.

MILHO:
Lagarta-do-cartucho (Spodopterafrugiperda): aplicar o produto no início da infestação da praga, na fase de folha raspada. Repetir se necessário em alternância com outros produtos. Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo.

SOJA:
Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis): aplicar quando houver 40 lagartas por batida de pano ou 30% de desfolha antes do f1orescimento ou 15% após o f1orescimento. Realizar até 2 aplicações do produto por ciclo.
Percevejo-da-soja (Nezara viridula): aplicar quando houver 4 percevejos maiores que 0,5 cm por batida de pano. Em caso de produção de sementes, o limite é de 2 percevejos/amostragem. Realizar até 2 aplicações do produto por ciclo.

TOMATE:
Broca-pequena-do-fruto (Neoleucinodes elegantalis) e traça-do-tomateiro (Tuta absoluta): iniciar as aplicações no início da infestação em intervalos de 7 dias, intercalando com outros produtos. Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo.

TRIGO:
Lagarta-do-trigo (Pseudaletia sequax): Aplicar o produto no início da infestação da praga. Realizar no máximo 2 aplicações do ciclo.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
O número de aplicações varia de acordo com a infestação, respeitando a recomendação máxima de uso. A pulverização deve ser feita depois de constatada a infestação, observando-se níveis de dano econômico recomendado para cada praga.

MODO DE APLICAÇÃO

VIA TERRESTRE:
Costal manual: Utilizar bicos cônicos das séries D; ou equivalentes, com pressão de 40 a 60 Ibs/pol2 (p.s.i.), aplicando 100 a 250 litros de calda por hectare. Observar para que ocorra uma boa cobertura da cultura tratada. No caso especifico do tomate e batata, utilizar a dose recomendada por volume de água, observando que ocorra uma boa cobertura em todas as partes da planta, até ponto de escorrimento.

Costal Motorizado: Utilizar bicos cônicos das series D; ou equivalentes, com pressão de 40 a 60 Ibs/pol2 (p.s.i.), aplicando 100 a 250 litros de calda por hectare.

Tratorizado: Quando aplicar com barra, utilizar bicos cânicos das séries D; ou equivalentes, com pressão de 80 a 150 Ibs/pol2 (p.s.i.), aplicando 100 a 250 litros de calda por hectare.
Observar para que ocorra uma boa cobertura. No caso especifico do tomatl~ rasteiro e batata, utilizar um volume de 100 a 400 litros de calda por hectare, dependendo do estágio da cultura.

VIA AÉREA:
Pulverização aérea: Para aviões com barra, utilizar 30 a 40 litros por hectare, voando a uma altura de 3,5 a 4,5 metros com uma faixa de deposição de 15 metros. Tamanho de gotas de 200 a 300 , com densidade de gotas acima de 30 gotas/cm2 Utilizar bicos cânicos da série D8 a 012, com pressão de 25 a 35 Ibs/pol2 (p.s.i.). O número de bicos para equipar a barra deve ser de 44 a 48.
No caso de se utilizar o MICRONAIR, trabalhar com faixa de aplicação de 18 metros, pressão de 30 Ibs/poI2, com 4 micronair, regulado o V.R.V. para a posição 13 ou 14, voando de 8 a 10 metros de altura.

INTERVALO DE SEGURANÇA: Algodão: 10 dias; Batata: 03 dias; Café: 01 dia; Feijão: 15 dias; Milho: 15 dias; Soja: 20 dias; Tomate: 03 dias; Trigo: 15 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO:
Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
O produto não é fitotóxico para as culturas indicadas nas doses e condições recomendas.

INTOXICAÇÕES POR LAMBDA CIALOTRINA

INFORMAÇÕES MÉDICAS

GRUPO QUÍMICO: Piretróide

CLASSE TOXICOLÓGICA: II - Altamente tóxico (Produto formulado)

VIAS DE EXPOSIÇÃO: Oral, inalatória, ocular e dérmica.

TOXICOCINÉTICA: A absorção, distribuição, excreção e metabolismo foram estudados: em animais (ratos, bovinos, cães) Absorção:Após a administração oral do produto, a sua absorção é de ordem de 50% da dose inicial. Distribuição: os produtos de metabolismo da administração oral" foram distribuídos pela maioria dos tecidos dos animais testados, sendo que os maiores níveis de resíduos foram encontrados no tecido adiposo com uma meia vida de eliminação de 30 dias (ratos).
Metabolismo: a maior parte do produto absorvido é rapidamente metabolizado em mamíferos através de hidrólise da ligação éster, oxidação e conjugação, e excretado rapidamente.
Excreção: Os metabólitos da clivagem éster e seus conjugados são rapidamente excretados pela urina em forma de conjugados polares. A sua excreção é rápida sendo mais de 92% nas primeiras 72 horas ( 40-65% nas fezes; 20-40% na urina).

MECANISMOS DE TOXICIDADE:
Piretrinas: substâncias orgânicas derivadas das plantas do gênero "chrysanthemum".
Piretróides: substâncias sintéticas ou semi-sintéticas. A dose tóxica aguda oral em mamíferos varia entre 100-1000 mgjKg. Pequena absorção digestiva e rápida metabolização. A toxicidade aguda em¬humanos está mais associada a reações de hipersensibilidade do que, às propriedades intrínsecas da substância. Estão associadas também: aos solventes usados como veículos. Crianças são mais suscetíveis, em razão da incapacidade de hidrolisar os ésteres de "pirethrum" eficientemente.
Baseado nos sinais de toxicidade para mamíferos e invertebrados, os piretróides podem ser classificados em dois tipos:
Tipo I: atuam em SNC e periférico, prolongando o influxo dos íon nos canais de sódio da membrana das células nervosas, o que causa prolongada despolarização e inibição. Desta maneira causam estimulação de SNC.
Tipo 11: (com grupo alfa-ciano) são mais potentes e tóxicos, e podem produzir bloqueio da condução nervosa, com despolarização persistente e redução da amplitude do potencial de ação e colapso na condução axonal. Interferem também com o receptor GABA, com i supressão dos canais de cloro.
Os piretróides sintéticos em geral retardam o fechamento dos canais de sódio, resultando em uma corrente caracterizada por um lento influxo de sódio durante o final da despolarização, denominada de i "corrente residual de sódio". Isso diminui o limiar para a ativação de t mais potenciais de ação, conduzindo a uma excitação repetitiva das terminações sensoriais nervosas e podendo progredir para uma! hiperexcitação de todo o sistema nervoso. Em concentrações elevadas de piretróides, esse processo pode ser suficientemente elevado para despolarizar completamente a membrana nervosa, gerando a abertura de mais canais de sódio e eventualmente causando bloqueio de condução.
A lambda - cialotrina é uma mistura altamente ativa de isômeros da cialotrina e pertence ao grupo dos piretróides do tipo II (com grupo alfa-ciano).
Os piretróides deste grupo produzem correntes residuais de sódio mais prolongadas que os outros (permetrina, bioresmetrina), causando mais sensações cutâneas. Uma vez que o mecanismo responsável pela geração e condução dos impulsos nervosos é basicamente o mesmo em todo o sistema nervoso, os piretróides podem agir de forma similar em várias partes do SNC.
A baixa toxicidade em mamíferos pode ser explicada pela capacidade de metabolizar rapidamente estes compostos, tornando-os deste modo menos ativos e conseqüentemente diminuindo a toxicidade. Em doses muito altas, despolarizam completamente a membrana da célula nervosa e bloqueiam a excitabilidade. Podem causar danos permanentes ou por longo tempo em nervos periféricos.

SINTOMAS E SINAIS CLÍNICOS:
A toxicidade por Lambda cialotrina em geral é baixa. Seus efeitos na saúde do ser humano dependem muito da apresentação do produto, da duração e freqüência da exposição, assim como da saúde doi indivíduo. Populações em especial risco são indivíduos portadores de doenças respiratórias crônicas, especialmente asma, doenças de pele, desordens alérgicos e crianças (devido à incapacidade de hidrolizar 01 piretróide eficientemente). Sugere-se que as sensações cutâneas faciais referidas por pessoas que manipulam o produto são desencadeadas por estímulos, repetitivos nas terminações sensitivas nervosas na pele, e podem ser consideradas um sinal precoce de que a exposição ocorreu. Os sintomas começam 30 minutos após a exposição e duram pelo menos 6 horas a 2 días. Todos os acidentes têm ocorrido com produtos contendo lambda cialotrina pura ou concentrada.
Nos indivíduos que trabalham no campo tem sido relatados sintomas de irritação dérmica, sensação de queimação ou exantema que sei apresentaram 45 minutos a 48 horas após a exposição com duração de 5 horas a vários dias. Geralmente ocorre com manipulação de produtos concentrados de lambda cialotrina. A exposição da população em geral é muito baixa, pois os resíduos em alimentos geralmente são mínimos.
Intoxicação Aguda
Exposições dérmicas e por inalação são assintomáticas ou associadas, usualmente a leves efeitos adversos. Pode haver, embora raramente, reações anafiláticas (hipotensão e taquicardia), broncoespasmo, edema de glote, choque em indivíduos sensíveis, crises de asma, reações de hipersensibilidade com pneumonite e edema pulmonar.
Exposição Dérmica: Essa é a via mais usual de exposição a piretróides. Os sintomas mais comuns são: formigamento, prurido, eritema e ardor na face ou em outras áreas expostas. Os efeitos adversos se manifestam primariamente como neurotoxicidade periférica com hiperatividade reversível das fibras sensoriais nervosas (parestesia). A parestesia ocorre mais freqüentemente na face e os sintomas são exacerbados por estimulação sensorial: calor, exposição ao sol, fricção, sudorese. A parestesia geralmente ocorre de 30 minutos a 2 horas após a exposição, atingindo o pico em aproximadamente 6 horas. A recuperação geralmente é completa em 24 horas. Pode ocorrer toxicidade sistêmica após exposição considerável.
Exposição Ocular: Pode ocorrer irritação ocular com lacrimação conjuntivite transitória.
Exposição Inalatória: Exposição Breve: irritação do trato respiratório com tosse, dispnéia moderada, espirros e rinorréia.
Exposição elevada e prolongada: pode sobrevir toxicidade sistêmica com pneumonite.
Exposição oral : A ingestão geralmente ocasiona náusea, vômito e dor abdominal. Sintomas neurológicos e outros efeitos sistêmicos podem ocorrer após exposição elevada.
Toxicidade Sistêmica
Sintomas sistêmicos podem se desenvolver geralmente de 4 a 48 horas após extensa exposição dérmica, inalação prolongada ou ingestão. Os sintomas incluem dor de cabeça, vertigem, anorexia e sialorréia. A intoxicação grave não é comum e esta normalmente ocorre após ingestão considerável, causando alterações de consciência, fasciculações musculares, convulsões e, raramente, edema pulmonar não cardiogênico.
•Toxicidade Gastrintestinal
Irritação gastrintestinal é comum após a ingestão de piretróides. Pode ocorrer vômito e anorexia.
•Neurotoxicidade
Pode ocorrer vertigem, dor de cabeça, fadiga, salivação elevada e visão turva. Fasciculações musculares, coma e convulsões podem complicar as intoxicações agudas graves por piretróides, e têm ocorrido 20 minutos após a ingestão.
•Toxicidade Cardiovascular
Foi relatado palpitação em casos de intoxicação aguda por piretróides.
•Toxicidade Pulmonar
Tem sido descrito rigidez torácica após ingestão acidental ou deliberada de piretróides. Também tem sido relatado edema pulmonar não cardiogênico após ingestão substancial, geralmente em associação com complicações neurológicas severas, o que pode contribuir para um desenlace fatal.
•Hemotoxicidade
Foi relatado leucocitose em alguns casos de intoxicação aguda com iretróides. Provavelmente essa res osta foi não-específica.

DIAGNÓSTICO:
Clínico: o diagnóstico baseia-se fundamentalmente no antecedente de exposição e quadro clínico compatível.
Laboratorial: não há testes laboratoriais específicos para dosar resíduos ou efeitos de piretróides no organismo humano ou animal. Outros testes incluem eletrólitos, licemia e gasometria.

TRATAMENTO: Antídoto: Não existe antídoto específico.
Tratamento sintomático e de suporte é indicado. O tratamento limitar a absorção (descontaminação) e tratar os efeitos tóxicos.
Dérmico
1 - Remova as roupas sujas e lave a pele contaminada com água e sabão.
2 - Institua tratamento sintomático e medidas de suporte, conformei necessário. A vitamina E tópica (acetato de tocoferol) tem mostrado. reduzir a irritação da pele se aplicada logo após a exposição. . 3 - Os sintomas geralmente cessam dentro de 24 h, sem tratamento específico. Ocular
1 - Lave com água corrente ou salina a 0.9% por pelo menos 10 minutos.
2 - Um anestésico tópico pode ser necessário para o alívio da o para superar o blefaroespasmo.
3 - Assegure que não fiquem partículas na conjuntiva.
4 - Em caso de suspeita de dano à córnea, empregue fluoresceína.
5 - Se os sintomas não cessarem após descontaminação ou se for detectada alguma anormalidade significante durante o exame,: obtenha a opinião de um oftalmologista.
Inalação
1 - Remova o intoxicado das proximidades da fonte de contaminação. Leve-o para local aberto e ventilado.
2 - Sintomas moderados de rinite respondem a antihistamínicos'orais. Outros tratamentos sintomáticos e medidas de suporte devem ser instituídos de acordo com as condições do paciente.
Ingestão
1 - Não provoque vômito nem proceda à lavagem gástrica porque há o risco de pneumonia por aspiração.
2 - Institua tratamento sintomático e medidas de suporte, conforme necessário.
3 - A administração de atropina pode ser útil se o excesso de salivação for preocupante (0,6 - 1,2 mg para adultos e 0.02 mg/kg! para crianças), mas deve-se tomar cuidado para evitar administração em excesso.
4 - Deve ser instituída ventilação mecânica se ocorrer edemal pulmonar não-cardiogênico.
5 - Convulsões transitórias isoladas não requerem tratamento, mas deve ser administrado diazepam se os transtornos forem prolongados ou recorrerem freqüentemente. Raramente pode ser necessário administrar fenitoína intravenosa.
Toxicidade Sistêmica
A maioria dos pacientes expostos à piretróides requer somente, cuidados de suporte simples. A toxicidade sistêmica é rara, mas,' nestes pacientes, a presença de salivação excessiva, fasciculações; musculares e edema pulmonar podem dificultar o diagnóstico, uma vez que sintomas semelhantes também estão presentes em intoxicações severas por organofosforados. Medida da atividade da: colinesterase das células vermelhas (que está reduzida nas intoxicações agudas por organofosforados, mas não nas intoxicações por piretróides) possibilita o esclarecimento, mas pode não estar disponível rapidamente. Convulsões transitórias isoladas não requerem tratamento, mas deve! ser administrado diazepam intravenoso (5-10) mg se os transtornos forem prolongados. O diazepam também é útil no tratamento dei fasciculações musculares. Atropina intravenosa pode ser útil (0,6 _: 1,2 mg em adultos e 0.02 mg/kg para crianças) para controlar oi excesso de salivação e edema pulmonar, mas deve-se tomar cuidado, para evitar administração em excesso.

CONTRA-INDICAÇÕES: É contra-indicado provocar vômito em razão do risco potencial de aspiração e de pneumonite química.

EFEITOS SINÉRGICOS: Não se conhecem, informações a respeito de efeitos sinérgicos relacionaods ao produto no organismo humano.

ATENÇÃO: Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.

Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT - ANVISA/MS

Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN/MS).

Telefone de emergência da empresa: 0800 70 10 450 - (011) 3889 5600

MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO:

Estudos efetuados em animais de laboratório mostraram que a principal via de absorção foi a oral, sendo as demais secundárias.
Após a administração oral, a absorção foi de 50% da dose administrada, o produto se distribuiu pela maioria dos tecidos, e os maiores níveis de resíduos foram encontrados no tecido adiposo. O lambda-cyhalothrin foi principalmente metabolizado através de hidrólise da ligação de éster, oxidação e conjugação e foi excretado pela urina quase na sua totalidade, após 48 horas, na forma de conjugados polares. A eliminação foi precedida pela c1ivagem da ligação éster.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO

EFEITOS AGUDOS:
•DL50 oral em ratos: 300 mg/Kg
•DL50 dérmica em ratos: >2000 mg/Kg
•CL50 inalatória: 1,436 mg/L/4horas
•Irritação dérmica: o produto não causou nenhuma irritação em coelhos.
•Irritação ocular: produto altamente irritante, podendo causar irite, hiperemia, quemose e secreção com regressão das reações.
• Sensibilização dérmica: Não sensibilizante.

EFEITOS CRÔNICOS:

Quando o produto foi administrado na dieta de animais de laboratório, não se detectou efeitos no sistema nervoso, efeitos carcinogênicos ou mutagênicos nas avaliações crônicas. Foram notados aumento no ganho de peso corpóreo e aumento no peso do fígado durante os estudos de carcinogenicidade.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

- Este produto é: Muito perigoso ao meio ambiente - Classe II
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água.
- Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
- Não execute aplicações aéreas de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
- Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades ae¬roagrícolas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:

- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações e outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa CCAB AGRO LTDA" pelo telefone de Emergência (0800) 70 10 450 - (011) 5182-1237.
- Utilize o equipamento de proteção individual- EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, óculos protetor e máscara com filtro)
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenas ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:
Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxilio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, contate a empresa registrante, para que a mesma faça o recolhimento. Lave o local com grande quantidade de água.
Solo: Retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das caracteristicas do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

LAVAGEM DA EMBALAGEM:

Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPls- Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.

Tríplice lavagem (lavagem manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição
vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água da lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

Lavagem sob pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-Ia invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:

Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, essa embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
o armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as em balagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da gmbalagem vazia, com larnp<1, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo ele validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
o usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo minimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM RíGIDA NÃO LAVÁVEL

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

o armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até seis (6) meses após o término do prazo de validade.
o usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

o armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado. ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias. '
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos canais de distribuição.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de valida¬de.

o usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, ra¬ções, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (Embalagens Padroni¬zadas - modeloABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local co¬berto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

TRANSPORTE

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILlZAÇÃO E RECICLAGEM DAS EMBALAGENS VAZIAS OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS

A destinação inadequada das embalagens e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS

A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos componentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DAS EMBALAGENS VAZIAS OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS.

A destinação inadequada das embalagens e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO

Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte ° registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:

o transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais,

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU DO MUNICÍPIO:

De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

Incluir outros métodos de controle de insetos (ex. Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas, quando disponível e apropriado.

Qualquer agente de controle de insetos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo, se a praga alvo desenvolver algum mecanismo de resistência a ele. O Comitê Brasileiro de
Ação a Resistência a Inseticidas -IRAC-BR, recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência, visando prolongar a vida útil dos inseticidas:
Qualquer produto para controle de insetos, da mesma classe ou modo de ação, não deve ser utilizado em gerações consecutivas da praga.
Usar somente as doses recomendadas na bula.
Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o MRI.
Consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre o Manejo de Resistência a inseticidas.