Bula Metarril WP E9 - Koppert

Bula Metarril WP E9

CI
Metarhizium anisopliae
6605
Koppert

Composição

Metarhizium anisopliae 50 g/kg

Classificação

Terrestre/Aérea
Inseticida microbiológico
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Não inflamável
Não corrosivo
Pó molhável (WP)
Inseticida microbiológico

Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico

Dosagem Calda Terrestre
Mahanarva fimbriolata (Cigarrinha das raízes)

Saco de polietileno de 1 Kg.

INSTRUÇÕES DE USO

O inseticida microbiológico Metarril WP E9 é um fungo entomopatogênico que atua sobre diferentes estágios de desenvolvimento dos hospedeiros, como larvas ou ninfas, pupas e adultos. A infecção ocorre normalmente via tegumento, onde o fungo invade e coloniza totalmente o corpo do inseto. Decorridas 72 horas, em média, o patógeno causa a morte do inseto. Os insetos atacados tornam-se duros e cobertos por uma camada pulverulenta de conídios, de tons de verde, variando de claro a escuro, acinzentado ou ainda esbranquiçado com pontos verdes.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Monitorar a presença de ninfas no campo após as primeiras chuvas. Iniciar a aplicação após a detecção da praga (espumas com ninfas na base das touceiras). Uma ou duas aplicações por ano.

MODO DE APLICAÇÃO

Aplicação terrestre: Metarril WP E9 deve ser aplicado na forma líquida, por meio de pulverizadores de barra ou costal, com o jato de pulverização dirigido para a base da planta, podendo ser adaptado com bico tipo leque. O volume de calda deve ser de 250 L/ha. Durante a aplicação, faz-se necessário a agitação constante da calda, visando a boa homogeneização da mesma. Aplicar em dias com temperaturas amenas e umidade relativa do ar maior que 70%.
Aplicação aérea: Metarril WP E9 deve ser aplicado através de aeronaves agrícolas equipadas com barra de pulverização, sendo a altura ideal do voo de 3 a 4 metros sobre a cultura. O volume de calda pode variar entre 40 e 60 litros/ha dependendo do equipamento a ser utilizado. Durante a aplicação, faz-se necessário a agitação constante da calda, visando boa homogeneização da mesma. Aplicar em dias com temperatura amena e umidade relativa do ar maior que 70%.

Pulverização:
Primeiro passo - Limpeza do equipamento
- Limpar muito bem o tanque/bico do pulverizador para eliminar resíduos de inseticidas, herbicidas ou fungicidas químicos.
Atenção:
a) Não realizar a limpeza do pulverizador próximo de lagos, rios ou reservas de água.
b) Realizar esta limpeza em local adequado onde os resíduos tenham o destino estabelecido em legislação.
- O ideal é encher o tanque do pulverizador com água e adicionar 1 kg de sabão em pó para cada 400 litros de água. Deixar esta mistura em repouso por 12 horas. Em seguida, agitar a mistura e aspergir todo o volume através dos bicos de pulverização. Enxaguar com água limpa usando como escoamento sempre os bicos. Nessa operação, aproveita-se para testar a regulagem de vazão.
Segundo passo - Preparação de calda
- Suspender o produto em água sob agitação em um balde ou recipiente: usar 5 litros de água para cada kg do produto.
- Aguardar 5 minutos para precipitação do inerte e levar o líquido até o tanque do pulverizador passando pela peneira do equipamento. Evite deixar ir o precipitado.
- Repetir este procedimento por três vezes para retirar o máximo de esporos do fungo. Descarta o precipitado.
- Volume de calda para aplicação terrestre: 250 litros/hectare.
- Quantidade de Metarril WP E9 por hectare = 500 a 750 g/ha.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Não definido devido à natureza microbiológica do ingrediente ativo.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Recomenda-se 4 horas entre a aplicação e a entrada na área tratada, correspondendo ao tempo necessário para que o material aplicado esteja seco.

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

De acordo com os dados relativos à proteção da saúde humana.

LIMITAÇÕES DE USO

Recomenda-se aplicar nas horas mais frescas do dia, preferencialmente ao final da tarde ou à noite, em dias nublados ou com garoa bem fina. Nessas condições, a exposição dos conídios (esporos) do fungo à radiação UV do sol (fator de inviabilização do fungo) é menor.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre MIP, proveniente da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

Diversos agentes de controle de insetos podem se tornar menos efetivos ao longo do tempo, se populações do inseto desenvolverem algum mecanismo de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência à Inseticida - IRAC-BR - recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência à inseticidas, visando prolongar a vida útil dos produtos comerciais:
- Qualquer produto para controle de inseto, da mesma classe ou modo de ação, não deve ser utilizado em gerações consecutivas da praga.
- Usar somente as doses recomendadas na bula/rótulo.
- Consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre o Manejo da Resistência à Inseticidas.
Não existem relatos na literatura de desenvolvimento da resistência em populações de insetos e ácaros a fungos entomopatogênicos. Diferentemente dos agrotóxicos que tem um modo de ação bem específico, os fungos possuem mecanismos múltiplos de ação sobre o inseto, dificultando a evolução da resistência.