Bula Methomex 215 SL

acessos
Metomil
7895
Adama

Composição

Metomil 215 g/L Diversos

Classificação

Inseticida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Solúvel (SL)
Contato, Ingestão
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Bicudo
(Anthonomus grandis)
800 mL p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 14 dias. Quando encontrar 5% das estruturas de frutificação danificadas
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pulgão das solanáceas
(Macrosiphum euphorbiae)
100 a 125 mL p.c. / 100 L de calda 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 4 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalos de 8 dias. 9 dias. Quando for constatado o início da infestação da praga
Pulgão verde
(Myzus persicae)
100 a 125 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 4 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalos de 8 dias. 9 dias. Quando for constatado o início da infestação da praga
Traça da batatinha
(Phthorimaea operculella)
75 a 125 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 4 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalos de 8 dias. 9 dias. Aplicar logo após constatar a presença da praga na lavoura
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
600 mL p.c./ha 300 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 15 dias. 14 dias. A aplicação deve ser feita quando 20% de plantas estiverem com folhas raspdas até o 30º dia após o plantio, e de 10% de plantas com folhas raspadas do 40º ao 60º dia
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta da espiga do milho
(Helicoverpa zea)
1000 mL p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 13 dias. 14 dias. Quando forem observados os seguintes casos: 1ºcaso: antes da floração se houver uma destruição de 30% ou mais da área foliar e, 2º caso: após a floração até o desenvolvimento das vagens se houver 15% ou mais de desfolhamento por amostragem
Lagarta da soja
(Anticarsia gemmatalis)
500 mL p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 13 dias. 14 dias. Quando forem observados os seguintes casos: 1ºcaso: antes da floração se houver uma destruição de 30% ou mais da área foliar e, 2º caso: após a floração até o desenvolvimento das vagens se houver 15% ou mais de desfolhamento por amostragem
Lagarta da soja
(Rachiplusia nu)
1000 mL p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 13 dias. 14 dias. Quando forem observados os seguintes casos: 1ºcaso: antes da floração se houver uma destruição de 30% ou mais da área foliar e, 2º caso: após a floração até o desenvolvimento das vagens se houver 15% ou mais de desfolhamento por amostragem
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
1000 mL p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 13 dias. 14 dias. Quando forem observados os seguintes casos: 1ºcaso: antes da floração se houver uma destruição de 30% ou mais da área foliar e, 2º caso: após a floração até o desenvolvimento das vagens se houver 15% ou mais de desfolhamento por amostragem
Lagarta-falsa-medideira
(Pseudoplusia includens)
1000 mL p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 13 dias. 14 dias. Quando forem observados os seguintes casos: 1ºcaso: antes da floração se houver uma destruição de 30% ou mais da área foliar e, 2º caso: após a floração até o desenvolvimento das vagens se houver 15% ou mais de desfolhamento por amostragem
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca pequena do tomateiro
(Neoleucinodes elegantalis)
100 a 150 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 4 aplicações com intervalo de 7 dias. 3 dias. Quando for constatado o início da infestação da praga
Pulgão das solanáceas
(Macrosiphum euphorbiae)
100 a 150 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 4 aplicações com intervalo de 7 dias. 3 dias. Quando for constatado o início da infestação da praga
Pulgão verde
(Myzus persicae)
100 a 150 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 4 aplicações com intervalo de 7 dias. 3 dias. Quando for constatado o início da infestação da praga

CONTEÚDO: 100; 200; 250; 300; 400; 500 e 750 ml, 1,0; 1,5; 2,0; 2,5; 5,0; 7,5; 10; 15; 20; 25; 50; 75; 100; 125; 150; 200; 250; 300 e 400 L.

INSTRUÇÕES DE USO:
O METHOMEX 215 SL é um inseticida recomendado para o controle de pragas.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:

Aplicar o produto sempre que o nível populacional da praga atingir o nível de dano econômico.

MODO DE APLICAÇÃO:
O produto pode ser aplicado com equipamentos terrestres manual ou tratorizado. No caso de aplicação tratorizada, deve-se observar os bicos espaçados a 50 cm cada, e com volume suficiente para proporcionar uma cobertura uniforme e completa de toda a área.

Soja e algodão:
Barras com bicos cônicos vazios da série D2
Pressão : 150 lb/pol²
Volume de calda de 300 L/ha;

Tomate e batata:
Bicos Fulljet FL 5 VC
Pressão : 40 lb
Volume de calda de 1000 L/ha.

Milho:
Barras com bicos XR TeeJet 8002 VS
Pressão 30 l/pol2
Volume de calda: 300 L/ha.

LIMITAÇÕES DE USO:
Não há.

FITOTOXICIDADE: O produto não apresenta fitotoxicidade às culturas nas doses recomendadas.

PRECAUÇÕES GERAIS: Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto. Não utilize equipamento com vazamento. Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca. Não distribua o produto com as mãos desprotegidas. Uso exclusivamente agrícola. Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas. Não inale, não cheire, não aspire e não ingira o produto.

MANUSEIO DO PRODUTO (PREPARAÇÃO DA CALDA): Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados. Use Protetor Ocular: O produto é irritante para os olhos. Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Use máscara apropriada provida de filtro com carvão ativado cobrindo o nariz e a boca. Produto perigoso se inalado ou aspirado. Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Use Luvas de Borracha: Produto pouco irritante para a pele. Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Ao abrir a embalagem, faça de modo a evitar respingos: Use macacão com mangas compridas, chapéu de abas largas, óculos, luvas, botas, avental impermeável e máscara apropriada provida de filtro com carvão ativado.

PRECAUÇÕES DURANTE O USO (PULVERIZAÇÃO): Evite o máximo possível o contato com a área de aplicação. O produto produz neblina, use máscara apropriada provida de filtro com carvão ativado cobrindo o nariz e a boca. Não aplique o produto contra o vento quando utilizar equipamento aplicador costal. Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, botas, luvas, óculos e máscara apropriada provida de filtro com carvão ativado.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO: Evite ao máximo o contato com a área já aplicada do produto até o término do intervalo de reentrada na área. Não reutilize a embalagem vazia. Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. Tome banho, troque e lave suas roupas que foram utilizadas durante a aplicação do produto, separadas das demais roupas da família. Dê a necessária manutenção nos equipamentos de segurança. Atentar para o período de vida útil dos filtros da máscara, seguindo corretamente as especificações do fabricante, e a lavar os equipamentos de proteção individual após cada uso.

PRIMEIROS SOCORROS: Ingestão: Provoque vômito e procure logo o médico, levando a embalagem, rótulo, a bula ou o receituário agronômico do produto. Olhos: Lave com água em abundância e procure o médico levando a embalagem, rótulo, a bula ou o receituário agronômico do produto. Pele: Lave com água em abundância e procure logo o médico, levando a embalagem, rótulo, a bula ou receituário agronômico do produto. Inalação: Procure lugar arejado e recorra a auxílio médico levando a embalagem, rótulo, a bula ou o receituário agronômico do produto.

MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA O SER HUMANO: Mecanismo de ação: age inibindo a colinesterase (AchE) por bloqueio da atividade enzimática nas diversas terminações nervosas, diminuindo a hidrólise de acetilcolina (Ach) e conseqüentemente promovendo o acumulo da mesma a níveis tóxicos. Este fenômeno pode ocorrer em todo o organismo e pode levar ao surgimento de dois quadros clínicos de intoxicação: agudo (síndromes muscarínica, nicotínica e neurológica com efeitos sobre o SNC) e a tardia (fraquezas musculares, ataxias, parestesias e dermatite alérgica de contato).

ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA O SER HUMANO: Em um estudo com animais de laboratório (ratos Wistar) foi administrada uma única dose de 14C-metomil. O metomil foi rapidamente absorvido por via oral. Aproximadamente 90% foi excretado pela urina em 24 horas. A maior parte da radioatividade foi eliminada como dióxido de carbono, acetonitrila e metabólitos polares na urina, na porção de 1:2:1. No teste realizado com camundongos, observou-se que ocorre uma absorção dermal de 88% em 6 horas após a aplicação.

EFEITOS AGUDOS: Podem ocorrer sintomas não específicos como irritações nos olhos e mucosas, inclusive a respiratória, que associados a confirmação de exposição ao produto, sugerem intoxicação. Os principais sintomas observados foram: fraqueza, dor de cabeça, visão turva, salivação abundante. Em estudos com animais de laboratório, o produto não foi irritante dermal, e não causou sensibilização em cobaias.

EFEITOS CRÔNICOS: Os sintomas não específicos incluem, considerando exposições intensas, danos hepáticos e renais; eventualmente depressão do SNC. Em estudos com animais de laboratório, o produto não demonstrou evidências de mutagenicidade, teratogenicidade, carcinogenicidade e sensibilização dermal.

EFEITOS COLATERAIS: Por não apresentar finalidade terapêutica, não é possível caracterizar os efeitos colaterais.

TRATAMENTO MÉDICO DE EMERGÊNCIA E ANTÍDOTO: Atropina é o antídoto de emergência em caso de intoxicação. Nunca administre atropina antes do aparecimento dos sintomas, aplicar pelas vias intramuscular ou intravenosa 1 a 6 mg a cada 5 a 30 minutos até a atropinização leve.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: Este produto é MUITO PERIGOSOSO ao meio ambiente. Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos (microcrustáceos). Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza. Não utilize equipamento com vazamentos. Aplique somente as doses recomendadas. Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Descarte corretamente as embalagens e restos do produto - siga as instruções da bula. Em caso de acidente, siga corretamente as instruções constantes na bula.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO: Mantenha o produto em sua embalagem original. O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais. A construção deve ser em alvenaria ou de material não comburente. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO. Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver sempre embalagens disponíveis para envolver, adequadamente, embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. Em caso de armazéns maiores, deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843. Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES AMBIENTAIS: Contate as autoridades locais competentes e a Empresa. Utilize o EPI (macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores). Isole e sinalize a área contaminada. Em caso de derrame, estancar o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou cursos de águas naturais, siga as instruções: Piso pavimentado: Recolher o material com auxilio de uma pá e colocar em tambores ou recipientes devidamente lacrados e identificados, Remover para área de descarte de lixo químico. Lave o local com grande quantidade de água; Solo: Retirar as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, e adotar os mesmos procedimentos acima descritos para recolhimento e destinação adequada; Corpos d'água: Interromper, imediatamente, o consumo humano e animal e contatar o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do recurso hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido; Em caso de incêndio - use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

DESTINO FINAL DOS RESÍDUOS E EMBALAGENS: Não reutilize embalagens vazias. As embalagens devem ser destruídas e enterradas em fosso para lixo tóxico. O local para construção do fosso deve ser distante de casas, de instalações ou de qualquer fonte d'água, fora de trânsito de pessoas ou animais, porém de fácil acesso e onde não se preveja o aproveitamento agrícola, mesmo a longo prazo. O local não deve ser sujeito a inundações ou acúmulos de água. O solo deve ser profundo, de permeabilidade média para permitir uma percolação lenta e degradação biológica do agrotóxico. Abrir um fosso de 1 a 2 m de profundidade, comprimento e largura, não devendo exceder a 3 m, de acordo com as necessidades. Distribuir no fundo do fosso uma camada de pedras irregulares e uma camada de brita. Ao redor do fosso cavar uma valeta, com escoadouro, para impedir a penetração de enxurradas. Reservar uma área suficiente para instalação de mais fossos, de acordo com a necessidade. Isolar a área com cerca de tela, para impedir a entrada de animais e dificultar a entrada de pessoas. Colocar uma placa de advertência (CAVEIRA) com os dizeres: CUIDADO LIXO TÓXICO. Antes de iniciar o uso do fosso, e após cada 15 cm de material descartado, colocar camadas de cal virgem ou calcário para ajudar a neutralização. Completada a capacidade do fosso, cobrir com uma camada de 50 cm de terra e compactar bem. Uma camada adicional de 30 cm de terra deve ser colocada sobre o aterro, para que este fique acima do nível do terreno. Observar a legislação estadual e municipal, específica. Fica proibido o enterrio de embalagens em áreas inadequadas, consulte o Órgão Estadual de Meio Ambiente.

MÉTODOS DE DESATIVAÇÃO: Grandes quantidades: Incineração, em incinerador licenciado pelo Órgão Estadual do Meio Ambiente. Pequenas quantidades: Adicionar hidróxido de sódio em solução aquosa.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

Qualquer agente de controle de pragas pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas (IRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos inseticidas e acaricidas:
· Qualquer produto para controle de pragas da mesma classe ou de mesmo modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga.
· Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula.
· Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.
· Incluir outros métodos de controle de pragas (ex. controle cultural, biológico etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponíveis e apropriados.

Compatibilidade

Não se conhecem casos de incompatibilidade.