Cochonilha-do-carmim (Dactylopius opuntiae)
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Cochonilha-do-carmim

(Dactylopius opuntiae)

Culturas Afetadas: Palma forrageira

Dactylopius Opuntiae encontra-se amplamente distribuída em várias partes do mundo (África do Sul, México, Austrália, Jamaica, Índia, Madagascar, França, Quênia, Paquistão, Brasil, Siri Lanka, Reunião Maurícios e Ilhas Havaianas). No Brasil, sua ocorrência restringe-se à região Nordeste, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Piauí. Existe o risco de se espalhar para os Estados do Rio Grande do Norte e Alagoas, daí atingindo a Bahia.


Controle

Um instrumento que permita o controle da praga foi instituído pela Instrução Normativa nº 23, de 29 de maio de 2007. A IN é focada no controle do trânsito de raquetes e o controle dos focos por parte do produtor é uma recomendação técnica prevista na norma. A IN 23/07 está disponível na página do MAPA na seção “Legislações” (SISLEGIS).

Dentre as medidas de controle salienta-se:

Controle do trânsito - a principal forma de disseminação da cochonilha é por meio de raquetes infestadas. O comércio de raquetes é prática comum. A forma típica de utilização é o corte das raquetes e seu transporte em lombo de burro, caminhonetes, carroças, carrinhosde-mão ou tratores, até o local de alimentação aos animais. Já foi observada a presença do inseto no pêlo dos animais. Sendo assim, o controle do trânsito da palma e dos animais desde locais infestados torna-se uma ferramenta importante para o controle da praga. Após a publicação da IN 23/07 o trânsito interestadual de palma ficou restrito. Apenas propriedades certificadas podem comercializar raquetes e mudas para fora do Estado. O documento que comprova a ausência da praga é o Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) emitido por um Responsável Técnico. O trânsito interno de raquetes é responsabilidade do órgão de defesa agropecuária de cada Estado.

Inimigos naturais - as cochonilhas têm nas joaninhas predadores vorazes. Entretanto, o ambiente do sertão parece ser inóspito ao estabelecimento de populações de inimigos naturais suficientes para exercerem o controle biológico da cochonilha-do-carmim. São necessárias mais pesquisas para identificação de espécies adaptadas às condições locais, para criação massal e distribuição.

Variedades resistentes - devido à especificidade das cochonilhas e, em particular, o fato de que D. opuntiae só ataca cactáceas do gênero Opuntia, é interessante a introdução de Nopalea cochenillifera (palma miúda ou doce) e de variedades do gênero Opuntia resistentes à praga nas áreas onde a cochonilha se mostre mais agressiva.

Controle químico - o controle químico da praga é dificultado pelo baixo nível tecnológico dos produtores e pela ausência de agrotóxicos registrados para a cultura, mas talvez o maior entrave seja mesmo a falta d’água para diluição dos produtos. Instituições de pesquisa têm avaliado os bons efeitos da aplicação de sabão em pó, água sanitária e outras alternativas.

Táticas de manejo cultural - podas e catação de raquetes caídas e o controle mecânico nos focos iniciais podem e devem ser conjugadas.
 

Fotos

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