Bula Nico 750 WG - BRA

Bula Nico 750 WG

Nicossulfurom
25319
BRA

Composição

Nicossulfurom 750 g/L

Classificação

Herbicida
I - Produto Extremamente Tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado Dispersível (WG)
Seletivo, Sistêmico

Milho

Acanthospermum hispidum (Carrapicho de carneiro)
Ageratum conyzoides (Mentrasto)
Alternanthera tenella (Apaga fogo)
Amaranthus deflexus (Caruru rasteiro)
Amaranthus viridis (Caruru comum)
Bidens pilosa (Picão preto)
Brachiaria plantaginea (Papuã)
Cenchrus echinatus (Capim carrapicho)
Commelina benghalensis (Trapoeraba)
Digitaria horizontalis (Capim colchão)
Eleusine indica (Capim pé de galinha)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola)
Portulaca oleracea (Beldroega)

Tipo: Big-bag
Material: Plástico
Capacidade: 100 - 600 kg
Tipo: Cartucho
Material: Fibra celulósica
Capacidade:1 - 5 kg
Tipo: Frasco
Material: Metálico
Capacidade:1 - 5 kg
Tipo: Frasco
Material: Plástico
Capacidade:0,01 - 5 kg
Tipo: Saco
Material: Plástico
Capacidade:0,05 - 25 kg
Tipo: Saco
Material: Hidrossolúvel
Capacidade:0,01 - 1,0 kg
Tipo: Saco
Material: Plástico aluminizado/Plástico metalizado
Capacidade:0,06 - 5,0 kg
Tipo: Tambor
Material: Metálico/Fibra celulósica
Capacidade:1,0 - 50 kg

INSTRUÇÕES DE USO:
NICO 750 WG é um herbicida seletivo, de ação sistêmica sendo rapidamente absorvido através de folhas e raízes, com translocação por toda a planta. Age inibindo a enzima aceto lactato sintase (ALS), responsável pela síntese dos aminoácidos vanila, leucina e isoleucina. A inibição desta enzima interrompe a produção de proteínas, interferindo na divisão celular e levando a planta à morte.
CULTURA, PLANTAS INFESTANTES, VOLUME DE CALDA, NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
NICO 750 WG é utilizado para controle em pós-emergência das plantas infestantes na cultura do milho. O produto NICO 750 WG deve ser aplicado uma única vez em pós-emergência quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas (10 a 25 cm de altura).
MODO DE APLICAÇÃO:
Aplicação Terrestre: O produto deve ser aplicado através de pulverizador tratorizado ou através de pulverizador costal manual. Tipos de bico: leque (exemplo: Teejet, XR Teejet, DG Teejet, Twinjet, TK ou TF) ou cone (exemplo Fulljet); utilizando de acordo com a recomendação do fabricante.
OBSERVAÇÃO:
No caso de uso de outros equipamentos pulverizadores estes devem proporcionar boa cobertura das plantas infestantes. Aplicação Aérea: O produto deve ser aplicado através de aeronaves agrícolas equipadas com barra e dotadas de bicos tipo cônico (D9 ou D10, core 44 a 46) ou atomizadores de tela rotativa (Micronair), altura de voo de 3 a 4 m sobre a cultura, largura da faixa de deposição efetiva de 15 m; diâmetro e densidade de gotas de 200 a 400 micra, 10 a 30 gotas/cm², volume de aplicação de 20 a 40 L calda/ha. Condições climáticas: devem ser respeitadas condições de velocidade do vento inferior a 10 km/h, temperatura menor que 25°C e umidade relativa maior que 70%, visando reduzir ao máximo as perdas por deriva e evaporação.
Preparo da calda:
iniciar colocando água no tanque pulverizador até a metade de sua capacidade com o agitador em movimento e adicionar o produto. No caso de embalagens em frasco, recomenda-se uma pré-diluição em água antes da adição ao tanque do pulverizador. Após, adicionar mais água e três quartos da capacidade do tanque, antes de adicionar adjuvantes. Se houver necessidade de interromper a pulverização por algum tempo é aconselhável manter o agitador funcionando. Se esta interrupção for mais longa, é necessário reagitar a calda herbicida antes de reutilizá-la.
Lavagem do equipamento de aplicação: antes da aplicação, verifique e inicie somente com o equipamento limpo e bem conservado. Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formação de depósitos sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil.
• Passo 1: Com o equipamento de aplicação vazio, enxague completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas mangueiras, barras, bicos e difusores, removendo fisicamente, se necessário, os depósitos visíveis de produto. O material resultante desta operação deverá ser pulverizado na área tratada com o respectivo produto.
• Passo 2: Complete o pulverizador com água limpa. Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pela mangueira, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque na área tratada com o respectivo produto.
• Passo 3: Complete o pulverizador com a solução de limpeza, composta por água limpa e amônia caseira (3% de amônia), na proporção de 1% (1 litro por 100 litros). Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque evitando que este líquido atinja corpos d’água, nascentes ou plantas úteis.
• Passo 4: Remova e limpe os bicos, filtros e difusores em um balde com a solução de limpeza.
• Passo 5: Repita o passo 3.
• Passo 6: Enxágue completamente o pulverizador, mangueiras, barra e difusores com água limpa no mínimo 2 vezes. Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque. Tome todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou de plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal. Recomendações para evitar a deriva: não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. Siga as restrições existentes na legislação pertinente.
Importância do diâmetro de gota: a melhor estratégia de gerenciamento de deriva é aplicar o maior diâmetro de gotas possível para dar boa cobertura e controle (>150 a 200 µm). A presença nas proximidades de culturas para as quais o produto não esteja registrado ou culturas sensíveis, condições climáticas, estágio de desenvolvimento da cultura, etc., devem ser considerados como fatores que podem afetar o gerenciamento da deriva e cobertura da planta.
APLICANDO GOTAS DE DIÂMETROS MAIORES REDUZ O POTENCIAL DE DERIVA, MAS NÃO A PREVINE SE AS APLICAÇÕES FOREM FEITAS DE MANEIRA IMPRÓPRIA OU SOB CONDIÇÕES AMBIENTAIS DESFAVORÁVEIS!
Veja instruções sobre condições de vento, temperatura e umidade e inversão térmica.
• Controlando o diâmetro de gotas
– Técnicas gerias
- Volume: Use bicos de maior vazão para aplicar o maior volume de calda possível, considerando suas necessidades práticas. Bicos com uma vazão maior produzem gotas maiores, de acordo com a pressão de trabalho adotada (exemplo XR Teejet). - Pressão: Use a menor pressão indicada para o bico. Pressões maiores reduzem o diâmetro de gotas e não melhoram a penetração na cultura.
QUANDO MAIORES VOLUMES FOREM NECESSÁRIOS, USE BICOS DE VAZÃO MAIOR AO INVÉS DE AUMENTAR A PRESSÃO.
- Tipo de bico: Use o modelo de bico apropriado para o tipo de aplicação desejada. Para a maioria dos bicos, ângulos de aplicação maiores produzem gotas maiores. Considere o uso de bicos de baixa deriva.
• Controlando o diâmetro de gotas
– Aplicação aérea
- Número de bicos: Use o menor número de bicos com maior vazão possível e que proporcione uma cobertura uniforme.
- Orientação dos bicos: Direcionando os bicos de maneira que o jato esteja dirigido para trás, paralelo a corrente de ar, produzirá gotas maiores que outras orientações.
- Tipo de bico: Bicos de jato cheio, orientados para trás, produzem gotas maiores que outros tipos de bico.
- Comprimento da barra: O comprimento da barra não deve exceder ¾ ou 75% da asa ou do comprimento do motor – barras maiores aumentam o potencial de deriva.
- Altura de vôo: Aplicações a alturas maiores que 3 m acima da cultura aumentam o potencial de deriva. Altura da barra: regule a altura da barra para a menor altura possível para obter uma cobertura uniforme, reduzindo a exposição das gotas à evaporação e aos ventos. Para equipamento de solo, a barra deve permanecer nivelada com a cultura, e com o mínimo de solavancos, observando-se também a adequada sobreposição dos jatos. Ventos: o potencial de deriva aumenta com a velocidade do vento inferior a 5 km/h (devido ao potencial de inversão) ou maior que 16 km/h. No entanto, muitos fatores, incluindo diâmetro de gotas e tipo de equipamento, determinam o potencial de deriva a uma dada velocidade do vento.
NÃO APLICAR SE HOUVER VENTOS FORTES OU EM CONDIÇÕES SEM VENTO.
OBSERVAÇÕES: Condições locais podem influenciar o padrão do vento. Todo aplicador deve estar familiarizado com os padrões de ventos locais e como eles afetam a deriva.
Temperatura e umidade: em condições de clima quente e seco, regule o equipamento para produzir gotas maiores para reduzir o efeito da evaporação. Inversão térmica: o potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem perto do solo e com movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação de temperatura com relação à altitude e são comuns em noites com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas ao pôr-do-sol e frequentemente continuam até a manhã seguinte. Sua presença pode ser indicada pela neblina ao nível do solo, no entanto, se não houver neblina, as inversões podem ser identificadas pelo movimento da fumaça originária de ima fonte no solo. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indicam a presença de uma inversão térmica; enquanto que, se a fumaça for rapidamente dispersada e com movimento ascendente, há indicação de um bom movimento vertical do ar.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Milho: 45 dias.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO:
• Produto para uso exclusivamente agrícola.
• Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
• Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos à cultura indicada.
• Produto seletivo para a maioria dos cultivares comerciais de milho. Consultar um Engenheiro Agrônomo para maiores informações sobre híbridos/variedades que não devem ser tratados com o produto. O uso do nicossulfurom em alguns híbridos/variedades podem causar sintomas iniciais de fitotoxicidade, que desaparecem naturalmente sem interferir na produtividade. Recomenda-se consultar um Engenheiro Agrônomo para maiores informações.
• O uso de produtos organofosforados somente poderá ser realizado 7 dias antes ou depois da aplicação. Caso não seja respeitado esse limite, poderá ocorrer elevada toxicidade na cultura do milho.
• Não aplicar em plantas infestantes ou cultura com estresse causado por exemplo, por frio, período de seca, excesso de chuvas, sequência de dias nublados, etc.
• Não aplicar quando a temperatura estiver abaixo de 10°C.
• Deverá ser respeitado o intervalo de sete dias entre as adubações nitrogenadas e a aplicação do produto.
• Não aplicar mais que 80 g/ha do produto por ciclo da cultura.
• Não permitir que a deriva da aplicação atinja plantações vizinhas de outras culturas.
• Não aplicar quando houver orvalho nas folhas, ou quando elas estiverem molhadas pela chuva.
• Para rotação de cultura observar o prazo de 90 dias após a aplicação do produto.
• Reaplicar o produto caso não haja um período mínimo de uma hora entre a aplicação e a ocorrência da primeira chuva e/ou orvalho abundante nas folhas das plantas infestantes.
• Não aplicar através de sistema de irrigação.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

O uso continuado de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação pode contribuir para o aumento de população de plantas infestantes a ele resistentes. Como prática de manejo de resistência de plantas infestantes, deverão ser aplicados herbicidas, com diferentes mecanismos de ação, devidamente registrados para a cultura. Não havendo produtos alternativos, recomenda-se a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Para maiores esclarecimentos, consulte um Engenheiro Agrônomo.

Quando herbicidas com o mesmo modo de ação são utilizados repetidamente por vários anos para controlar as mesmas espécies de plantas infestantes nas mesmas áreas, biótipos resistentes de plantas infestantes, de ocorrência natural, podem sobreviver ao tratamento herbicida adequado, propagar e passar a dominar a área. Esses biótipos resistentes de plantas infestantes podem não ser controlados adequadamente. Práticas culturais como cultivo, prevenção de escapes que cheguem a sementear, e uso de herbicidas com diferentes modos de ação na mesma safra ou entre safras, podem ajudar a retardar a proliferação e possível dominância de biótipos de plantas infestantes resistentes a herbicidas.