Bula Opala - Laboratório Farroupilha

Bula Opala

Metarhizium anisopliae isolado IBCB 425
12216
Laboratório de Bio Controle Farroupilha Ltda

Composição

Metarhizium anisopliae cepa IBCB 425 0,125 %

Classificação

Terrestre
Inseticida microbiológico
Não Classificado
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado (GR)
Contato

Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico

Dosagem
Mahanarva fimbriolata (Cigarrinha das raízes)
Zulia entreriana (Cigarrinha das pastagens)

Embalagens de 1 kg.

INSTRUÇÕES DE USO

OPALA, inseticida microbiológico à base do fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae isolado IBCB 425, atua em todas as fases do desenvolvimento do inseto. O fungo germina na superfície do inseto alvo penetrando no tegumento e colonizando internamente o hospedeiro. No processo de colonização o patógeno libera toxinas, muda os hábitos da praga e causa a sua morte. Todo o processo ocorre normalmente de 6 a 10 dias. Primeiro ocorre morte fisiológica do inseto, onde cessa a alimentação, locomoção e reprodução.

MODO E EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO

Efetuar as aplicações de forma que possibilitem uma boa cobertura da parte aérea das plantas, sem causar escorrimento. Em pulverização recomenda-se a utilização de pulverizadores costais, de arraste, autopropelidos e através de sistemas de irrigação.
Não é recomendado o preparo de calda. Recomenda-se a imersão do produto diretamente no tanque de pulverização em modo de agitação até a formação de calda homogênea. Caso ocorra a parada do equipamento de aplicação, recomenda-se, antes de reiniciar a aplicação, a agitação para proporcionar homogeneização da solução da calda.
Limpeza do Equipamento: Limpar muito bem os equipamentos a fim de eliminar resíduos de outros produtos químicos. Atenção: Para descontaminação dos equipamentos de aplicação recomenda-se:
a) Não realizar a limpeza do pulverizador próximo de lagos, rios ou reservas de água.
b) Realizar esta limpeza em local adequado onde os resíduos tenham o destino estabelecido em legislação.
- O ideal é encher o tanque do pulverizador com água e adicionar 1 litro de solupan ou 1kg de sabão em pó para cada 400 litros de água. Deixar esta mistura em repouso por 12 horas. Em seguida agitar a mistura e aspergir todo o volume através dos picos de pulverização. Posteriormente, enxaguar com água limpa usando como escoamento sempre os bicos. Nessa operação aproveita-se para testar a regulagem da vazão.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Não determinado devido à natureza microbiológica do ingrediente ativo.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Intervalo de reentrada 4 horas, ou até a secagem da calda.

LIMITAÇÕES DE USO

Em pulverização recomenda-se aplicar nas horas mais frescas do dia, preferencialmente no final da tarde ou ainda no início da noite, escolhendo os locais com alta população do inseto. Não aplicar sob vento forte. Nessas condições a exposição dos conídios (esporos) do fungo à radiação UV do sol é menor. O produto não é fitotóxico quando aplicado nas doses recomendadas. Para beneficiar a atuação do produto, protegendo o inóculo dos fatores climáticos e melhorando as condições microclimáticas, são recomendadas as seguintes práticas culturais:
• Após a aplicação, evitar a limpeza mecânica ou química do piquete, pois essas práticas podem diminuir a quantidade de inóculo;
• Conservar o produto refrigerado ou em lugar fresco e arejado. Nunca deixar o produto exposto ao sol;
• Lavar bem o pulverizador antes de usá-lo, ou usar um novo, sem resíduos de agroquímicos; • Não aplicar em período de chuvas intensas;
• Evitar aplicação em condição de temperatura acima de 30ºC ou na presença de ventos fortes (velocidade acima de 10 Km/hora), bem como com umidade relativa do ar abaixo de 70%;
• Aplicar com adjuvante com o intuito de melhorar a aplicabilidade e distribuição do produto.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir outros métodos de controle de pragas (ex. controle cultural, biológico ,etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), quando disponíveis e apropriados.

Qualquer agente de controle de pragas pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas (IRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos inseticidas e acaricidas:
- Qualquer produto para controle de pragas da mesma classe ou de mesmo modo de ação, não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga;
- Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência;