Bula Piritilen

acessos
Clorpirifós
1201
Adama

Composição

clorpirifós 10 g/kg ectoparasiticidas

Classificação

Inseticida
II - Altamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Outras (XX)
Contato, Ingestão
Banana Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Tripes da ferrugem das frutas
(Caliothrips bicinctus)
1 sc/cacho - - - 7 dias. Pode ser colocado nas inflorescências através de suportes mecânicos
Tripes da flor
(Frankliniella brevicaulis)
1 sc/cacho - - - 7 dias. Pode ser colocado nas inflorescências através de suportes mecânicos

Rolos contendo 10, 15, 20, 30, 50, 100 e 200 sacos embalados em sacos plásticos ou de papelão, papelão micro-ondulado, papel cartonado ou papel cartonado micro-ondulado.

MODO DE APLICAÇÃO E EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO:
Os sacos PIRITILEN pode ser colocado nas inflorescências através de suportes mecânicos desenvolvidos especialmente para o produto ou manualmente.


LIMITAÇÕES DE USO:
Não há.


FITOTOXICIDADE:
O produto não é fitotóxico na cultura e doses recomendadas.


COMPATIBILIDADE:
Incompatível com produto de reação extremamente alcalina como calda bordaleza.

PRECAUÇÕES GERAIS: Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto. Não manipule o saco plástico impregnado com clorpirifós com as mãos desprotegidas. Durante a abertura de embalagens, manipulação e descarte das embalagens e dos sacos plásticos, lavagem de roupas e equipamentos de proteção individual contaminados, utilize os seguintes equipamentos de proteção individual (EPI): macacão de mangas compridas ou calças compridas e camisas de mangas longas, luvas e botas impermeáveis. O produto será para uso exclusivamente agrícola. Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.

MANUSEIO DO PRODUTO: Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Use Luvas de Borracha: O saco impregnado com clorpirifós PROVOCA IRRITAÇÃO LEVE E SENSIBILIZAÇÃO MODERADA para a pele de animais testados. Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Use macacão de mangas compridas ou calças compridas e camisas de mangas longas, luvas e botas impermeáveis e capuz para proteção do rosto durante o transporte dos cachos de banana.

PRECAUÇÕES DURANTE O USO: Evite o máximo possível o contato com a área de aplicação. Use macacão de mangas compridas ou calças compridas e camisas de mangas longas, luvas, botas impermeáveis e avental impermeável.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO: Não reutilize a embalagem vazia. Mantenha o restante do produto adequadamente fechado, na embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. O usuário, aplicador, manipulador deve lavar as roupas e o equipamento de proteção individual que foram utilizadas durante o manuseio, a aplicação e após a aplicação do produto separadas das demais roupas da família.

PRIMEIROS SOCORROS: Ingestão: Provoque vômito e procure logo o médico, levando a embalagem, rótulo, a bula ou o receituário agronômico do produto. Olhos: Lave com água em abundância e procure o médico levando a embalagem, rótulo, a bula ou o receituário agronômico do produto. Pele: Lave com água em abundância e procure logo o médico, levando a embalagem, rótulo, a bula ou receituário agronômico do produto. Inalação: Procure lugar arejado e recorra a auxílio médico levando a embalagem, rótulo, a bula ou o receituário agronômico do produto.

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA O SER HUMANO: O Clorpirifós é um inseticida que atua inibindo a acetilcolinesterase, é rapidamente absorvido, metabolizado pelo sistema microssomal no fígado e excretado pelos mamíferos após administração oral. Quando 36Cl Clorpirifós foi administrado via oral em ratos em uma única dose subletal (50 mg/kg), a radioatividade foi eliminada rapidamente (90% do produto foi excretado pela urina e 10% pelas fezes). Estudos com 3,5,6-tricloro-2-piridinol, o maior metabólito do clorpirifós, mostrou absorção, distribuição e excreção similar ao clorpirifós em ratos que receberam administração oral do produto. O metabólito é rapidamente absorvido e excretado, principalmente na urina e fezes.

EFEITOS AGUDOS: No estudo de toxicidade oral aguda os principais sinais de reação ao tratamento observado foram: tremores, salivação, diarréia, diminuição da atividade motora e ataxia. Foram observados os seguintes sintomas em seres humanos intoxicados por compostos organofosforados: sialorréia, lacrimejamento, sudorese, miose, visão borrada, ptose palpebral, hiperemia conjuntival, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia, incontinência fecal, hipersecreção brônquica, rinorréia, broncoespasmo, dispnéia, cianose, bradicardia, hipotensão e incontinência urinária.

Alguns sintomas podem ser observados e caracterizados como "Síndrome Intermediária", os quais aparecem no período de 24 a 96 horas, e se manifestam como diminuição da força de músculos proximais, principalmente cintura escapular, apnéia súbita, paralisia dos músculos respiratórios e do pescoço. No estudo dermal foi considerado irritante, causando um leve eritema. O produto causa uma sensibilização cutânea moderada em cobaias.

Dependendo da solubilidade nos tecidos, os organofosforados, vão desenvolver mais prontamente ou tardiamente os sinais clínicos da intoxicação. Por exemplo, por inalação de vapores do produto no ambiente os primeiros sintomas aparecem em poucos minutos, enquanto que pela ingestão oral ou exposição dérmica pode haver um aparecimento tardio dos sintomas. Se ocorrer uma exposição cutânea localizada, o efeito tende a se restringir a área exposta, sendo a reação exacerbada se houver lesão cutânea ou dermatite. Exemplo: Sudorese, intensa e miofasciculações localizadas no membro afetado; visão borrada e miose do olho exposto; ou sibilância e tosse no caso de exposição pulmonar de pequenas quantidades. Os inibidores da colinesterase podem ainda causar uma hiperglicemia transitória com valores até 5 vezes superiores aos normais, sendo contudo contra indicado o uso de insulina. Pode ainda ocorrer arritmias cardíacas (fibrilação atrial e ventricular) até 72 horas após a intoxicação.

EFEITOS CRÔNICOS: Os estudos crônicos realizados com o produto não demonstraram evidências de carcinogenicidade nem de mutagenicidade. Nos estudos com galinhas e ratos, não foi possível verificar nenhum sinal de paralisia retardada ou ataxia. Estudos de reprodução não revelaram efeitos adversos que pudessem aumentar a mortalidade neonatal, sendo estabelecido o NOEL de 0.1 mg/kg/dia para ratos; não foi considerado embriofetotóxico para camundongos. Observações em pacientes intoxicados demonstraram que os inseticidas organofosforados são capazes de induzir a "Síndrome da Neuropatia Tardia" que está relacionada com a inibição da enzima esterase alvo neuropática. Os sintomas dessa intoxicação tardia são caracterizados por uma neuropatia sensitivo-motora, que se manifesta nas extremidades dos membros superiores e inferiores (tipo luvas e botas) até 4 semanas após a exposição. O paciente, inicialmente apresenta um formigamento e queimação dos dedos que se espalha pelos membros superiores seguido de fraqueza e ataxia dos membros inferiores.

EFEITOS COLATERAIS: Por não ser de finalidade terapêutica, não há como caracterizar seus efeitos colaterais.

TRATAMENTO MÉDICO DE EMERGÊNCIA: Realizar tratamento sintomático, administrando terapia de suporte. Se o acidentado parar de respirar, aplique respiração artificial. O monitoramento do paciente pode ser realizado através de repetidas análises da atividade da colinesterase plasmática e colinesterase eritrocitária; a inibição da atividade dessas enzimas é um bom parâmetro para verificar-se a severidade da intoxicação. Em caso de aparecimento de sintomas de Síndrome Neuropatia Tardia, monitorar o intoxicado na UTI.

ANTÍDOTO: Sulfato de atropina (I.M. ou I.V. 1 a 5 mg a cada 5 a 30 minutos) é o antídoto de emergência em caso de intoxicação. Nunca administre sulfato de atropina antes do aparecimento dos sintomas de intoxicação. As oximas são recomendadas somente se for constatada a intoxicação por inseticida organofosforado, e pode ser administrada de 1-2 g/dia, nos primeiros 3 dias. Manter o paciente em repouso, sob observação, no mínimo por 24 horas, após remissão dos sintomas. * Contra-indicações: morfina, aminofilina, tranqüilizantes.

TELEFONE DE EMERGÊNCIA:
Centro de Informações Toxicológicas: (0xx11) 5012 5311
Centro de Informações Toxicológicas - PR: 0800 410148
Telefone da Empresa: (0xx11) 2812 4111

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:
Este produto é MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II).
DEVIDO AO MODO DE USO ESTE PRODUTO APRESENTA BAIXA EXPOSIÇÃO AMBIENTAL.

Evite a contaminação ambiental - Preserve a natureza.
Utilize somente na forma recomendada.
Não lave as embalagens em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do sol, da água e do ar, prejudicando a fauna, a florae a saúde das pessoas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolados de alimentos, bebidas ou outros materiais.
Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
Em caso de armazéns maiores deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843.
Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
Contate as autoridades locais competentes e a empresa AGRICUR DEFENSIVOS AGRÍCOLAS LTDA. - Telefone de Emergência (0x11) 3706 5300.
Utilize o equipamento de proteção individual - EPI ( luvas e máscaras com filtros).
Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM FLEXÍVEL
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local co¬berto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico transparen¬te (Embalagens Padronizadas — modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de ate um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em ate 6 (seis) meses após o termino do prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo mínimo de um ano a devolução da embalagem vazia.
TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (Embalagens Padroni¬zadas — modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de ate um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.
DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realiza¬da pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos Órgãos competentes.
É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DAS EMBALAGENS VAZIAS OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.
EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTE DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causam contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto e feita através de incinerarão em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmara de lavagem de gases efluentes e aprovados por Órgão ambiental competente.
TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte esta sujeito as regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação especifica, que in¬clui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.
RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU DO MUNICÍPIO:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos Órgãos responsáveis.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

Qualquer agente de controle de pragas pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas (IRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos inseticidas e acaricidas:

· Qualquer produto para controle de pragas da mesma classe ou de mesmo modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga.
· Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula.
· Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.
· Incluir outros métodos de controle de pragas (ex. controle cultural, biológico etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponíveis e apropriados.

Compatibilidade

Incompatível com produtos de reação alcalina.