Bula Surpass

acessos
Acetochlor
8596
Dow AgroSciences

Composição

Acetochlor 768 g/L Cloroacetanilida

Classificação

Herbicida
I - Extremamente tóxica
I - Produto extremamente perigoso
Inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Seletivo, Sistêmico
Cana-de-açúcar Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Capim braquiária
(Brachiaria decumbens)
4 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - Não determinado. Pré-emergência das plantas daninhas
Capim colchão
(Digitaria horizontalis)
4 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - Não determinado. Pré-emergência das plantas daninhas
Capim colonião
(Panicum maximum)
4 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - Não determinado. Pré-emergência das plantas daninhas
Papuã
(Brachiaria plantaginea)
4 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - Não determinado. Pré-emergência das plantas daninhas
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Capim carrapicho
(Cenchrus echinatus)
2,6 a 5,2 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - Não determinado. Pré-emergência das plantas daninhas
Capim colchão
(Digitaria horizontalis)
2,6 a 5,2 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - Não determinado. Pré-emergência das plantas daninhas
Papuã
(Brachiaria plantaginea)
2,6 a 5,2 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - Não determinado. Pré-emergência das plantas daninhas
Picão preto
(Bidens pilosa)
2,6 a 5,2 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - Não determinado. Pré-emergência das plantas daninhas
Trapoeraba
(Commelina benghalensis)
2,6 a 5,2 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - Não determinado. Pré-emergênica das plantas daninhas

Metálica: 100 L. Plásticas: 1, 5, 10 e 20 L.

INSTRUÇÕES DE USO: SURPASS é um herbicida seletivo, para aplicação em pré-emergência, para o controle de plantas infestantes nas culturas de milho e cana-de-açúcar.

Na cultura do MILHO, em solos com teor de matéria orgânica acima de 5% ou com altas infestações de Brachiaria plantaginea e plantas infestantes de folhas largas, utilizar até 5,2 litros de SURPASS por hectare (4,0 kg de ingrediente ativo / ha ); solos com altos teores de argila requerem doses mais elevadas.

INÍCIO, NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÕES:
SURPASS deve ser aplicado em pré-emergência da cultura do milho ou da cana-de-açúcar e das plantas daninhas, em área total.
MILHO: SURPASS deve ser aplicado em pré-emergência da cultura do milho e das plantas daninhas. A aplicação deve ser realizada logo após o plantio, antes da emergência da cultura e das plantas daninhas, ou simultaneamente ao plantio no sistema 3 x 1 (plantio, adubação e aplicação de herbicida).
PLANTIO DIRETO: no sistema de plantio direto (semeadura direta), SURPASS deve ser aplicado após a fase de dessecação das plantas daninhas.
PRÉ-PLANTIO INCORPORADO: quando da não ocorrência de chuvas regulares após a aplicação de SURPASS, o sistema de pré-plantio incorporado aumenta a eficiência no controle de plantas daninhas,. A incorporação do produto deve ser superficial, com aproximadamente 5 cm de profundidade.
CANA-DE-AÇÚCAR: SURPASS deve ser aplicado em pré-emergência da cultura da cana-de-açúcar e das plantas daninhas.

SURPASS deve ser aplicado uma única vez por ano.

MODO/EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO:SURPASS pode ser utilizado em aplicação com equipamentos terrestres e por via aérea:
- Pulverizador Costal: Utilizar bico leque, da série 80 ou 110, com pressão de 30 a 60 lb/pol2 aplicando 200 a 400 litros de água por hectare. Garantir que esteja ocorrendo uma boa distribuição da calda.
- Pulverizador de Barra Tratorizado: Utilizar bico leque da série 80 ou 110, compressão de 30 a 60 lb/pol2, aplicando 200 a 400 litros de água por hectare. Garantir que esteja ocorrendo uma boa distribuição da calda.

- C.D.A.: Utilizar 80 litros de água por hectare, observando-se as regulagens próprias do sistema C.D.A.

- Pulverização Aérea: Utilizar de 30 a 40 litros de água por hectare. A aplicação poderá ser com avião acoplado de barra aplicadora.

Barra: Pressão de 25 lb./pol², com bicos cônicos, pontas D6 a D12, providos de caracóis e placas com orifício, ângulo de 90º. A altura do vôo é de 2 a 3 metros com faixa de deposição de 12 a 15 metros.

Recomendação Geral:
- O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação, para adequar a densidade.
- Observações locais devem ser feitas, visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva ou evaporação.
- No caso de pulverizações aéreas, é necessário observar as condições climáticas predominantes no momento da aplicação, a fim de obter a melhor deposição possível.
- Ventos: Idealmente, inferiores a 10 km/hora, sendo tolerável velocidades entre 10-15 km, desde que outros fatores climáticos não estejam desfavoráveis.

- Temperatura: Ideal que esteja abaixo de 28ºC, sendo tolerável temperatura na faixa de 28-35ºC, nunca superiores a 35ºC.

- Umidade Relativa do Ar: Deve ser igual ou superior a 55%, nos casos em que a temperatura estiver abaixo de 28ºC. Deve ser igual ou superior a 80%, nos casos em que temperatura estiver na faixa de 28-35ºC.
- A ocorrência de chuvas normais após a aplicação é favorável ao bom funcionamento do produto, pois garante uma boa distribuição do mesmo no solo.

INTERVALO DE SEGURANÇA: MILHO: Não determinado devido à modalidade de aplicação.
CANA-DE-AÇÚCAR: Não determinado devido à modalidade de aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO: SURPASS não deve ser aplicado em condições de solo seco. Caso haja plantio feito nessas condições, deve-se esperar a ocorrência de chuvas para aplicação do produto, sempre respeitando as recomendações de época de aplicação.

PRECAUÇÕES GERAIS: Uso exclusivo agrícola. O transporte e armazenamento de produto deve ser isolado de rações, alimentos, medicamentos, animais e pessoas. Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto. Não utilize equipamentos com vazamentos. Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca. Não distribua o produto com as mãos.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO: Use protetor ocular. Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Use máscara facial cobrindo o nariz e a boca. Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Use luvas de borracha. Ao contato de produto coma pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Ao abrir a embalagem faça-o de modo a evitar respingos.Use macacão com mangas compridas, protetor ocular, luvas e botas durante a aplicação.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO: O produto produz neblina, use máscara cobrindo o nariz e a boca. Não aplique o produto contra o vento. Use macacão com mangas compridas, protetor ocular, luvas, botas e chapéu de aba larga durante a aplicação.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO: Não reutilize a embalagem vazia. Mantenha o restante do produto adequadamente fechado, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. Tome banho, troque e lave bem suas roupas. Lavara roupa utilizada na aplicação separada das demais roupas da família.

PRIMEIROS SOCORROS: INGESTÃO: Não provoque vômito; procure logo o médico levando a embalagem, rótulo ou bula do produto.OLHOS: Lave com água em abundância e procure o médico, levando a embalagem, rótulo ou bula do produto. PELE: Lave com água em abundância e procure o médico, levando a embalagem, rótulo ou bula do produto. INALAÇÃO: Procure local arejado.

ANTÍDOTO: Não há antídoto específico. Tratamento sintomático.

TRATAMENTO MÉDICO DE EMERGÊNCIA: Se for necessário a lavagem gástrica ou intestinal, deve-se impedir a inalação do conteúdo gástrico, principalmente se o paciente estiver inconsciente. Tratamento sintomático.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:

MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA O SER HUMANO: A absorção, distribuição e excreção da molécula radiomarcada foi estudada através da administração de uma dose oral e única de 14C-acetochlor para ratos no nível de 200 mg/kg. A radioatividade total recuperada em ratos machos e fêmeas durante 5 dias após a dosagem correspondeu a 92,9% e 95,1% da dose administrada, respectivamente. A principal via de excreção foi a urinária, sendo que em ratos machos, 51,6% da dose foi eliminada através da excreção urinária e 37,2% através das fezes. A excreção urinária também foi predominante em ratos fêmeas, onde 64,7% da dose foi eliminada via urina e 26,9% via fezes. Concentrações maiores foram detectadas em órgãos bem perfundidos por sangue, como coração, fígado, pulmão, rins e baço. Baixos níveis de radioatividade estavam presentes na medula óssea, cérebro, gordura, músculo, ovários, testículos e útero. Picos de concentração de radiação no plasma foram atingidos 12 horas após a dosagem em machos (25.0 mg equivalente/mL) e fêmeas (41.9 mg equivalente/mL). As concentrações declinaram para menos de um décimo do valor de pico em 72horas após a dosagem.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS: O Surpass apresenta toxicidade oral aguda = 1.414 mg/kg para ratos machos e 2.007 mg/kg para fêmeas. As dosagens utilizadas foram 500, 1000, 2000 e 3000 mg/kg. Os animais sofreram jejum anterior à dosagem, razão pela qual houve perda de peso inicial, sendo recuperado o peso original ganho de peso até o término do estudo e superaram o peso original ao término do estudo. Não foram encontradas anormalidades macroscópicas na necropsia. O Surpass apresentou toxicidade cutânea aguda para ratos > 2000 mg/kg. Não houve mortalidade após o tratamento com uma única aplicação (2000 mg/kg) da formulação. Observou-se toxicidade sistêmica leve na maior parte dos animais. Verificou-se irritação cutânea entre leve e moderada em todos os animais, consistindo de edema, rugas e escamação. Inicialmente, a maioria dos animais perdeu, mas ao término do estudo, todos apresentaram aumento de peso em comparação com o peso corpóreo inicial. A formulação Surpass não diluída é classificado como moderadamente irritante para olhos de coelhos e como gravemente irritante para pele de coelhos, após uma única aplicação por 4 horas. A formulação não provoca sensibilização cutânea em porquinhos-da-índia previamente induzidos. O produto Surpass não apresentou efeito mutagênico nos Testes de Ames e micronúcleo. Em estudos de administração de Acetochlor na dieta de ratos durante 90 dias, não houve mortalidade. Não ocorreram sinais clínicos de toxicidade associados ao tratamento. Os ratos que receberam 2000 ppm consumirammenos alimentos e aumentaram menos o peso que os animais controle. Os exames oftalmoscópicos não revelaram quaisquer lesões relacionadas ao tratamento. O tratamento com Acetochlor não resultou em quaisquer alterações evidentes nos parâmetros hematológicos.

Conclui-se que o nível sem efeito toxicológico neste estudo foi considerado de 200 ppm (equivalente a aproximadamente 10 mg/kg/dia). Em estudo de dosagem oral de Acetochlor por um ano em cães Beagle nas dosesde 0, 2, 10ou 50 mg de Acetochlor/kg/dia em cápsulas de gelatina por 52 semanas, não houve evidências de efeitos sobre a hematologia, oftalmoscopia ou atividade da acetilcolinesterase do cérebro a nenhum nível de dosagem de Acetochlor. Conclui-se que o nível sem efeito para cães após a administração oral de Acetochlor por 52 semanas foi de 2 mg/kg/dia.

O Acetochlor não é teratogênico para ratos. O nível sem efeito para fetotoxicidade é de150 mg/kg de peso corpóreo/dia. O Acetochlor não é teratogênico para coelhos. O nível sem efeito neste estudo é de 100 mg/kg de peso corpóreo/dia. O nível sem efeito obtido através de estudo com administração do produto na ração de ratos foi de 175 ppm de Acetochlor, quando administrado por até 2 anos.

EFEITOS COLATERAIS: Por não ser o produto de finalidade terapêutica, não há como caracterizar seus efeitos colaterais.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: Este produto é altamente perigoso ao meio ambiente (classe I). Este produto é altamente persistente no meio ambiente. Este produto é altamente tóxico para organismos aquáticos. Evite a contaminação ambiental preserve a natureza. Não utilize equipamentos com vazamentos. Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Aplique somente as doses recomendadas. Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e culturas suscetíveis a danos. Observe as disposições constantes na legislação Estadual e Municipal concernentes as atividades aeroagrícolas. Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Descarte corretamente as embalagens e restos do produto.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES: Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada. O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos,devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais. A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente. O local deve ser ventilado,coberto e ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres CUIDADO VENENO. Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. Em caso de armazéns maiores, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843. Observe as disposições constantes da legislação Estadual e Municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: Isole e sinalize a área contaminada. Contate as autoridades locais competentes e a empresa Dow Agroscienses Industrial Ltda, pelo telefone de emergência(0xx11) 4449-3222,4449-2209, 4605-5111. Utilize o equipamento de proteção individual - EPI (macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscaras contra eventuais vapores). Em caso de derrame, estancar o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções:

Piso pavimentado: absorver o produto com serragem ou areia, recolher o material com auxílio de uma pá e colocar em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá ser mais utilizado. Neste caso, contate a Empresa ou o distribuidor ou qualquer representante da Empresa na região. O produto deverá ser desativado conforme orientações de destinação de resíduos e embalagens. Lave o local com grande quantidade de água;

Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado e adotar os mesmos procedimentos acima descritos para recolhimento e destinação adequada;

Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano e animal e contacte o centro de Emergência, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do recurso hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.

Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS E EMBALGENS: As embalagens rígidas devem ser enxaguadas três vezes (tríplice lavagem) e a calda resultante acrescentada à preparação para pulverização. Não reutilize embalagens. As embalagens devem ser perfuradas, de maneira a torna-las inadequadas para outros usos (Obs.: exceto em caso de existência do recolhimento das mesmas pela Empresa). Observe as legislações Estadual e Municipal específicas. Fica proibido enterrar embalagens. Consulte o Órgão Estadual de Meio Ambiente.Para desativação de restos do produto contate a Empresa Dow Agrosciences Industrial Ltda e o Órgão Estadual de Meio Ambiente. A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação e aprovados pelo órgão Estadual responsável, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes.

Portaria Interministerial número 297, de 13 de junho de 2001.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

O uso continuado de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação, pode contribuir para o aumento da população de plantas infestantes resistentes a produtos com este mecanismo de ação. Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas, deverão ser aplicados, alternadamente, herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Os herbicidas deverão estar registrados para a cultura; não havendo produtos alternativos, recomenda-se a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Para maiores esclarecimentos consulte um Engenheiro Agrônomo.

Compatibilidade

Não se conhecem casos de incompatibilidade.