Bula Tordon

acessos
Picloran
358709
Dow AgroSciences

Composição

2,4-D-trietanolamina 402 g/L Ácido ariloxialcanóico
Picloram-trietanolamina 103.6 g/L Picloram derivado dos piridinocarboxílicos e 2,4-D derivado dos ariloxialcanóicos

Classificação

Herbicida
I - Extremamente tóxica
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Solúvel (SL)
Seletivo, Sistêmico
Eucalipto Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Não classificado
(Não classificado)
3 a 7 % 200 a 250 mL de calda/toco - Única. Não determinado. Erradicação
Pastagens Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Amor de cunhã
(Solanum rugosum)
6 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Angélica
(Randia armata)
3 a 4 % 200 a 400 L de calda/ha - Única. Não determinado. Qualquer época do ano
Aroeirinha
(Schinus terebinthifolius)
4 % 200 a 400 L de calda/ha - Única. Não determinado. Qualquer época do ano
Arranha gato
(Acacia plumosa)
4 % 200 a 400 L de calda/ha - Única. Não determinado. Qualquer época do ano
Assa peixe
(Vernonia polyanthes)
3 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Assa peixe
(Vernonia polyanthes)
6 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Assa peixe roxo
(Vernonia westiniana)
5 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Assa peixe roxo
(Vernonia westiniana)
6 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Assa peixe roxo
(Vernonia westiniana)
3 a 4 % 200 a 400 L de calda/ha - Única. Não determinado. Qualquer época do ano
Beldroega
(Portulaca oleracea)
1 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Caruru comum
(Amaranthus viridis)
1 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Cheirosa
(Hyptis suaveolens)
1 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Espinheiro, angiquinho
(Acacia paniculata)
4 % 200 a 400 L de calda/ha - Única. Não determinado. Qualquer época do ano
Espinho agulha
(Barnadesia rosea)
4 % 200 a 400 L de calda/ha - Única. Não determinado. Qualquer época do ano
Fedegoso
(Senna occidentalis)
3 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Gervão branco
(Croton glandulosus)
3 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Guanxuma
(Sida rhombifolia)
3 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Guanxuma
(Sida rhombifolia)
6 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Guanxuma
(Sidastrum micranthum)
3 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Guanxuma
(Sidastrum paniculatum)
3 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Jacarandá de espinho
(Machaerium aculeatum)
3 a 4 % 200 a 400 L de calda/ha - Única. Não determinado. Qualquer época do ano
Joá bravo
(Solanum aculeatissimum)
4 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Leiteiro
(Peschiera fuchsiaefolia)
4 % 200 a 400 L de calda/ha - Única. Não determinado. Qualquer época do ano
Lobeira
(Solanum lycocarpum)
4 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Lobeira
(Solanum lycocarpum)
6 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Lobeira
(Solanum lycocarpum)
3 a 4 % 200 a 400 L de calda/ha - Única. Não determinado. Qualquer época do ano
Losna branca
(Parthenium hysterophorus)
1 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Malva branca
(Sida cordifolia)
3 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Malva branca
(Waltheria indica)
3 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Maria Mole
(Senecio brasiliensis)
3 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Pata de vaca
(Bauhinia divaricata)
3 a 4 % 200 a 400 L de calda/ha - Única. Não determinado. Qualquer época do ano
Poaia
(Spermacoce verticillata)
6 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Poaia do campo
(Spermacoce alata)
2 L p.c./ha 100 a 400 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Época quente, plantas infestantes em pleno desenvolvimento vegetativo
Unha de vaca
(Bauhinia variegata)
3 a 4 % 200 a 400 L de calda/ha - Única. Não determinado. Qualquer época do ano

Bag in box (Jerry box) plástica 1, 4, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35, 50 L
Balde metálico/plástico 1, 4, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35, 50 L
Bombona plástica 4, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35, 50, 250 L
Frasco metálico/plástico 0,5, 1, 4 L
IBC (intermediate Bulk Container) plástico com revestimento metálico 1000 L
Isocontainer metálico/plástico 10000, 15000, 16000, 17000, 18000, 19000, 20000, 21000, 22000, 23000, 24000, 25000, 26000, 30000, 32000, 35000, 36000, 40000, 50000, 60000, 70000, 80000, 90000, 100000, 23 toneladas e a granel
Isotanque metálico/plástico 18000, 20000, 23000, 24000, 25000, 26000, 30000, 32000, 35000, 36000 L
Lata metálica 5 L
Mini bulk metálico/plástico 420, 1000 L
Tambor aço 50, 200 L
Tambor metálico/plástico 50, 100, 200, 250 L
Tamborete aço 5 L
Tamborete metálico/plástico 200 L

1. INSTRUÇÕES DE USO:


1.1. Culturas Indicadas:

Tordon* é um herbicida recomendado para o controle de dicotiledôneas indesejáveis de porte arbóreo, arbustivo e subarbustivo em pastagens e para a erradicação de touças de eucalipto na reforma de áreas florestais.

1.2. Plantas Daninhas Controladas e Doses Recomendadas:

a. Pastagens:

1.2.1. Aplicação Foliar Tratorizada:
(Vide Indicação de uso/Dose)

Obs.: Utilizar as doses mais altas para plantas com roçadas anteriores, que são mais resistentes ao produto.

Obs.: Volumes totais inferiores a 50 L/ha exigem calibração e equipamentos do avião que possam produzir gotas de grande diâmetro.

b. Erradicação de Eucalipto:

Aplicar de 3,0 a 7,0% (misturar de 3,0 a 7,0 L do produto em 97,0 a 93,0 L de água), aplicando-se 200 a 250 mL por touça.

1.3. Início, Número e Épocas ou Intervalos das Aplicações:

a. Pastagem:

Para pulverização foliar de qualquer tipo: Uma só aplicação, em época quente, com boa pluviosidade, onde as plantas a serem combatidas estejam em intenso processo vegetativo. Isto ocorre normalmente de outubro a março. No norte do Pará e no Amazonas a ocorrência de chuvas é menor entre maio e agosto, o que torna essa época mais favorável às aplicações aéreas.

Para tratamento de tocos e anéis: Uma só aplicação, em qualquer época do ano. Deve-se fazer um tratamento e fazer um repasse em caso de rebrota. Para o repasse respeitar a época indicada anteriormente.

Obs.: Para repasse por via foliar, esperar que a rebrota atinja uma superfície foliar equilibrada o suficiente, para absorver uma quantidade de produto que atinja todo o seu sistema radicular. Para rebrota de tocos é preferível refazer o corte e reaplicar o produto, em lugar de aplicar nas poucas folhas de rebrota. Isso porque essa área foliar de rebrota é insuficiente para absorver a quantidade de herbicida necessário.


b. Erradicação de Eucalipto: Uma só aplicação em qualquer época do ano.

1.4. Modo de Aplicação e Informações Sobre os Equipamentos da Aplicação:

a. Pastagens:

Aplicação aérea:
-Aplicação foliar em área total: Esse tratamento deve ser feito por avião quando as áreas forem extensas e as pastagens infestadas densamente por plantas daninhas de pequeno, médio e grande porte. Aplicar o produto molhando bem e uniformemente toda a folhagem da planta.
-Tipo de equipamento: Aéreo, usando-se barras com bicos com uma angulação de 45º para trás com referência à corda da asa.
-Volume de aplicação: 30 a 50 L/ha.
-Altura do vôo:Para áreas sem obstáculos: "paliteiros" (remanescente da derrubada, árvores secas, etc.) cerca de 15 m sobre a vegetação a controlar;Para áreas com obstáculos: "paliteiros" impedindo o vôo uniforme a baixa altura, cerca de 40 m sobre a vegetação a controlar.
-Largura da faixa de deposição:Para aviões: 18 a 20 m dependendo da altura de vôo. No caso de 40 m de altura de vôo, a faixa total poderá atingir 20 m, porém consideram-se 18 m de faixa útil;Para helicópteros: seguir as recomendações anteriores, porém com as larguras de faixa de 15 a 18 metros.
-Tamanho e densidade de gotas na deposição sobre a vegetação: 200 a 400 micrometros com 6 a 18 gotas/cm2 variando com o tamanho da gota.
-Condições Climáticas:
Aplicar de outubro a março (no período chuvoso) de acordo com os seguintes limites meteorológicos:
-Vento: 0 a 6 km/h - controlado por anemômetro.
-Umidade relativa > 50% controlados por termohigrômetro
-Temperatura < 30ºC
-Tipos de bicos: bicos cônicos com orifícios de D8 a D12 sem core, variando com o tamanho desejado de gota e altura de vôo.
-Pressão: 20 psi na barra.
-Agitação do produto: na preparação da calda é realizada com moto bomba e no avião através do retorno.

Prevenção de Deriva:
-Para evitar efeitos indesejáveis, observar os limites meteorológicos definidos acima, e mais:
-efetuar levantamento prévio de espécies sensíveis ao produto nas áreas próximas;
-nunca fazer a aplicação aérea a menos de 2000 metros de plantas ou culturas sensíveis.
-controlar permanentemente o sentido do vento: deverá soprar da cultura sensível para a área da aplicação. Interromper o serviço se houver mudança nessa direção.
-Nas aplicações aéreas, a Dow AgroSciences Industrial Ltda. está à disposição para oferecer orientação e assistência técnica.

Aplicação Terrestre - Trator com Barra
• Barra de 18 bicos - separação de 50 cm entre bicos.
• Bicos em leque, pontas 80.05, 80.06 e 80.08, malha 50.
• Pressão: 20 a 45 lb/pol2.
• Vazão: 200 - 400 L/ha.
• Velocidade do trator: 6 a 8 km/h.
• Tamanho da gota (grande): 500 a 600 ?m
• Densidade da gota: 100 - 150/cm2.

Aplicação Terrestre - Trator com Turbina de Fluxo de Ar
• Largura de faixa: 12 a 15 m.
• Vazão: 150 - 200 L/ha.
• Velocidade do trator: 3ª marcha reduzida ou 1ª simples.
• Tamanho da gota: 100 - 200 ?m.
• Densidade de gota: 50 a 100/cm2.

b. Erradicação de Eucalipto:

Aplicar o produto no toco, logo após o corte das árvores ou no máximo até 24 horas após essa operação. Utilizar pulverizador tratorizado. Aplicar na superfície do corte até o ponto de escorrimento.

Nota: Sobre outros equipamentos, providenciar uma boa cobertura de pulverização nas plantas.

1.5. Intervalo de segurança: Não determinado devido à modalidade de emprego.

1.6. Intervalo de reentrada de pessoas nas culturas e áreas tratadas:

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

1.7. Limitações de Uso:

Fitotoxicidade para as Culturas Indicadas:

• Não é fitotóxico às culturas indicadas dentro das doses e usos recomendados.

Outras Restrições a Serem Observadas:

• Culturas sensíveis: são sensíveis a esse herbicida as culturas dicotiledôneas como algodão, tomate, batata, feijão, soja, café, eucalipto, hortaliças, flores e outras espécies úteis sensíveis tal como a cultura de arroz.
• Caso o Tordon* seja usado controle de invasoras em área total, o plantio de espécies susceptíveis ao produto nessas áreas só deverá ser feito 2 a 3 anos após a última aplicação do produto.
• No caso de pastagens tratadas em área total, deve-se permitir que o capim se recupere, antes do pasto ser aberto ao gado. Dessa forma, a partir do início da aplicação, o pasto deve ser vedado ao gado pelo tempo necessário até a sua recuperação. Essa medida evita que os animais comam plantas tóxicas que possivelmente existam na pastagem e se tornam mais atrativas após aplicação do produto.
• Evitar que o produto atinja, diretamente ou por deriva, as espécies úteis susceptíves ao herbicida. As aplicações por pulverização, tanto aéreas quanto por pulverizações costais ou manuais, só deverão ser feitas quando não houver perigo de atingir as espécies acima mencionadas.
• Não utilizar para aplicação de outros produtos em culturas sensíveis, o equipamento que foi usado para a aplicação do Tordon*.
• Não utilizar esterco de curral de animais que tenham pastado em área tratada com o produto, imediatamente após o tratamento em área total para adubar plantas ou culturas úteis sensíveis ao produto.

(De acordo com as recomendações aprovadas pelo Órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA / MS).

(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA / MMA).

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes sejam implementados.

O uso continuado de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação pode contribuir para o aumento de população de plantas daninhas resistentes a esse mecanismo de ação.
Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas, deverão ser aplicados, alternadamente, herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Os herbicidas deverão estar registrados para a cultura. Não havendo produtos alternativos, recomenda-se a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Para maiores esclarecimentos, consulte um Engenheiro Agrônomo.