Bula Triclon - Volcano
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Bula Triclon

Triclopir-butotílico
17208
UPL

Composição

Equivalente ácido de Triclopir 480 g/L
Triclopir-butotílico 680 g/kg

Classificação

Terrestre
Herbicida
4 - Produto Pouco Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Seletivo, Sistêmico

Garrafa plástica de 1; 5,0 e 20 Litros.
Garrafão plástico de 5 Litros.
Balde plástico de 20 Litros.
Tambor plástico de 50 Litros.
Tambor de aço de 50 e200 Litros.

INSTRUÇÕES DE USO

TRICLON é um herbicida sistêmico do grupo químico do Ácido piridiniloxialcanoico indicado para controle em pós-emergência de plantas daninhas em arroz irrigado e pastagem, assim como para aplicação em pré-semeadura em milho, soja e trigo.
Para milho e soja, TRICLON é indicado para aplicação em manejo (dessecação) na pré-semeadura destas culturas (soja e milho), para controle da Buva (Conyza bonariensis) e da soqueira de algodão (Gossypium hirsutum). Para trigo, TRICLON também é indicado para aplicação em manejo (dessecação) na pré- semeadura desta cultura (trigo) e para controle da Buva (Conyza bonariensis).

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Arroz irrigado
Aplicação única na pós-emergência da cultura no estádio (V3 a V4) e das plantas daninhas em estádio de 1 a 3 folhas (Junquinho - Cyperus iria e Tiriricão - Cyperus esculentus) anteriormente à entrada de água na lavoura.
Milho
Para Destruição da soqueira de algodão: realizar um programa de manejo na pré semeadura do Milho, com 2 aplicações sequenciais, sendo a 1° aplicação por ocasião da presença da soqueira de Algodão, e a 2° com intervalo de 20 a 30 dias após a primeira. A semeadura do Milho deve ser feita respeitando o intervalo minimo de 10 dias após a segunda pulverização.
Para controle do alvo Buva: fazer aplicação única na pós-emergência da Buva (Conyza bonariensis) em estádio menor que 15 cm de altura. Após aplicação, aguardar no mínimo 10 dias para realizar a semeadura do Milho.
Pastagem
Para controle das das plantas daninhas (com exceção do alvo Coco-pindoba ou Babaçu), diluir a dose recomendada em um volume de calda de 200 a 400 litros de água por hectare.
Aplicação foliar em área total: Este tratamento deve ser feito por avião quando as áreas forem extensas e as pastagens infestadas densamente por plantas daninhas de pequeno, médio e grande porte. Aplicar o produto molhando bem e uniformemente toda a folhagem da planta. Aplicar na época em que as plantas estejam em intenso processo vegetativo, uma vez ao ano.

Soja
Para Destruição da soqueira de algodão: Realizar um programa de manejo na pré semeadura da Soja, com 2 aplicações sequenciais, sendo a 1° aplicação por ocasião da presença da soqueira de Algodão, e a 2° com intervalo de 20 a 30 dias após a primeira. A semeadura da Soja deve ser feita respeitando o intervalo minimo de 20 dias após a segunda pulverização.
Para controle do alvo Buva: Fazer aplicação única na pós-emergência da Buva (Conyza bonariensis) em estádio menor que 15 cm de altura. Após aplicação, aguardar no mínimo 20 dias para realizar a semeadura da Soja.
Trigo
Fazer aplicação única na pós-emergência da Buva (Conyza bonariensis) em estádio menor que 15 cm de altura. Após aplicação, aguardar no mínimo 10 dias para realizar a semeadura do Trigo.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS

Temperatura do ar (máxima): 30º C
Umidade Relativa do Ar: mínima de 60%
Velocidade do vento (máxima): 6 Km/hora

MODO PREPARO DE CALDA

- Adicionar água ao tanque de pulverização até a metade de sua capacidade. - Adicionar TRICLON e o adjuvante, se recomendado.
- Completar o volume de água.
- Antes e durante a aplicação, manter constante agitação da calda de pulverização.

MODO DE APLICAÇÃO

O produto pode ser pulverizado através de aplicação terrestre ou aérea (Pastagem). A distribuição nas aplicações deve ser uniforme. Evitar sobreposições, pois isso causará aumento da concentração do produto acima do recomendado.

Aplicação Terrestre

A - Pulverizador costal
Utilizar pulverizador costal manual, dotado de pontas do tipo FullJet FL-5VS, permitindo o completo molhamento das plantas daninhas alvo.
B - Pulverizador de barra tratorizado
- Utilizar pontas uniformes e em bom estado, sendo recomendados pontas tipo leque da série 80, 110 ou similares, que produzam gotas acima de 200 micras. Pressão de trabalho segundo recomendações do fabricante.
- A altura da barra para bicos da série 80 deve ser de 50 cm acima do topo das plantas e para a série 110, deve ser de 30 cm.

Aplicação Aérea (apenas para Pastagem)
Utilizar barras com bicos com uma angulação de 45º para trás com referência à corda da asa. Volume de Aplicação: de 30 a 50 litros de calda por hectare.
a) Para áreas sem obstáculos: “paliteiros” (remanescente da derrubada, árvores secas, etc) cerca de 15 m sobre a vegetação a controlar.
b) Para áreas com obstáculos: “paliteiros” impedindo o voo uniforme à baixa altura, cerca de 40 m sobre a vegetação a controlar. Largura da faixa de deposição: Para aviões: de 18 a 20 m dependendo da altura de voo.

Obs.: no caso de 40 m de altura de voo, a faixa total poderá atingir 20 m, porém consideram-se 18 metros de faixa útil. Para helicópteros: seguir as recomendações anteriores, porém com as larguras de faixa de 15 a 18 metros. Tamanhos e densidade de gotas na deposição sobre a vegetação: de 200 a 400 micras com 6 a 18 gotas/cm2, variando com o tamanho da gota. Tipos de bicos: bicos cônicos com orifícios de D8 a D12, sem core, variando com o tamanho desejado de gota e a altura de voo. Pressão: 20 psi na barra. Agitação do produto: na preparação da calda é realizada com moto bomba e no avião através do retorno.

Prevenção de deriva: Para evitar efeitos indesejáveis, observar os limites definidos acima e mais:
1) Efetuar levantamento prévio de espécies sensíveis ao produto nas áreas próximas.
2) Nunca fazer a aplicação em aérea a menos de 2000 metros de distância de plantas ou culturas sensíveis.
3) Controlar permanentemente o sentido do vento: deverá soprar da cultura sensível para a área de aplicação; interromper o serviço se houver mudança nessa direção.

INTERVALO DE SEGURANÇA PARA CADA CULTIVO

ARROZ IRRIGADO: 65 dias
MILHO, PASTAGEM, SOJA, TRIGO: Intervalo de segurança não determinado, devido a modalidade de emprego.

INTERVALO DE REENTRADA NA CULTURA TRATADA

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes deste período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI´s) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Devido à característica de uso do produto (herbicida), devem ser seguidas as recomendações de uso constantes da bula, visando evitar danos em demais culturas. O pastoreio pode ser feito após o período de reentrada de pessoas nas culturas e áreas tratadas.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes sejam implementados.

O uso continuado de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação pode contribuir para o aumento de população de plantas daninhas a ele resistentes.
Como prática de manejo e resistência de plantas daninhas deverão ser aplicados herbicidas, com diferentes mecanismos de ação, devidamente registrados para a cultura. Não havendo produtos alternativos recomenda-se a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Para maiores esclarecimentos consulte um Engenheiro Agrônomo.