Zeus/Estrela CI

Geral
Nome Técnico:
Dinotefuram; Lambda-cialotrina
Registro MAPA:
33119
Empresa Registrante:
Iharabras
Composição
Ingrediente Ativo Concentração
Dinotefuram 84 g/L
Lambda-Cialotrina 48 g/L
Classificação
Técnica de Aplicação:
Aérea, Terrestre, Drone
Classe Agronômica:
Inseticida
Toxicológica:
3 - Produto Moderadamente Tóxico
Ambiental:
I - Produto altamente perigoso
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Emulsão Óleo em Água (EW)
Modo de Ação:
Sistêmico, Contato, Ingestão
Agricultura Orgânica:
Não

Indicações de Uso

Algodão Recomendação Dosagem Produtos Similares
Aphis gossypii (Pulgão do algodoeiro) veja aqui
Arroz Recomendação Dosagem Produtos Similares
Tibraca limbativentris (Percevejo) veja aqui
Batata Recomendação Dosagem Produtos Similares
Diabrotica speciosa (Vaquinha verde amarela) veja aqui
Citros Recomendação Dosagem Produtos Similares
Diaporthe citri (Podridão penducular) veja aqui
Fumo / Tabaco Recomendação Dosagem Produtos Similares
Epitrix fasciata (Pulga do fumo) veja aqui
Sorgo Recomendação Dosagem Produtos Similares
Dalbulus maidis (Cigarrinha do milho) veja aqui
Tomate Recomendação Dosagem Produtos Similares
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora) veja aqui

Embalagens

Lavabilidade Tipo de Embalagem Material Características Acondicionamento Capacidade
Lavável Bombona Plástico Rígida Líquido 5 L
Lavável Bombona Plástico Rígida Líquido 10 L
Não Lavável Contentor Intermediário para Granel (intermediate bulk container (IBC)) Plástico com estrutura metálica externa Rígida Líquido 1000 L

INSTRUÇÕES DE USO

O produto é um inseticida sistêmico, de contato e de ingestão, com atividade translaminar, usado para o controle de diversas pragas.


MODO E EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO

É apresentado na forma de Emulsão de óleo em água (EW), e pode ser aplicado com pulverizadores ou equipamentos terrestres e aéreos. São usados pulverizadores costais manual ou motorizado, tratorizados, aviões com barras ou atomizadores, conforme recomendação para cada cultura. Utilize sempre tecnologias de aplicação que ofereçam boa cobertura do alvo desejado.
As recomendações para aplicação poderão ser alteradas à critério do Engenheiro Agrônomo responsável, respeitando sempre a legislação vigente na região da aplicação, a especificação do fabricante do equipamento e a tecnologia de aplicação empregada.

Sempre observar as disposições da legislação do local de aplicação, prevalecendo a mais restritiva.

Preparo da Calda

Encher com água o tanque do pulverizador com ¾ da capacidade. Com o sistema de agitação do tanque do pulverizador funcionando, adicionar lentamente o produto diretamente no tanque do pulverizador de acordo com as doses recomendadas. Completar o volume do tanque com água. Deve-se respeitar os volumes de calda recomendados para que seja possível proporcionar uma boa cobertura da área a ser tratada.
Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo e respeitar as orientações quanto ao Gerenciamento de Deriva.



APLICAÇÃO TERRESTRE

Esta modalidade de aplicação é permitida para as culturas Algodão, Arroz/Arroz irrigado, Aveia, Batata, Cana-de-açúcar, Centeio, Cevada, Citros, Milheto, Milho, Pastagens, Soja, Sorgo, Tomate, Trigo e Triticale, desde que considere:

Para aplicação foliar:
Utilizar pulverizador costal (manual ou motorizado) ou pulverizador tratorizado de barra, equipado com bicos ou pontas tipo leque, mas utilizar preferencialmente com bicos ou pontas de jato cônico vazio da série JA ou D. Utilizar nesta série o difusor 23 ou 25 de acordo com as variações da umidade relativa do ar nas áreas de aplicação, de forma a se obter um tamanho de gota conforme especificado para cada cultura, e uma densidade de 50 a 70 gotas/cm² , sobre o local onde o alvo biológico se situa. A pressão de trabalho para os bicos recomendados deverá ser de 80 a 120 libras.
O sistema de agitação no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda operação de preparo da calda e aplicação.

Para aplicação dirigida ao solo:
Esta modalidade de aplicação é indicada para a cultura da Cana-de-açúcar
Utilizar equipamento de pulverização terrestre tratorizado apropriado para esta modalidade de aplicação, evitando a deriva, e procurando obter uma distribuição uniforme da calda para atingir o solo onde haja maior concentração de raízes das plantas. Utilizar pontas de jato plano (leque) do tipo XR TeeJet que produzam gotas de categorias média ou outras que proporcionem as mesmas condições.
Outras pontas, disponíveis no mercado, similares, podem ser utilizadas desde que garanta uma cobertura uniforme e atingimento do alvo.
O sistema de agitação no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda operação de preparo da calda e aplicação.

Para aplicação Via Esguicho ("DRENCH"):
Esta modalidade de aplicação é indicada para a cultura do Fumo
Diluir o produto na dose recomendada por hectare em volume de água suficiente para aplicação de 20 mL/planta (aplicação sobre a planta). Usar pulverizador costal (manual ou motorizado) ou equipamento tratorizado corretamente calibrado e adaptado para aplicação no solo limpo.

APLICAÇÃO AÉREA
Esta modalidade de aplicação é permitida para as culturas Algodão, Arroz/Arroz irrigado, Aveia, Centeio, Cevada, Milheto, Milho, Pastagens, Soja, Sorgo, Trigo e Triticale, desde que considere:

Aplicação com Aeronaves Pilotadas (Avião)
Volume de calda para aplicação: a partir de 10 L/ha, dependendo da tecnologia de aplicação empregada.
Densidade de gotas: 20 a 30 gotas/cm².
Tamanho de gotas: consultar tabela de recomendações de uso.
Altura sugerida de voo de 3 m acima do alvo. Calcular a altura do voo em função da velocidade do vento. Considerar para o cálculo o fator AMSDEN de 30.
Podem ser utilizados atomizadores rotativos como Micronair, ASC ou Turboaero. Usar a combinação de ponta e difusor que produza uma neblina com o maior DMV (Diâmetros Medianos Volumétricos de gotas) e menor PRD (Potencial de Risco de Deriva).
Voar na altura adequada para uma distribuição correta na faixa de aplicação e evitando deriva; manter esta altura e não voar mais alto do que o necessário, acompanhando sempre o FATOR AMSDEN.
Realizar sempre reconhecimento da área em que se está aplicando, tentar localizar além dos obstáculos, residências, estábulos, apiários, granjas, bem como lago e pastagem vizinhas à área que está sendo tratada. Ficar atento para as variações de vento, em direção, sentido e intensidade, em relação a sua linha de voo. Não hesitar em parar as aplicações se uma mudança de vento ocorrer e vier a provocar a deriva.
Não voar com equipamento vazando e realizar a sua manutenção adequada. O sistema de agitação do produto no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação.
Todas as atividades aeroagrícolas bem como as recomendações de voo para evitar deriva a fim de obter boa deposição de gotas sobre o alvo, devem ser acompanhadas de Técnicos em Agropecuária, de nível médio, possuidores de curso de executor técnico em Aviação Agrícola, reconhecido pelo Ministério da Agricultura.

Aplicação com Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP/Drones)
A aplicação deste produto por meio de aeronaves remotamente pilotadas (ARP/Drones) deve ser realizada somente com equipamentos devidamente homologados e em conformidade com as normas e regulamentações estabelecidas pelo MAPA (Instrução Normativa nº 298/2021 ou posteriores), ANAC (RBAC 94), DECEA, ANATEL e demais legislações estaduais e municipais aplicáveis, respeitando-se sempre as boas práticas agrícolas e a segurança operacional.
Antes do início da operação, recomenda-se realizar o planejamento de voo, registro de dados e checagem dos parâmetros de pulverização, garantindo que o processo ocorra dentro das condições técnicas e legais exigidas.
Recomendações operacionais
Volume de calda: a partir de 10 L/ha, ajustado de acordo com a densidade foliar e o alvo biológico.
Altura de voo: 2 a 5 m acima do topo da vegetação. Ajustar conforme a cultura e a configuração do drone.
Velocidade de aplicação: 10 a 15 km/h, garantindo deposição uniforme sem comprometer a eficiência, especialmente em áreas com relevo irregular, para garantir estabilidade e cobertura uniforme.
Faixa de aplicação: 3 a 6 m, para drones multirrotores até 25–30 kg de carga útil. Para aeronaves maiores, consultar o fabricante e ajustar conforme orientação e especificações técnicas do fabricante do drone.
Tecnologia de aplicação
Utilizar drones equipados com bicos rotativos ou hidráulicos, ajustados para espectro de gotas conforme tabela de recomendações de uso.

Direcionar os jatos para baixo, aproveitando o fluxo de ar gerado pelos rotores para garantir deposição uniforme no alvo.
Ajustar a rotação dos bicos e/ou pressão de trabalho sempre conforme recomendação do fabricante do equipamento.
Boas práticas e segurança
Evitar sobreposição excessiva de faixas de aplicação, prevenindo superdosagem localizada.
Realizar a pulverização imediatamente após o preparo da calda, reduzindo perdas de eficiência.
Garantir que a operação seja conduzida por profissionais capacitados, com registro válido e treinamento específico para pulverização agrícola com drones.
A responsabilidade pela correta execução da aplicação recai sobre o aplicador, que deve respeitar integralmente a bula do produto e a legislação vigente.
Todos os procedimentos ligados às atividades aero agrícolas devem estar em conformidade às regulamentações e legislações específicas ditadas pelo Ministério da Agricultura e devem evitar e mitigar riscos de contaminação ambiental e risco à saúde humana.
ADVERTÊNCIA: A não observação das condições de uso podem aumentar a possibilidade de deriva.

Condições climáticas:
Para quaisquer tecnologias de aplicação, devem-se observar as condições climáticas ideais para aplicação, tais como indicado abaixo. Os valores apresentados devem ser sempre as médias durante a aplicação, e não valores instantâneos:
. Temperatura ambiente abaixo de 30ºC;
. Umidade relativa do ar acima de 55%;
. Velocidade média do vento entre 3 e 10 km/h.


LAVAGEM DO EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO

Imediatamente após a aplicação do produto, proceda a limpeza de todo equipamento utilizado.
Adote todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza e utilize os equipamentos de proteção individual recomendados para aplicação do produto, conforme consta no item “Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana”.
Não limpe equipamentos próximo à nascente, fontes de água ou plantas úteis.

Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Municipal, Estadual e Federal vigente na região da aplicação.


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes deste período, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.


LIMITAÇÕES DE USO

- Não há desde que siga corretamente as instruções de uso.
- O uso do produto está restrito ao indicado no rótulo e bula.
- Quando este produto for utilizado na dose recomendada, não causará danos à cultura indicada.
- Respeitar a zona tampão estabelecida para cada cultura e modo de aplicação.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência. O inseticida pertence ao Grupo 4A e ao Grupo 3A (moduladores competitivos de receptores nicotínicos da acetilcolina e moduladores de canais de sódio, respectivamente) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas. Para manter a eficácia e longevidade como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência. Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
- Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 4A e ao Grupo 3A. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo;
- Usar este ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias;
- Aplicações sucessivas podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo;
- Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização deste ou de outros produtos do Grupo 3A e ao Grupo 4A quando for necessário;
- Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
- Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
- Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7