Na prática, padece-se as agruras do capitalismo porque o Brasil ainda não descobriu que: - cabe ao Mercosul dar o golpe de misericórdia neste velho regime , que já cumpriu sua etapa histórica.
Está-se numa economia de exclusão social, porque os brasileiros não acordaram para o seu papel transformador, desta realidade global, em outra realidade , muito mais justa, mais adequada, mais sustentável; cheia de reais e de imediatas vantagens.
E , que, será pelo viés dos negócios, que tomaremos lugar entre os principais forjadores dos novos caminhos de construção das riquezas das nações.
E, é na agricultura que está a chave , para a abertura do mercado , garantidor de emprego e da renda, sustentáveis, para todos, e, (quem sabe ?)para sempre.
A fórmula para uma nova economia sustentável principia pelo entendimento da oportunidade de solução da questão agrícola, que pode ser composta, razoavelmente, assim:
a) Somos, no mundo, 6,3 bilhões de habitantes e seremos uma população estável de cerca de 8 bilhões de pessoas , por volta de 2.020.
b) Precisa-se de cerca de 400 quilos de grãos, per capita, ano, para se garantir, com folga e segurança, a alimentação humana e animal.
c) Desde os noventa está-se produzindo cerca de 1,8 bilhões de toneladas de grãos, quando deveria estar se produzindo cerca de 2,4 bilhões de toneladas ano.
d) Nos cerca de 10,8 bilhões de hectares de terras , dos cinco continentes, poder-se-ia produzir, de maneira sustentável, mais de 4 bilhões de toneladas de grãos, por ano, quando, no futuro precisaremos de, no máximo, de 3,2 bilhões de toneladas.
e) Os países ricos da OCDE produzem, atualmente, cerca da metade dos grãos, não porque disponham das melhores terras, mas, porque dão uma ajuda diária de 1 bilhão de dólares aos seus agricultores, devido ao fato de que: o Brasil e o Mercosul tornaram-se mais competitivos na agricultura e desequilibrariam os pratos da balança comercial agrícola.
f) O populoso continente asiático não tem condições de produzir 400 quilos de grãos, para cada cidadão, por ano e precisa de suplementaridade agrícola que, exatamente, com o Mercosul e com os países do hemisfério norte ocidental poderiam contratar a produção..
g) O Mercosul está produzindo menos de 200 milhões de toneladas de grãos, por ano, e, pode ria produzir mais de 600 milhões de toneladas, com sustentabilidade.
h) Um acordo agrícola mundial de cotização da produção e de cotização do consumo, anual, de grãos, mataria a charada da questão agrícola , e , abriria caminho para o equacionamento da sustentabilidade industrial e dos serviços.
i) Para viabilizar este acordo, de cotização da produção de grãos, um acordo conjugado e também mundial, de produção de combustíveis renováveis, oriundos da produção vegetal, completaria os pré-requisitos da negociação comercial agrícola.
j) A produção do equivalente a alguns milhões de toneladas de petróleo, por dia, de álcool de cana de açúcar e de carvão vegetal, viabilizaria o Tratado de Kyoto, desde que os interesses energéticos dos produtores de combustíveis fósseis fossem garantidos, com a participação em fatias dos negócios de energia renovável e seqüestro de carbono da atmosfera.
k) Mais uma vez, o Mercosul, vivenciaria papéis de protagonista apropriado. O Brasil, que na década de setenta, deflagrou a produção do carro a álcool, teria milhões de hectares disponíveis para ajudar limpar o ar, a barra e gerar milhões de empregos novos e permanentes, etc., etc.
l) Junto com a cotização da produção e do consumo de alimentos e de energias, um terceiro arranjo global facilitaria a vida de todo mundo: o acordo para as construções agro-industriais e do abastecimento mundial renovado.
m) Para o arremate com chave de ouro, um arranjo planetário das novas oportunidades de construções residenciais e de renovação do paisagismo, de modo a propiciar que em cada cantinho onde vivam pessoas, seja financiada alguma melhoria turística.
n) N , novas oportunidades se juntariam, às acima ventiladas, cabendo apenas domar-se o problema da assimetria das informações. Mas, para isso, justamente, a informática, a comunicação e a cultura, já deram os primeiros passos e desenvolveriam a instrumentalidade faltante.
o) Logo. logo, porque : - casa onde tem pão e luz, não tem confusão, ái-áis, nem tristezas; só lugar para a ação, ois-ois e que beleza, meu Cristo Jesus.
p) O p, q, u, v, x, z do fechamento da questão pode ser sintetizado na seguinte afirmação: o velho capitalismo resolveu o problema da produção e do conhecimento, - do bom e do mau, daqui para frente , não há perigo real de faltar produtos, saberes e serviços, trata-se apenas de se contratar o quando vai se ter.
Em menos de 30 anos dá tempo de se aventar e de se compor todos os interesses alimentares, energéticos, residenciais, educacionais , etc. e tais.
E, então? Um novo regime econômico careceria de nome?
Ou seria melhor deixarmos para pensar em batizá-lo, ou não, quando viesse à luz.?
Acorda Brasil parte2
O inevitável e exuberante desenvolvimento agro-industrial, sustentável brasileiro pode começar acontecer – com alta propulsão, ainda nesta década.
Temos, os brasileiros, tudo nas nossas mãos - para deflagrarmos um fenomenal movimento gerador de empregos e de rendas – eternos; através da fomentação dos agronegócios (pequenos e grandes), de forma conjugada; adotando uma estratégia – planejada: minuciosa e sistematicamente!
Senão, vejamos:
1. Possuímos, em nosso esplêndido território e berço, uma reserva de terras de cerca de 200 (duzentos ) milhões de hectares, semiprontas, para novos cultivos - de grãos e de cana de açúcar -, no decorrer destas próximas duas décadas.
2. Se destinarmos 100 milhões destes hectares de terras para o plantio de grãos, poderemos garantir alimentos para cerca de 400 milhões de novos consumidores ( internos e externos).
3. Se destinarmos 100 milhões de hectares de terras para o cultivo orgânico de cana de açúcar ( vide o exemplo da Usina São Francisco, Sertãozinho,SP) poderemos produzir cerca de 1 trilhão de litros de álcool combustível, e, garantir o abastecimento de cerca de 250 milhões de automóveis ( 27% da atual frota mundial).
4. Ainda teríamos como plantar em mais 100 milhões de hectares de terras (de pastagens desgastadas ou não corrigidas) florestas -nativas e energéticas, garantindo o seqüestro de um bilhão de toneladas de Carbono, por ano; fornecendo madeira: para produção de carvão vegetal, de celulose, para a industria da construção civil; paisagismo, etc.
5. Teríamos condições de quintuplicar nossos rebanhos de gado "verde" nas terras de pastagens remanescentes, através do rotacionamento de pastejo.
6. Produzirmos(em outros dezenas de milhões de hectares) centenas de milhões de toneladas de frutas e legumes orgânicos (utilizando bagaço de cana e esterco de animais), para os mesmos novos 400 milhões de novos consumidores.
7. Gerando, aqui e lá fora, cerca de 100 milhões de empregos novos e eternos (enquanto durar a história) e bem remunerados.
8. E, afortunadamente, ao contrário de utópico, este artigo é sul-realista sustentável; quer dizer, propaga e propugna idéias e sugestões de planejamento estratégico, embasadoras de futuros –acordos, programas e projetos; para possíveis empreendimentos em nosso hemisfério Sul.
9. Este artigo é um apelo legítimo – de brasilidade consciente e consistente, visando ocupar o lugar de esperança e de anseio de futuro, tornado vago pela rumorosa crise política, que nos fustiga e nos aflige.
10. Ao mesmo tempo, este artigo é um convite de estudo, de trabalho e de negócio.
11. Quem interessado for, favor contatar conosco, através deste Portal Agrolink, ou pelo e-mail: [email protected] .
Paulo Braz de Andrade.