Poupar recursos, fazer economias, elaborar um planejamento financeiro nos dias de hoje são itens essenciais para os que estão sonhando comprar a casa própria. Qual o brasileiro que não gostaria de realizar esse tão lindo sonho? Uns moram em casas de alto padrão, às vezes, passam por dificuldades para manter o pagamento do aluguel em dia, outros, ganham pouco e aguardam as vésperas dos anos eleitorais para o sorteio da casa popular. Muitos que estavam pagando aluguel, hoje pagam a moradia própria.
O mercado imobiliário passa por bons momentos e retoma o crescimento econômico sustentável. As ofertas anunciadas são inúmeras, e o Governo reabre linhas de financiamentos habitacionais com recursos da poupança, que estava fora de operação há 13 anos. É possível que o trabalhador realize o sonho com juro entre os mais baixos do mercado, variando de 10% a 12% ao ano, dependendo do prazo de pagamento. O limite de prazo para o pagamento do empréstimo poderá chegar a 240 meses, financiando até 80% do valor total do imóvel.
No início deste ano, orientei um casal com uma filha de 8 anos e uma renda acima da média, R$ 1.800. Eles pagavam R$ 660,00 de aluguel com o IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano), além das dívidas acumuladas (cheque especial, cartão de crédito e mais duas financeiras). O casal pagava em média 35% de juros mensais e comprometia 60% dos seus rendimentos. Com algumas dicas importantes, o casal passou a administrar melhor as finanças por meio da elaboração do Planejamento Financeiro Doméstico Familiar (PFDF), começando pelo corte de itens que geravam despesas extras mensais desnecessárias, consideradas supérfluas para a sobrevivência familiar. As economias tornaram-se representativas, em conseqüência das mudanças de hábito sem que houvesse perda da qualidade de vida. Iniciamos então a análise para sair do aluguel e investir na tão sonhada compra da casa própria. Em apenas seis meses de uma boa administração, o casal conseguiu economizar satisfatoriamente naqueles pequenos itens desnecessários e nos valores que compensariam o investimento. As dívidas anteriores foram pagas, sem que fosse necessário fazer um empréstimo pagando altas taxas de juros, pois todas as dívidas foram resolvidas com os próprios recursos. O casal deu uma entrada num apartamento usando o saldo do FGTS, e hoje paga prestação de R$ 329 pela compra da casa própria.
Cuidados especiais são necessários na hora de adquirir o seu imóvel. Antes de fazer negócios imobiliários, toda informação deve consultada com o apoio de um especialista da área, um Corretor de Imóveis credenciado ao Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (CRECI) do seu Estado. Não faça negócios com intermediários que não estão preparados para lhe vender um imóvel, pois isso poderá lhe custar caro. Após essa certeza, o próximo passo é planejar as finanças para fazer um excelente investimento e realizar o sonho da sua casa própria. Boa sorte e sucesso!
* Cláudio Boriola – Consultor Financeiro, palestrante, especialísta em economia doméstica e direitos do consumidor. Autor do livro Paz, Saúde e Crédito e do Projeto Educação Financeira nas Escolas. [email protected] - www.boriola.com.br