Amigos do agronegócio: lamento informar, mas eu avisei

Amigos do agronegócio: lamento informar, mas eu avisei

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E avisei com muita antecedência. Expliquei no livro “CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”, em 2015, e alertei em dezenas de artigos publicados aqui no blog, antes de publicar o livro. Desde 2007 tenho feito essa peregrinação, com altos custos pessoais, cheguei a receber muitas bordoadas e acusações por ser um cético da questão ambiental, acusações de ser um porta-voz do agronegócio e da indústria do petróleo, mas nunca desisti, e assistia com incredulidade a omissão da maioria dos líderes do agro, como se nada pudesse atingi-los. Ouvi inúmeras vezes de alguns líderes do setor: “nada, não tem problema nenhum, isso que você tá fazendo com a gente é terrorismo, nós somos ambientalistas também, ademais, onde eles vão comprar carnes e grãos?”.
 
Recebi desafios de um presidente de uma empresa multinacional do setor, do tipo: “Quero saber se você é o Joãozinho do passo certo, ou se é um maluco, de publicar esse livro. Se estiver certo nós te ajudamos, mas se estiver errado vou enfiar o livro no teu traseiro”. Nada aconteceu, tudo parecia discussão de políticos, que nada querem decidir, nada querem resolver, e nunca procuram a verdade, apenas desejam ganhar a discussão. Foi difícil divulgar verdades contra a mentira do século XXI, de que o aquecimento não existe, não é provocado pelas mudanças climáticas, muito menos pelo excesso de gente no planeta. Essa é verdade, mas os poderosos grupos de pressão, ganham a discussão através da mídia, nacional e internacional. Bastou um sujeito tosco, despreparado e inábil como Jair Bolsonaro jogar fósforo aceso na fogueira e a hipocrisia mundial reacendeu.
 
Agora, tudo que previ pode acontecer, pretendem proibir exportações brasileiras de carnes e grãos, e podem até nos tomar a Amazônia, fruto de cobiça internacional há muito tempo. Será feito com aplausos das galeras no mundo inteiro, até mesmo dos brasileiros. Assistam ao vídeo abaixo para lembrar o que falei em 2015, e venho de forma teimosa repetindo desde lá. Não mudo uma única palavra do que disse, e faço um novo aviso: vai ser difícil, muito difícil enfrentar as encrencas desse novo tempo, mas há maneiras de reverter esse inferno que de nós se aproxima. A diferença é que agora vai ser uma fatura muito mais cara do que antes.

Os debates midiáticos, a oposição de Donald Trump ao Acordo Climático, de Bolsonaro e de alguns outros, estimulou a venda do meu livro, esgotando a 1ª edição. O livro entra esta semana em 2ª edição, ampliada e revista, com análises aprofundadas, feitas no início deste ano de 2019, e não dentro da atual situação que vivemos hoje, diante da iminência de haver proibição de compra de carnes e grãos do Brasil por causa dos desmatamentos e das queimadas na Amazônia.

Ontem publiquei aqui no blog uma carta aberta pessoal ao presidente da França, Emmanuel Macron, ainda com modesta repercussão, apesar de ser uma das mais lidas do blog nesta semana, mas desconheço se ele tomou conhecimento. Clique aqui para ler a carta.

Continuo afirmando, não sejam omissos!


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