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Carnes Brasil: Excesso Exportações =maior inflação 2025-2026


Climaco Cezar de Souza

Carnes Brasil: Excesso Exportações = maior inflação 2025-2026

INTRODUÇÃO E RESUMO (artigo com apenas 02 páginas)

No afã de desenvolver o País rápido e de gerar mais divisas, reservas e impostos, novamente e como desde janeiro/2024, as exportações excessivas – nunca admitidas nem corrigidas - de carne bovina e de outras carnes no primeiro semestre de 2025 ante igual período de 2024 (+13,4% em volume e +27,0% em receitas no caso das bovinas) devem puxar muito a inflação no final de 2025, todo 2026 e talvez nos anos seguintes, pois os abates de fêmeas bovinas – mais para consumos internos - em 2025 (no primeiro trimestre de 2025, os abates de fêmeas representaram 47,0% do total de animais abatidos, um recorde histórico) e o ciclo produtivo bovinos demora de 4 até 6 anos. Também medidas alternativas de incentivos reais aos maiores alojamentos para as bem maiores produções para consumos internos de carnes rápidas e mais baratas (aves, suínos, ovos, peixes etc. e que, em geral, levam a significativas e rápidas quedas da inflação diária e, idem, aos recuos disciplinados dos preços das carnes bovinas) também não foram tomadas desde 2024, sendo que tais suas exportações também já são excessivas (também nunca admitidas) e elevadas. Apenas no primeiro semestre/2025, ante igual período de 2024, já foram +17,6% em volumes de suínos (mais 32,6% em valor) e apenas +0,5% em volumes (mais 5,0% em valor) de frangos, neste caso com poucos incrementos, devido aos focos de influenza/gripe aviária no Brasil. Assim, tudo nas carnes já acontece em total detrimento de que seria o correto de priorizar-se os abastecimentos internos mais de se estocar, pelo menos, 5,0% iniciais - o ideal é 10,0% - das produções de carnes, grãos, outros alimentos etc., mas o Governo parece que não está nem ai ou não está bem preparado para providenciar tais estoques estratégicos e fundamentais (desde 2014 – na verdade há 11 anos, ao fecharem-se 27 armazéns estratégicos da CONAB - quase não há mais estoques de quase nada, embora se tenha muito planejado para esta safra 2024-25, mas até agora.... quase nada, pois somente contamos com um pouco de trigo e de arroz), nem para controlar melhor tais exportações realmente excessivas (há muitas formas já bem testadas, para tanto) nem para bem alimentar os pobres e famintos nem para controlar e baixar, realmente, as inflações altamente nefastas para todos, inclusive politicamente. Nossas exportações agrícolas estão tão excessivas – e de forma bastante errônea e até irresponsável - que até o Governo “com suas bravatas” já se delata ao se vangloriar que, na anterior Safra 2022/23, o Brasil exportou direta, ou indiretamente, 193,02 milhões de toneladas somadas de grãos, quantidade esta 24,3% superior na comparação com os 155,30 milhões de t. de 2022. Esta quantidade de grãos exportados (diretos ou indiretamente via carnes e outros alimentos etc..) em 2023 equivaleu, ABSURDAMENTE, a 60,3% da nossa Safra recorde de grãos 2022/23 de 319,86 milhões de toneladas, conforme a própria CONAB (Obs.: vide, vergonhosa e absurdamente, tal confissão em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/exportacoes-do-agronegocio-fecham-2023-com-us-166-55-bilhoes-em-vendas ). Em tempo, politicamente sou independente de Centro-Esquerda, mas não posso concordar com injustiças contra os pobres e famintos e com bravatas, desculpas decoradas e, possivelmente, com erros pessoais e até ante patrióticos de alguns.

DIAGNOSTICO CURTÍSSIMO (02 páginas):

Assim, no afã/obsessão/meta de desenvolver o País rapidamente - muito ampliando nossas reservas em Us$ garantidoras de outros bem mais investimentos externos, mas também, claramente, para arrecadar bem mais - ao meu humilde ver, comprovável com números a seguir -  talvez diversos outros Ministérios estão errando muito no necessário combate diário a INFLAÇÃO INTERNA dos alimentos e das bebidas, o que prejudica muito mais os mais pobres e os aposentados e não os técnicos bem assalariados de Brasília, até indicando certas faltas de sensibilidades humanas e de reais conhecimentos das realidades do interior mais das favelas e das periferias das grandes cidades.

Como minha prova inicial, descrevo que em 2023 (Safra 2022/23), segundo o mesmo Governo Federal, de forma bastante errônea e até irresponsável governamentalmente (não empresarialmente, pois fazem o obvio), o Brasil exportou direta, ou indiretamente, 193,02 milhões de toneladas somadas de grãos em 2023, quantidade esta 24,3% superior na comparação com os 155,30 milhões de t. de 2022.

Esta quantidade de grãos exportados (diretos ou via carnes etc..) em 2023 equivale, ABSURDAMENTE, a 60,3% da nossa Safra recorde de grãos 2022/23 de 319,86 milhões de toneladas, conforme a CONAB (vide no link a seguir).

Em relação ao valor total exportado, os 05 principais setores foram: complexo soja (40,4% do total exportado); carnes (14,1%); complexo sucroalcooleiro (10,4%); cereais, farinhas e preparações (9,3%) e produtos florestais (8,6%). Em conjunto, esses setores destacados representaram 82,9% das vendas do setor em 2023. Além do aumento na quantidade exportada de grãos em quase 40,0 milhões de t., também houve expansão no volume exportado de outros produtos que registraram mais de Us $ 1,0 bilhão em vendas externas em valor: carnes (+5,4%), açúcar (+15,1%), sucos (+6,0%), frutas (+5,9%), couros e seus produtos (+19,7%).

Vide mais dados comprovadores e públicos em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/exportacoes-do-agronegocio-fecham-2023-com-us-166-55-bilhoes-em-vendas .  

No Brasil atual, sabe-se que os estoques de grãos, de carnes e de alguns outros alimentos estratégicos/fundamentais estão em níveis mínimos e quase que zerados desde 2014 (por opção totalmente errônea também dos Governos anteriores”).  Vide: “Em março/2025, os estoques de grãos do Brasil estavam em níveis mínimos ... e a expectativa da Conab era de que a colheita da safra recorde de 2025 gere oportunidades para recompor esses estoques” em: https://www.gazetadopovo.com.br/economia/governo-350-milhoes-formar-estoque-regulador-alimentos/ .

Já em 2024, somente no caso da carne bovina, como bem descrito e analisado com dados acima, tais exportações excessivas (e ainda não com incentivos reais as demais produções rápidas e barata de outras carnes) levaram a grandes repiques mensais nas inflações até hoje não bem explicada nem em recuos. Em 2024, o IPCA do Brasil foi de 4,83% estourando a meta do BACEN/CMN de 4,5%, sendo que somente o preço da carne bovina subiu 20,84%, a maior alta desde 2019, sendo que no ano, clima, dólar e preço da carne explicam inflação acima da meta em 2024, segundo a própria Agencia Brasil do Governo. O preço da carne suína elevou 20,06% e a de frangos apenas 6,0%, já como efeitos dos casos de influenza aviária). Ao analisar especificamente produtos alimentícios, o IBGE identificou que as principais altas dentro do item carnes foram o contrafilé (+20,06%), carne de porco (+20,06%), alcatra (+21,13%) e costela suína (+21,33%). Esses subitens só perdem para o café moído (+39,60%) e o óleo de soja (+29,21%). Mesmo assim, as carnes influenciam mais o IPCA, pois têm maior peso na cesta de produtos do brasileiro, segundo metodologia do IBGE. Para 2025, vejam no gráfico do link a seguir do IPEA que o item “alimentação no domicílio” (com previsão de +6,7% em todo 2025) já está puxando os índices do IPCA anual ainda previsto de +5,24% em 2025 este ainda bem acima do teto da meta do Governo e que é de 4,50% em 2025 e de 4,50% em 2026; de 4,0% em 2027 e de 3,83% em 2028. Vide em: https://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/index.php/2025/06/analise-e-projecoes-de-inflacao-17/

Quem no Governo assumiu as culpas por tais erros grosseiros e primários das bem maiores elevações dos preços das carnes desde o início de 2024 e de que os mercados riem até hoje? Pior, 02 Secretários Ministeriais até que tentarem usar a resposta clássica, comum = “fake news”, frequente e até decorada etc. de que teriam sido, de novo, por problemas climáticos EXCESSIVOS ocorridos, mas, rapidamente, denunciei tais erros sequentes ainda em dezembro/2024 e, após, toda a imprensa passou a condenar, dizendo até que na Safra 2024/25, o clima nunca foi tão bom e tão positivo para a maioria dos cultivos e para as pastagens (apenas com certas perdas locais e somente de alguns itens fundamentais). INCRÍVEIS, os primarismos governamentais em assuntos tão graves.

Acerca da disponibilidade de carne bovina real, segundo a própria CONAB, entre 2024 (disponibilidade interna de 7,3 milhões de t. de carnes  bovinas também em equiv. carcaças) e 2025 (disponibilidade de 6,6 milhões de t.) já houve uma severa redução de quase 0,7 milhão de t. na disponibilidade interna de carne bovina, tudo pelas bem maiores exportações - excessivas, indevidas, nos momentos errôneos e em total detrimento do abastecimento interno (também puxando para cima os preços das demais carnes e dos ovos) -, mas, o que ainda não ampliou nossa oferta interna de carnes ainda baratas.

Imediatamente, ainda no início de 2024, dever-se-iam muito alavancar-se por diversas formas (bem conhecidas e até fáceis) e em todos os locais, as produções bem mais rápidas e muito mais baratas de aves, de suínos, de ovos, de peixes (e já aproveitando nossos excessos produtivos de soja e de milho, baratos e próximos, em tal safra). Todas seriam importantes socorros alimentares bem mais baratos do que os bovinos e isto desde maio/2024 e até o momento em julho/2025 (Obs.: o ciclo produtivo máximo é de 02 meses nas aves e para iniciar postura de ovos de até 5 meses; e então por mais de 08 até 20 meses cfe. a tecnologia e o local; e de 5-6 meses da cobertura ao abate dos suínos e de 06 a 12 meses nos peixes de cativeiros). “MAS, DE NADA ADIANTA TENTAR SEQUER ENSINAR-SE ORAÇÕES PARA PADR./PAST.. DO GOVERNOS”. 

Nos casos das exportações somente de carne bovina (cujos preços internos aos consumidores pobres explodiram no Brasil desde julho/2024 – metade da safra bovina que começa em abril - até julho/2025 e não mais recuando), segundo a CONAB, o Brasil consolidou a liderança no mercado global em 2024, com embarque total de 4,03 milhões de toneladas (em equivalentes carcaças), isto para uma produção total de 10,5 milhões de t. (equiv. carcaças), a maior já registrada segundo a CONAB, e talvez numa falsa ideia de que apenas 40,0% da produção foi exportada, ficando 60,0% disponível internamente, mas lembrando que cerca de 30,0% deste volume são de auto consumos locais, pois o total de reses abatidas chegou a 39,3 milhões de animais bovinos (47% de fêmeas - muitas delas já férteis - como descrito).

Em 2025, ainda pior, agora de janeiro a junho, voltaram a ocorrer os mesmos erros de teimosos do Governo Federal em 2024, ou seja, as exportações de carnes bovinas, continuam elevadas e em ampliação acumulada de 13,4% ante igual período de 2024, chegando a 1,47 milhão de t. brutas (não em equiv. carcaça) e com o faturamento chegando a Us$ 7,23 bilhões (27,1% mais do que no mesmo período de 2024, do jeito que o Governo quer e não estão nem aí para os que ficarão sem comer o suficiente). Somente em junho/2025, as exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 1,428 bilhão em junho de 2025, um aumento de 50,0% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Pior é que tudo isto ocorre – quase que em um crime contra os abastecimentos e a economia popular - sem necessariamente, alavancar-se desde janeiro de 2024 (como seria o normal e inteligente) bem maiores produções internas de carnes rápidas, substitutas e bem mais baratas, como acima bem descritas etc. Afinal, que se danem nossa inflação diária e os custos para os mais necessitados e doentes. Vide dados comprovadores em https://abiec.com.br/exportacoes-brasileiras-de-carne-bovina-crescem-em-junho-e-consolidam-alta-de-271-no-primeiro-semestre-de-2025/#:~:text=As%20exporta%C3%A7%C3%B5es%20brasileiras%20de%20carne,crescimento%20de%2023%2C3%25.

Assim, já neste primeiro semestre de 2025, os sérios erros de desabastecimentos de carnes, desde o início de 2024 (com explosões de seus preços – vide acima - mais da inflação de alimentos em 2024), sobretudo, pelas exportações excessivas/não admissíveis mais pelas não alavancagens produtivas das demais carnes (de forma real e a tempo) e com seus índices setoriais protetores de participações % nas produções talvez até poucos confiáveis tende a agravar-se ainda mais neste final de 2025 e de todo 2026/2027/2028, pois nosso rebanho bovino reduziu muito nos últimos anos, sobretudo pelo elevado abate de fêmeas (47% do total de abates em 2025) bem mais para vendas internas e mais baratas e menos demandadas externamente (exceto para hamburguers de dianteiros magros), lembrando que desde a cobertura de uma fêmea fértil até o abate de sua cria no Brasil demora-se de 04 até 06 anos.

FIM

Este diagnostico legal pormenorizado não oficial nem público - apenas pessoal e sem quaisquer influências externas -, mas concorrencial e exclusivo, somente pode ser adquirido, de forma completa (30 páginas), pelo e-mail: [email protected] .

Brasília (DF) e Porto Seguro (BA) em 29 de julho de 2025

Grato pelas Leituras, Analises e Compartilhamentos.

 “VIVAMELHOR AMBIENTAL A BRAZIL THINK TANK” (a modern and faster socioambientalist/green & susteinable Energies Brazilian “think tank).

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