CONCURSO PARA MÁXIMA LUCRATIVIDADE

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CONCURSO PARA MÁXIMA LUCRATIVIDADE

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Em 2019, o Governo teria liberado até R$ 3.0 milhões por produtor rural para o pagamento de dívidas contraídas em anos anteriores para o estabelecimento e desenvolvimento das lavouras, intuindo que os produtores não estão faturando o suficiente para quitar os seus compromissos em tempo.

A impressão que fica para quem ouve notícias sobre o agronegócio, mas não lida diretamente com o campo, é a de que os agricultores estariam faturando alto com a comercialização das boas safras, consequência de produtividades maiores a cada novo ano. Via de regra, os agricultores que ainda permanecem ativos no campo conhecem e sabem como utilizar-se das modernas tecnologias de produção e produzem bem.

Se, assim mesmo, o campo não está deixando bom lucros, algo está errado e não é por causa da produtividade. A falta de renda poderia estar no custo da produção, intuindo que as boas produtividades estariam sendo obtidas a custos irracionais, não deixando margem para o lucro. De que serve a um agricultor ser campeão de produtividade, mas com prejuízo no bolso? Afinal, o que ele mais deve perseguir na sua atividade rural não é a produtividade, mas o lucro. Podendo este ser o resultado da boa produtividade, mas também, das boas estratégias na aquisição das máquinas e dos insumos, assim como, pela maneira inteligente de comercializar a produção, não desperdiçando a estratégia de aproveitar picos de alta do mercado ao longo do ano.

As máquinas e os equipamentos são caros, mas, pelo menos parte deles poderiam ser adquiridos com bons descontos se o pagamento fosse feito à vista, para o que o produtor precisaria guardar sobras em anos de safras gordas. A mesma economia poderia resultar da compra à vista dos insumos, ou parte deles e do uso mais racional dos mesmos, evitando, por exemplo, o desperdício de defensivos com pulverizações desnecessárias ou de fertilizantes nitrogenados, quando este nutriente poderia ser aportado à planta via inoculação com bactérias fixadoras do nitrogênio atmosférico, a muito baixo custo.

A pesquisa indica, por exemplo, que o agricultor poderia economizar nos defensivos para controlar a ferrugem asiática da soja evitando que plantas de soja verdes permaneçam na lavoura durante a entressafra, pois podem manter o fungo vivo e infectar a plantação seguinte ainda na fase vegetativa, demandando mais pulverizações e maior custo. Da mesma forma, o controle dos percevejos pode ser conseguido com metade das pulverizações normais se o agricultor não gastar inseticida pulverizando os insetos antes da formação das vagens, ou em populações inferiores aos níveis de controle, quando sua presença não causa danos equiparáveis ao custo das aplicações desnecessárias.

Os fertilizantes, como os agrotóxicos, são importantes componentes do custo da produção. Sua utilização racional demanda a correta análise do solo, a qual indicará quais e quanto de cada nutriente, determinado solo precisa. Dos nutrientes mais demandados pelas culturas, o nitrogênio é, com folga, aquele solicitado em maior quantidade e, portanto, o mais caro. Mas este nutriente pode ser ministrado à soja e outras leguminosas através da fixação biológica, a qual permite substituir integralmente os fertilizantes nitrogenados minerais pela inoculação com bactérias simbióticas (Bradyrhizobium), capazes de fixar o nitrogênio diretamente do ar atmosférico, a um custo irrisório.   

Mas não são somente os fertilizantes fornecedores de NPK que o agricultor é sugestionado a comprar para nutrir adequadamente sua lavoura. Em inúmeras oportunidades ele recebe sugestões de uso de produtos que, eventualmente, podem até adicionar algum ganho; mas a que custo? Chama atenção a quantidade de ofertas de novos produtos permanentemente sendo disponibilizados ao mercado, alguns de utilidade duvidosa. Se o produtor não for experto, desperdiça o seu lucro com o uso de todos eles.

O Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) promove anualmente o Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, buscando conhecer os limites máximos para a produtividade da oleaginosa. O maior valor alcançado ao longo de 10 anos foi de 147 sc/ha (safra 2017, Guarapuava, PR). A principal estratégia do produtor campeão foi investir na disponibilidade ótima de todos os fatores de produção, com ênfase no manejo do solo, na boa semente e na fertilização.

Se o produtor já foi desafiado a buscar a máxima produtividade, porque não desafiá-lo para que busque, também, a máxima lucratividade; a que mais importa para seu bolso.

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