Para Dra Quim/UNB singás de lixo é melhor que biogás/aterros
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Para Dra Quim/UNB singás de lixo é melhor que biogás/aterros

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Abaixo, seguem resumo e analises de videoaula pública de ontem (disponível no youtube) com 57 minutos em que a Prof. pós - Dra Grace Ghesti.da UNB - Brasília confirma que singaseificar lixos, biomassas em geral, fezes animais/humanas, sobras, resíduos e outros detritos é bem mais rápido (“de 5 a 30 segundos se para singás, cfe. as maquinas, tecnologias e processos utilizados e a qualidade da matéria-prima inicial ou já do rdf “refuse derivative fuel” dela procedente”) e melhor energeticamente (produção desde energia elétrica até para produzir combustíveis sintéticos e para aeronaves), bem mais baratos e melhor socioeconômica/ambientalmente (limpeza ambiental gigante, segura e rápida), do que  destiná-los para biogás ou para aterros sanitários, onde um caminhão com lixo bruto -  apenas a enterrar para produzir muito do nefasto metano (aterros com curta vida útil e muitos derramamentos e vazamentos) - já chega com custos de R$ 1.800,00. Segundo ela, em Portugal, onde fez seu pós-doutorado, muitos imóveis rurais e periurbanos têm seus singaseificadores rápidos, até caseiros, mas no Brasil pouco se conhece, se pesquisa ou se fabrica deste tipo, que será com certeza, uma nossa revolução ambiental futura, até porque como gigante pais agrícola, pecuário, florestal e extrativista já somos o campeão mundial na produção/disponibilização de biomassas, fezes animais, resíduos, sobras processamentos etc...

Segundo tal prof. Dra, uma das melhores fonte energéticas futuras para o Mundo serão as singaseificações rápidas até  900º C (via injeção controlada e mínima de oxigênio, vapor ou ar) das mais diversas formas de biomassas (inclusive lixos, fezes e madeiras cultivadas, a maioria também, as vezes, como um gigante passivo ambiental como no caso das fezes animais e humanas) para produção de singás e combustíveis sintéticos (aqui pelo processo fischer tropsch, inclusive para hidrogênio verde e combustíveis para aeronaves = “jet fuel”e não a energia solar, eólica, biogás, biodiesel, etanol e até hidrogênio não-verde, todas com altos investimentos/custos geradores e perdas também altas, de formas isoladas e/ou somadas (perdas na geração + na transmissão + na distribuição). Vide videoaula ao final.

Para ela, a produção de biogás nos biodigestores - assim como nos aterros sanitários mesmo que modernos - também se torna inviável, pois leva de 90 a 120 dias para processar (ante de 5 a 30 segundos para o singás - vide acima), pois ocorre via apenas microrganismos apenas unicelulares = muito lentos, mais algumas enzimas especiais, o que irá ocupar, necessariamente, grandes áreas (“além de somente se produzir o metano, um gás bem mais prejudicial para o efeito estufa do que os demais – somente perde para os CFC clorofluorcarbonos -, no que os órgãos ambientais, quando responsáveis, exigem filtros caríssimos para purificação total e, pior, moto-geradores tb caríssimos para sua queima e geração de eletricidade”).

Como complemento, vejam, por favor, na figura 4 do link a seguir, em inglês, que no Japão já cerca 74% da energia dos RSU (lixos/resíduos sólidos urbanos, ou seja, biomassas ditas como sujas) já são recuperadas para energia elétrica, produzida via singás de RDF (RSU já seco e bem preparado/misturado/enriquecido/medido); na Escandinávia já se chega a 53%; na Suécia a 47%; no Reino Unido a 38%; na França a 35% e nos EUA, incrivelmente, somente a 14%.  Os principais motivos são não gastarem elevados recursos, sem receitas retornáveis, e por não mais disporem de espaços para aterros e biodigestores. Vide em; https://link.springer.com/content/pdf/10.1007/s10311-020-01177-5.pdf

Vide abaixo a videoaula de ontem do curso intensivo de 3 dias na UNB pela prof. Dra. Grace Ghesti.

https://www.youtube.com/watch?v=uVhIK30Svt8&feature=youtu.be

MINHAS ANALISES -

Segundo diagnostico do BNDES Setorial em 2013 (vide tabela 17 do link a seguir com dados de 2009 da ABETRE e FGV) um aterro sanitário de pequeno porte, mas com a alta qualidade necessária, e para apenas enterrar 100 t/dia de luxo bruto produzido por cerca de 120,0 mil hab./dia (sem processar e sem gerar qualquer receita ou segurança ambiental real, pelo contrário, perigoso, pois se lida com muito metano) exigia investimentos totais de R$ 52,4 milhões = R$ 524,44/t. dia, e a bem enterrar), exceto despesas de limpeza e de coleta nas residências, escritórios, comercio e ruas etc.. Já um aterro com médio porte para apenas enterrar 500 t./dia (produzido por população de cerca de 650 mil hab.) custava cerca de R$ 175,3 milhões (= R$ 350,53/t. dia) e um aterro sanitário de grande porte exigia investimentos elevadíssimos em torno de R$ 525,8 milhões para enterrar 2.000 toneladas/dia, provenientes de cerca de 2,5 milhões de pessoas e igual a R$ (= R$ 262,90/t dia).

Pior é que, de forma adicional e em 2006, “os valores médios aplicados pelos municípios brasileiros para serviços APENAS de coleta de RSU e demais serviços de limpeza urbana (exceto destinação final para aterros sanitários ou outras formas) já giraram ao redor de R$ 49,80 e R$ 83,76 por habitante dia = média de R$ 66,78/habitante dia (vide pg. 17 do diagnostico acima), respectivamente; na Região Sudeste, observaram-se valores de R$ 55,92 e R$ 96,72 por habitante  dia (cfe. ABETRE e FGV em 2009)”. Assim, no caso do menor aterro acima para cerca de 90 mil habitantes (= 100 t/dia), as PREFEITURAS já tinham de despender, como numa sangria desatada e somente na fase da limpezas, coletas e transportes, iniciais, cerca de de R$ 8,0 milhões/dia (=R$ 66,78 x 120,0 mil hab.)  

https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/3041/2/Estimativa%20de%20investimentos%20em%20aterros%20sanitarios_P.pdf

Segundo diagnostico e levantamentos da ABETRE - Associação Brasileira das Empresas de Tratamento de Resíduos Sólidos e Efluentes, em 2014, o investimento, apenas inicial, necessário para se ter um bom aterro (muito difícil de se construir, pois há muitas exigências ambientais locais mais de qualidades adequadas dos solos, subsolos e bases, pisos, construções/compactações/vedações/coberturas etc..) em áreas para beneficiar a partir de 300 mil pessoas variava entre R$ 34,00 e R$ 64,00 “per capita” (média de R$ 49,00/pessoa), mas o custo adicional de manutenção “per capita” era de R$ 32,00 a R$ 58,00 por ano (média de R$ 45,00/pessoa/ano). Assim, somente para se construir e se manter tal aterro médio porte no primeiro ano de uso (em geral, a vida útil máxima vai de 8 a 12 anos, cfe. o local e a demanda) seria necessário despender R$ 94,00/pessoa, o que significava investimento total necessário de R$ 28,2 milhões apenas no primeiro ano para uma cidade, ou grupo de cidades, com até 300 mil habitantes e com um aterro de médio porte para cerca de 220-250 toneladas/dia. Vide mais dados em  https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2020/10/4880887-cerca-60--das-cidades-brasileiras-ainda-utilizam-lixoes.html

Em 2019, a mesma ABETRE estimou que para solucionar, em parte, a destinação do lixo bruto no Brasil em aterros adequados (será?) seria necessário investir-se, pelo menos, cerca de R$ 2,6 bilhões iniciais em 500 aterros sanitários regionais, ou seja, com valor médio necessário de R$ 5,2 milhões e ainda sem considerar o valor da manutenção necessária já no primeiro ano e que podemos estimar, como acima, em mais R$ 4,8 milhões adicionais, totalizando investimentos médios totais de R$ 10,0 milhões/aterro regional coletivo. Vide https://abetre.org.br/o-destino-do-lixo-e-o-futuro-do-meio-ambiente/ .

Obviamente, com a forte elevação ocorrida nos preços dos materiais de  construção mais dos custos com mão-de-obra, no pós pandemia de COVID, os valores acima podem, no mínimo, terem dobrado no período, o que leva aos altíssimos valores de até R$ 180,00/t, cobrados das Prefeituras, e até de outras empresas (casos raros) apenas para propiciar a sua destinação final (aterramento) pelas atuais empresas captadoras e direcionadoras para os aterros (a maioria conhecidas como “Máfia do Lixo”, até erroneamente, pois se tratam de situações/condições de mercados, embora impostas por Lei Ambiental que somente obriga, mas não mostra como.

Comparativamente, e de forma muito mais moderna, eficaz, justa e amiga para o ambiente e para os munícipes, já há alguns fabricantes e fornecedores de plantas para produção de singás de lixos, de biomassas, sobras, resíduos, florestas cultivadas, pneus velhos plásticos, gramados, podas de arvores etc. no Brasil (muito utilizados no Japão, Escandinávia, França e outros da Europa mais na Asia – vide a seguir) e, a maioria, com custos bem mais acessíveis do que nos aterros acima, ou mesmo nos biodigestores, e com longa vida útil, além de produzirem muito lucro para todos, em especial para investidores ou empresários do ramo ou de empresas compradoras de energias (usos próprios de eletricidades com prevista redução de 70% a 90% nos custos geradores próprios e/ou vendas de eletricidades para as redes ou agroindústrias/industrias vizinhas, idem vendas de recicláveis, agua, créditos de carbono, receitas com processamentos de pneus velhos, idem de podas de arvores, de jardins e de gramados, públicos ou privados, etc.. e cobrando apenas – cfe. minhas planilhas e que posso enviar - a metade do elevado valor acima dos munícipes (cerca de 80,00/t.) para dar as corretas e rápidas destinações. Melhor é que somente liberando um pouco de gás carbono para a atmosfera mais muita água local, vez que demais resíduos químicos/gasosos são todos retidos em filtros ultra modernos e poderosos e depois recolhidos e vendidos como produtos químicos como alta demanda. Por exemplo, nosso sistema com plantas singaseificadoras rápida sino: 75%-brasileira: 25%, capaz de gerar 1,0 MWh processando em 5 minutos lixo urbano BRUTO de 76 mil pessoas/dia  (68,4 t de lixo bruto/dia, a transformar em bom RDF) tem previsto orçamento internalizado no interior de Goiás em torno de R$ 10,0 milhões, mas se paga em 31 meses e propicia ROI – “Return on Investiments” de 27,1% AO ANO e em 20 ANOS capitalizados/adicionados, um recorde, e ainda liquidando o investimento inicial em até 3 anos iniciais após a instalação + pagando juros de 2,5% a. a. aos investidores + idem de 1,5% ao ano de seguros internacionais de retornos financeiros (“surety bond”/”completion bond”) + idem de 20% a.a. de IR sobre o lucro presumido + boa remuneração aos implantadores/gestores mais muito lucro adicional, capitalizável ou não, para os investidores etc.. (obs.: tenho planilha apenas com a população alterável acerca e, se de interesse real (não curiosidades), peças para climaco23@gmai9l.com).

Na verdade, tal Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305/2010, embora bem intencionada no início, hoje até dificulta as ações e soluções ambientais -, pois não propicia nem estimula as concorrências técnicas por eficácias e benefícios/custos - além do que estimula e até impede, de certa forma, a não importação de outras plantas e de maquinas - com outras tecnologias, bem mais baratas e bem mais eficientes para tanto (como dos singaseificadores rápidos de que falamos aqui e que ainda pagam elevado imposto de importação entre 18% e 25% e isto fora os impostos internos normais mais o Imposto de Renda de cada futura planta). O despreparo interno pode ser tanto que até se cita que o BNDES, às vezes, além de não financiar/incentivar diretamente, até impede tais importações, pois consulta alguma indústria nacional, ou sua associação experta, que, invariavelmente, cita falsamente - ao ser consultada e de forma nunca investigada pelo BNDES ou seu banco agente ou seus fiscais/projetistas -, que já há similar nacional, o que nunca é verdade.

COM ISTO, ENQUANTO O MUNDO AMBIENTAL E, SUAS TECNOLOGIAS, REALMENTE SUSTENTÁVEIS, AMPLIAM E PROGRIDEM FÁCIL, APOIADOS E DE FORMAS RÁPIDAS, NO BRASIL TUDO AINDA SOMENTE FICA EM BERÇO ESPLÊNDIDO, INCLUSIVE MUITO POUCO EM PESQUISAS REALMENTE APLICADAS MAIS EM INCENTIVOS REAIS AS TÉCNICAS REALMENTE AMBIENTAIS E SUSTENTÁVEIS, NÃO APENAS LIMPAS E/OU APENAS RENOVÁVEIS (AINDA NÃO CONSEGUIMOS PASSAR DO ETANOL, DO BIODIESEL E, AGORA, DA SOLAR FOTOVOLTAICA, COM BAIXOS RESULTADOS REAIS PELAS APENAS 3-5 HORAS REAIS DE SOL EM 80% DO PAIS – ALÉM DO QUE METADE DOS DIAS ANO SÃO NUBLADOS, POIS SOMOS PAIS MUITO AGRÍCOLA -  E COM RETORNOS POSSÍVEIS APENAS ENTRE 10 E 15 ANOS, ALÉM DO QUE PARA REALMENTE ELETRIFICAR DE FORMA BARATA, SUFICIENTE E EFICIENTE (“GRID IN” OU “ON GRID”) EXIGE-SE ATÉ DEZENAS DE BATERIAS CARÍSSIMAS E COM CURTA VIDA ÚTIL DE APENAS 5 ANOS.

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