Cresce a agricultura orgânica no Brasil. Há 30 anos conquista adeptos, cria mercado. Está madura para, agora, investir em tecnologia e certificar sua qualidade. Produto orgânico não pode significar má agricultura.
Aqui reside a grande preocupação dos técnicos que trabalham na regulamentação, aguardada para breve, da lei 10.831/03.
Normas devem estabelecer os requisitos técnicos da produção orgânica e sua comercialização. Garante o agricultor e protege o consumidor.
Atualmente, estima o Ministério da Agricultura que existam 810 mil hectares de cultivo, ou criação, orgânicos no país, envolvendo 12.800 produtores. Esse volume coloca o Brasil em sexto lugar no mundo, atrás da Austrália, China, Argentina, Itália e EUA.
Os dados são controversos. Ocorre que enormes áreas de floresta, na Amazônia, bem como extensas pastagens naturais, da Austrália, acabam certificadas de "orgânicas", embora sirvam à coleta. O extrativismo, tido como sustentável, infla as estatísticas.
Segundo a IFOAM - International Federation of Organic Agriculture Movements, o valor de mercado dos produtos orgânicos, em 2004, representou US$ 27,8 bilhões. É bastante. Na Europa está a coqueluche do consumo.
Todavia, a grande sensação da 4º Biofach, feira orgânica internacional recentemente realizada em São Paulo, foi o interesse demonstrado pelos norte-americanos. Trata-se de fabuloso mercado, rico. Parece que o combate à obesidade, entre os gringos, provoca uma onda na direção dos produtos naturais. Nessa, a virtude do orgânico se sobressai.

