Economia agrícola de precisão sustentável é a fusão dos conhecimentos e dos procedimentos de planejamento estratégico agrícola microeconômico e dos conhecimentos e dos procedimentos de planejamento estratégico agrícola macroeconômico, objetivando o desenvolvimento agroindustrial regional referenciado com o desenvolvimento agrícola e agroindustrial global, focando a sustentabilidade da geração de empregos e de rendas, e, focando, simultaneamente, a sustentabilidade ambiental.
A visão, o conceito e a prática da economia agrícola de precisão tornaram-se oportunas graças a ferramentalidade utilizada pela agricultura de precisão e devido à pressão dos impasses da questão comercial agrícola; que, criou a exigência de solução do interesse agrícola legítimo de todos os povos e de todos os países.
Um exemplo prático da oportunidade (no caso, perdida) de aplicação do conhecimento tecnológico-econômico-e-político de economia agrícola de precisão sustentável ( eaps ) foi para o evento do recente encontro do G-8, na Escócia, onde chefes de estado se reuniram para tratar sobre dois dos maiores problemas da atualidade: a fome e a miséria na África e o agravamento do efeito estufa.
A solução dos dois problemas era (e é) comum, e, de precisão.
Sintética e resumidamente, apresentamos a seguinte exposição e a fórmula de eaps a ser aplicada.
1. A fumaça dos canos de descarga dos mais de 800 milhões de automóveis da frota mundial de veículos movidos a gasolina – é a principal causadora do agravamento do efeito estufa (cerca de 40% das 7,5 bilhões de toneladas de CO2 emitidas, anualmente).
2. O carro a álcool não agrava o efeito estufa, tem impacto zero, porque primeiro o canavial, pela fotossíntese, retira o CO2 da atmosfera. Depois o carro álcool polui e a safra seguinte de cana de açúcar torna a absorver a fumaça emitida.
3. Em um hectare de cana de açúcar pode se colher, sustentavelmente, cerca de 100 toneladas, e se produzir 7 mil litros de álcool, por ano.
4. A África tem mais de 700 milhões de hectares de terras utilizadas como pastagem para o gado vacum e caprino. Se, no futuro próximo, utilizar-se cerca de 30% das terras de pastagens africanas ( cerca de 4 milhões de hectares de cada país africano) para o cultivo de cana e para a produção de álcool, produzir-se-ia combustível para a metade da frota mundial de automóveis, pela metade do custo atual da gasolina.
5. Gerar-se-ia mais de 100 (cem) milhões de empregos diretos (eternos) na economia agroindustrial africana.
6. Redur-se-ia pela metade a emissão, anual, de CO2 dos carros.
7. Os povos africanos aboliriam a fome e a miséria – para sempre, e, se tornariam consumidores de produtos e de serviços dos povos do rico hemisfério Norte (cujos países não tem solaridade anual favorável para a produção de cana – sem dúvida, o mais econômico biocombustível).
8. Os EUA poderiam, finalmente, assinar o Tratado de Kyoto, e ter seus poupadores (principalmente os da comunidade afro) como expressivos acionistas dos programas e dos projetos agro-industriais d´África.
9. O Brasil e seus agentes do setor agro-industrial integrariam o esforço econômico agrícola micromamétrico redentor; parceirizando, do lado latino americano, transferindo, participantemente, seus modernos saberes e experiências de todas as cadeias de agronegócio sustentáveis, que está principiando a arredondar.
10. Assim, o desenvolvimento econômico global encaminharia para colocar-se no eixo de uma bela sustentabilidade de evolução histórica.
Muriaé, 13 de julho de 2005.
Paulo Braz de Andrade.