A baixa eficiência reprodutiva dos rebanhos brasileiros tem sido apontada hoje, como uma das causas que comprometem a produtividade e os lucros do produtor. E, geralmente é caracterizada por distúrbios como: anestro, repetição de cio, retenção de placenta, baixas taxas de concepção, mortalidade embrionária, ciclo estral irregular, etc, tendo por conseqüência o aumento no período de serviço, intervalo entre partos (IP), redução da vida útil da fêmea, além de problemas como o descarte, no caso de animais reprodutores.
Técnicas como a Estação de Monta (EM) vem sendo utilizadas para incrementar a eficiência reprodutiva no rebanho, concentrar as atividades reprodutivas e obter maior organização na fase de cria, já que a eficiência com que a produção de bezerros ocorre pode ser determinante para o sucesso da propriedade, principalmente a leiteira, pois o nascimento de bezerros é que irá garantir as próximas lactações.
Hoje, o sistema de monta de maior utilização nos rebanhos brasileiros é aquele em que o touro permanece junto às vacas o ano inteiro, ocasionando nascimentos distribuídos ao longo do ano, o que dificulta, principalmente, o controle zootécnico e sanitário do rebanho com o agravante de que os bezerros tendem a nascer em épocas consideradas críticas, o que muitas vezes pode comprometer o seu desenvolvimento, inclusive o peso à desmama.
São várias as vantagens de se adotar a Estação de Monta como prática na propriedade, porem, alguns pontos, como a definição dos meses utilizados para tal por exemplo, devem ser levados em consideração. Hoje, devido à maior incidência de chuvas e também à maior disponibilidade e qualidade da forrageira, a EM se concentra de outubro à março, já que a condição nutricional e corporal da vaca, é fundamental para que aconteça de fato a concepção e para que ela tenha condições de manter a gestação sem apresentar qualquer tipo de risco, além de dar um tempo para que as mesmas tenham condições de se recuperar .