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Juros: Como pagar menos no Brasil


Cláudio Boriola

O Brasil é um país que tem uma das maiores taxas de juros do mundo.  O Governo esta sempre prometendo tomar medidas que visem baixar os juros, mas não sabemos quais serão as perspectivas sequer nos curto e médio prazos.  Para piorar, o brasileiro é um dos povos mais endividados do planeta.

 

As estatísticas sempre mostram números crescentes de inadimplência geral da população.  Todo ano, os recordes de cheques sem fundo são quebrados.  As operações de crédito para pessoa física estão cada vez mais sendo utilizadas. Os maus hábitos e a falta de educação financeira fazem com que o brasileiro esteja  cada vez mais pobre. Além de a renda média estar caindo, o que quer dizer que estamos ganhando menos a cada ano que passa, as despesas, principalmente com juros, são cada vez maiores.

 

As famílias que ganham até R$1.000 mensais comprometem mais de 30% dos seus orçamentos com o pagamento de juros de dívidas. Ganhando menos e gastando mais:  esta é a verdadeira antiequação da riqueza.  Afinal, como sabemos, os ricos são aqueles que sempre ganham mais e gastam menos.  Mas essa classe é uma minoria em nosso país.  Não conheço qualquer estatística específica no Brasil, mas nos Estados Unidos um em cada quatorze americanos tem uma fortuna superior a US$ 1 milhão.  Devemos estar bem longe disso.

 

A verdade é que, em um sistema econômico capitalista selvagem, sempre há os que ganham em qualquer situação.  Mesmo em uma guerra, que é considerada a situação de maior degradação social e decadência econômica, tem gente ganhando dinheiro.  No Brasil, quem lucra com as exorbitantes taxas  de juros?  Você tem alguma idéia? Sou capaz de sentir que você sabe a resposta.  Os bancos, é claro.  Nunca em toda a história eles ganharam tanto dinheiro. Não é a toa que grandes grupos estrangeiros estão comprando os bancos brasileiros. É um negocio da China!.  Todo banco tem como atividade principal captar recursos de um lado, para emprestar de outro.  Quando eles captam o dinheiro da gente pagam uma verdadeira ninharia por isso.  Mas na hora de emprestar... Chegam a cobrar 15 vezes mais do que o custo de captação.  Há dívidas que dobram a cada oito meses. Tornam-se praticamente impagáveis.  O resultado:  aquele que já conhecemos, o empobrecimento geral da população, que não sabe como lidar com a escassez de dinheiro.

 

Um roteiro simples que tem como objetivo apresentar algumas sugestões que, em conjunto com outras decisões  que você pode tomar, venham a ajudá-lo a pagar menos juros.  Partimos do principio de que os juros de dívidas devem ser despesas eliminadas prioritariamente, tendo em vista seu caráter de crescimento exponencial. Você deve refletir sobre as seguintes sugestões, sempre tendo em vista seus objetivos e o resultado do seu check-up financeiro.  Conhecer profundamente a composição e as condições do seu endividamento é fundamental para que as tomadas de decisões tomadas surtam efeito positivo esperado.

 

Se você tem dividas em cheque especial ou cartão de crédito, deve se desfazer delas imediatamente.  Não há investimento que apresente retornos tão elevados como as taxas de juros cobradas por essas alternativas de crédito. Se essas dívidas continuam crescendo no ritmo alucinante que normalmente crescem, mais cedo ou mais tarde, além dos seus investimentos você estará perdendo coisas importantes.  È melhor acabar com as dívidas  e começar a sua poupança do zero.  Faça uma dívida com você mesmo. É muito melhor.  Há caso em que as pessoas se prendem em função do orgulho, pensando que se retirarem o dinheiro dos investimentos que possuem ficarão pobres.  Ou, então, são economias feitas para um filho que vai nascer ou para custear uma viagem de férias tão sonhada.  É melhor não investir nessas modalidades, não deixe seus sonhos serem frustrados no aguardo do governo levantar da cadeira para baixa-las. Faça de outra maneira.  Acabe com as dívidas e organize seu orçamento de forma que você, ao invés de pagar juros de dívidas, recomponha o mais rápido possível sua poupança pagando a você mesmo os juros que achar que são mais justos. 

 

Lembre-se: Disciplina financeira é liberdade. 

 

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O conteúdo deste artigo faz parte da palestra "Vida Financeira Saudável".

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