A arte e a Ciência da calculação, do planejamento, da contratação e da execução da produção e do consumo de alimentos e de energia na economia global sustentável.
Uma das mais proveitosas oportunidades que a informática e a Internet estão oferecendo para a realização efetiva da passagem da velha economia para a Nova Economia é possibilitar os cálculos das totalidades de bens e de serviços que o homem necessita produzir para garantir uma existência num alto nível de IDH sustentável.
O fim da aleatoriedade no processo econômico, com o fim do desperdício e da malversação de recursos materiais e do desgaste de recursos humanos - é o grande desafio desta primeira década do século vinte e um - que a micromacrométrica econômica sustentável tem de enfrentar.
Grandes saltos qualitativos em todas as áreas do conhecimento estão prestes de serem realizados. Aproxima-se um fabuloso período em que as pedras do dominó da economia rolarão de forma célere, realizando um desenho mágico e lúdico, completando um processo histórico que iniciou-se com o fim nomadismo. Mais de dez ou vinte mil anos de história estão completando um ciclo de desenvolvimento. O novo período poderia ser o início de um novo nomadismo, um economadismo, um nomadismo sustentável e libertário da humanidade.
Não mais apenas a garantia de um lugar, de uma morada, de um lar, mas a garantia de pelo menos dois, três, ou vários lugares para que cada indivíduo usufrua do imenso benefício e privilégio do estar no mundo. Isso, como residência pessoal e familiar. Ou seja, um domicílio e pelo menos uma outra residência, em outro lugar, durante uma certa parte do ano, para que a pessoa e sua família usufruam de outra espacialidade terrena.
Utópico. O lugar nenhum não existe. O lugar agora é em muitos cantos e recantos do formidável Planeta que habitamos, para todos.
Isso será possível e será propiciado junto com a garantia de produção e de consumo, sustentáveis que a Nova Economia está trazendo em seu grávido bojo.
As outras garantias que todo ser humano poderá ter com a nova economia é à sua cota parte fundamental na produção e no consumo alimentar, e uma cota parte no direito de produzir e de consumir energias renováveis.
Nesses três direitos fundamentais, do ponto de vista material, se assentará a economia sustentável. O direito a mais de uma residência familiar ou pessoal, o direito ao alimento, e o direito à energia para os usos de transporte, moradia e a realização dos custos básicos da existência.
Poderia parecer que bastariam os dois direitos, ao alimento e à energia renovável para se fechar um processo de entendimento em torno do eixo fundamental do processo da economia sustentável global. A inclusão da espacialidade de um outro lugar como residência para todo indivíduo, é o trunfo que o processo se nutre para assegurar a folga, a pausa, a utilização da equação do tempo, de forma libertária.
Em outras palavras, a Terra que tem 130 trilhões de metros quadrados de áreas de terrenos, possui pelo menos uns 13 trilhões de metros quadrados de áreas próprias para a construção de residências. Então a espacialidade que pode se pensar em lotear, granjear, compartilhar, sob forma pelo menos de aluguel, é de cerca de mil e oitocentos metros quadrados para cada um dos 6 bilhões que somos. Ficaria portanto, definido desde já, que pelo menos 1,5 mil metros de espaço terreno individual, é a cota básica de espacialidade compartilhável.
Veja, não se está promovendo uma idéia de um movimento com terra para todos os seres humanos do planeta. Quer dizer, está-se sim, mas o direito a pelo menos alugar este novo espaço de um estar consigo, ou consigo e sua família como um direito dentro da nova economia. Constitucional. Dentro dos Princípios da Carta da Nova Economia.
Também não se precisa de início destacar tanto o fato. O importante é compreender que , para a economia ganhar a oportunidade de se desenvolver, sustentavelmente, com taxas de crescimento anual altas, superior a sete por cento ao ano, é importante os países e as pessoas saberem que tornou-se possível assegurar, na prática, em menos de 15 anos, um processo econômico em que todos os habitantes da terra sejam garantidos no direito de uma cota de produção e consumo alimentar, uma cota de produção e de consumo de energia renovável e uma cota de direito a estar num outro terreno imobiliário para passar algumas semanas, ou meses do ano.
Para assegurar estes 3 direitos, todos terão também assegurados um contrato fundamental de direito ao trabalho. O trabalho, o verdadeiro produtor da riqueza, é um direito fundamental de todo ser humano. Ele é que assegura os outros três. E, com a nova instrumentalidade que o homem conquistou, dominando os conhecimentos sobre as atividades fundamentais da produção e o conhecimento sobre os “mecanismos” da natureza e os “mecanismos” do mercado, tornou-se a parte mais fácil demonstrar a possibilidade de se ter assegurado para todos os direitos fundamentais da existência.
Com o entendimento das conexões possíveis das relações econômicas fundamentais, lastreamos a base da organização da economia sustentável.
Tudo isto já está fundamentado nas investigações que temos realizado ao longo dos últimos vinte anos.
Felizmente, desde 1986, temos ensaiado esta possibilidade, do desenvolvimento econômico amadurecer e se completar. Temos procurado demonstrar esta hipótese em mais de 5 versões do livro o PAIS DO SOL – BRASIL, O FIM DA FOME – BIOECONOMIA X ECONOMIA LETAL, inéditas. E graças ao pequeno ensaio denominado ECONOMIA SUSTENTÁVEL – DESENVOLVIMENTO, do qual foi feita uma tiragem de amostragem de 100 exemplares. Tivemos como que uma idéia antecipada dos benefícios e das possibilidades que a informática iriam trazer e desenvolvemos esforços no sentido de articular os pensamentos, as idéias e os conhecimentos na formatação de uma nova arte e de uma nova ciência. Na verdade, esta arte e esta ciência contam com milhares de co-autores. O que eu talvez tenha feito de especial, se tiver de fato feito algo que possa ser utilizado pelo homem, no esforço e no gozo da produção de riquezas, de maneira sustentável – foi advogar esta causa deles. Se tiver logrado êxito, o mérito pertence muito mais a eles, os autores das idéias e das descobertas que a seguir passamos ao exame de nossos irmãos em Cristo e outros avatares.
Assim, esta introdução à micromacrométria econômica sustentável se apresenta como sendo uma espécie de prefácio de um livro, cuja maior parte já está escrita e que ao longo do trabalho preparatório da edição será complementado.
À guisa de apresentação e de rendimentos de homenagem quero, particularmente agradecer a Zoroastro, o Zaratustra, rendendo-lhe homenagem especial.
Igualmente rendo homenagem a São Francisco e a Carlos Marx.
A meus pais Amaro e Rita, meus irmãos e minha família Andrade-Goulart e Oliveira. Um agradecimento emocionado à Dagmar que sofreu demais na luta que travamos pela elaboração e defesa deste livro. Que do céu ela me perdoe os sacrifícios que lhe impus e aos nossos filhos. A estes meus filhos, Paulinho, Rita, João Paulo, Amaro Marcelino, Rodrigo e Selvo Gabriel dedico este livro, que a eles pertence.
Agradeço ao meu compadre e amigo Hélio de Almeida Fernandes, amigo e mestre, e rendo-lhe uma homenagem especial, pela orientação de estudos e de ideal.
Agradeço também a Antônio Calixto Dias, que me mostrou o lado guerreiro da política e da ética com a coisa pública. Agradeço também a uma infinidade de amigos, alguns milhares que ganhei ao longo dos quarenta anos de estudos sistêmicos em busca dos conhecimentos que ora submeto à apreciação dos leitores.
E, finalmente, um particular agradecimento a Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, por ter me amparado tanto e tantas vezes.
Quanto a Jesus, obrigado irmão.
Deus nos abençoe e nos faça a todos muitos felizes.
Dedico este trabalho ao povo brasileiro, aos povos latinos, aos povos africanos, aos povos asiáticos e aos demais povos.