Por José Otavio Menten, Presidente do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Eng. Agrônomo, Mestre e Doutor em Agronomia, Pós-Doutorado em Manejo de Pragas e Biotecnologia e Professor Associado da ESALQ/USP; Ticyana Banzato, engenheira agrônoma e doutoranda na ESALQ/USP e Claudio Marcelo G. Oliveira, pesquisador científico e nematologista do Instituto Biológico de Campinas/SP
Uma importante restrição à produção agrícola sustentável é o impacto de pragas e doenças de solo. Nematoides estão entre as principais pragas agrícolas da atualidade.
Estima-se que os nematoides parasitos de plantas consomem aproximadamente 10% da produção agrícola global, levando a perdas econômicas anuais avaliadas, cautelosamente, em mais de U$125 bilhões. No Brasil, as nematoses estão entre as fitossanidades mais importantes nos cultivos a campo ou em sistema protegido.
Os gêneros que ocorrem com mais frequência são Meloidogyne (nematoides das galhas), Pratylenchus (nematoide das lesões), Heterodera (nematoides de cistos), Rotylenchulus (nematoides reniformes) e Radopholus (nematoide cavernícola). No entanto, dentre todos os nematoides parasitos de plantas, é consenso entre os fitossanitaristas que o de galhas é o mais importante. Esse patógeno está disperso em vários ambientes em todo o mundo, causando perdas às principais culturas agrícolas.
No Brasil, várias espécies têm sido relatadas em associação às principais plantas cultivadas, mas Meloidogyne incognita, M. javanica e M. enterolobii são, reconhecidamente, as espécies mais importantes em função dos prejuízos causados e ampla distribuição geográfica.

