O fogo é uma prática utilizada para a limpeza da pastagem em substituição aos métodos físicos ou químicos de controle das plantas invasoras, devido ao baixo custo operacional. A utilização de queimadas em pastagens cultivadas tem como objetivo eliminar restos de massa seca com grande proporção de talos que não foram consumidos pelos animais durante o período seco e, ao mesmo tempo, proporcionar uma nova rebrota, com forragem de melhor qualidade. As alternativas tecnológicas desenvolvidas para a recuperação de pastagens degradadas contemplam, em sua grande maioria, correção e adubação do solo, associadas à sua movimentação, com implementos agrícolas para a remoção de possíveis camadas compactadas de solo. A utilização de culturas anuais como o milho, milheto, arroz e soja, implantadas em pastagens degradadas e dentro das recomendações técnicas específicas, tem possibilitado o restabelecimento da capacidade produtiva das pastagens e a produção de grãos durante um ou mais ciclos de cultivo.
A recuperação das pastagens é de grande importância, pois com a sua intensificação pode-se reduzir a expansão em áreas de florestas, propiciando benefícios de ordem ecológica (preservação da floresta), econômica (custo de formação de pastagem maior que o de recuperação) e social (necessidade de mão-de-obra). Pesquisas realizadas na Embrapa Amazônia Oriental apontam alguns aspectos a serem considerados para o êxito da exploração de pastagens em solos ácidos de baixa fertilidade nos trópicos úmidos, tais como: 1) adaptabilidade das gramíneas e leguminosas forrageiras às condições prevalecentes (edáficas-bióticas-climáticas); 2) eficiente capacidade de fixação de nitrogênio e reciclagem de nutrientes; 3) alta capacidade de estabelecimento e persistência de pastagem com gramíneas e leguminosas e, 4) intensificação da produção mediante a aplicação de tecnologias de baixo custo. Sendo o estabelecimento ou reforma de pastagens via associação com culturas anuais uma das alternativas viáveis para tanto.

