Produtores dos estados do sul estão se mobilizando para garantir a própria solvência junto aos fornecedores de máquinas e insumos agrícolas.
Tal fato se deve a impossibilidade de quitar com as parcelas de financiamento que começaram a vencer no mês de março passado próximo.
Esse fato encontra suas razões, principalmente, na falta de uma tabela de fixação dos preços mínimos para a soja e milho, que se encontram muito abaixo daqueles determinados pela Lei n° 4.504 de 30 de novembro de 1964 - Estatuto da Terra.
Essa situação desencadeia problemas em outras searas e complicam ainda mais a vida do produtor, que, com o inadimplemento, tem incluído seu nome junto aos cadastros do sistema de proteção ao crédito: SPC/SERASA e CADIN e a impossibilidade de refinanciar e contratar financiamentos de custeio com recursos do governo.
A falta de uma política séria de preços mínimos é o elo principal para justificar o abandono do campo pelo produtor, visto que não há como garantir um preço de venda capaz de cobrir, pelo menos, o custo de produção.
O sistema político adotado pelo Governo Federal não é capaz de oferecer a proteção necessária ao setor, embora exista lei que determine a fixação de uma política de preços mínimos, bem como a existência do órgão competente - Companhia Nacional de Abastecimento - CONAB.
O resultado da má administração da política agrícola está levando vários produtores a ingressar com demanda judicial perante o Poder Judiciário e entre as diversas ações judiciais constatadas, verifica-se a revisão e rescisão de contratos nas seguintes áreas: arrendamentos, compra e locações de máquinas e implementos, compra de insumos e compra e venda de imóveis rurais.