Análise de Mercado
Arquivo · página 47
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AlgodãoCepea/Esalq · O mercado físico de algodão em pluma segue em ritmo lento, reforçado pelas tensões comerciais, especialmente entre Estados Unidos e China, que vêm gerando incertezas e oscilações nos preços futuros. No Brasil, levantamentos do Cepea mostram que a disparidade de valores e/ou qualidade dos lotes continua limitando a comercialização na entressafra, com as médias ainda oscilando em um pequeno intervalo.
CaféCepea/Esalq · Os preços do café vêm sendo influenciados por incertezas quanto aos impactos das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre o mercado global. Segundo pesquisadores do Cepea, esse contexto tem afastado agentes de mercados de maior risco, refletindo no câmbio e pressionando os valores do grão nas Bolsas. Além disso, a proximidade da colheita de robusta no Brasil reforça a pressão sobre as cotações.
TrigoCepea/Esalq · Os preços do trigo continuam em alta, impulsionados, segundo pesquisadores do Cepea, pela baixa oferta doméstica do cereal neste período de entressafra. A reduzida disponibilidade interna, e o consequente maior preço no Brasil, também tem elevado as importações de trigo.
ArrozInfoarroz · Em março, os preços mundiais do arroz registraram quedas mais limitadas, diminuindo em uma média de 3% contra 7% no mês anterior. Os preços encontram-se em seu nível mais baixo desde setembro de 2022. Quedas mais significativas foram registradas na Tailândia, Índia e Paquistão. Em contraste, o declínio foi mais moderado no Vietnã, mostrando até alguma firmeza na segunda metade do mês. Nos Estados Unidos, os preços caíram 4,5% devido ao aumento da oferta.
TrigoCEEMA/UNIJUI · As cotações do trigo, em Chicago, subiram um pouco nesta semana. O fechamento da quinta-feira (3), para o primeiro mês cotado, ficou em US$ 5,36/bushel, contra US$ 5,32 uma semana antes. Já a média de março ficou em US$ 5,43/bushel, sendo 5,9% menor do que a média de fevereiro. Em março do ano passado, a média havia sido de US$ 5,42/bushel. Por enquanto, o impacto de uma redução de 2% na área a ser semeada com o cereal, neste ano, nos EUA, acabou sendo anulado pelo aumento de 14% nos estoques de trigo na posição 1º de março.
MilhoCEEMA/UNIJUI · As cotações do milho, em Chicago, viram o primeiro mês registrar um leve aumento semanal, mesmo com o aumento de área a ser semeada nos EUA, segundo o relatório de intenção de plantio que saiu dia 31/03. O fechamento da quinta-feira (03) ficou em US$ 4,57/bushel, contra US$ 4,50 uma semana antes. A média de março ficou em US$ 4,54/bushel, sendo 6,8% menor do que a média de fevereiro. Em março de 2024 a média havia sido de US$ 4,29/bushel. Já o referido relatório indicou um aumento de 5% na área estadunidense a ser semeada com milho a partir deste mês.
SojaCEEMA/UNIJUI · O primeiro mês cotado para a soja, em Chicago, na esteira do relatório de intenção de plantio nos EUA, subiu um pouco na arrancada da semana, porém, não se sustentou. Assim, o fechamento desta quinta-feira (03/04) ficou em US$ 10,11/bushel, contra US$ 10,16 uma semana antes. A média de março fechou em US$ 10,05/bushel, correspondendo a um recuo de 3,4% sobre a de fevereiro. Para comparação, em março de 2024 a média havia sido de US$ 11,79/bushel. Efetivamente, o relatório de intenção de plantio confirmou o esperado pelo mercado e reduziu a futura área de soja nos EUA. A mesma deverá recuar 4% em relação ao ano anterior, ficando em 33,8 milhões de hectares, dentro do esperado pelo mercado.
Cepea/Esalq · Os preços da carne de frango voltaram a subir na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, o impulso vem do típico aquecimento da demanda em início de mês, com o maior poder de compra da população (recebimento de salários).
LaranjaAgrolink · Apesar da oferta ainda limitada, as cotações da laranja à indústria seguem em queda, pressionadas pela qualidade aquém do esperado. Segundo levantamentos do Cepea, na parcial desta semana (de 31 de março a 3 de abril), a média da laranja pera para a indústria foi de R$ 56,88/caixa de 40,8 kg, recuo de 5,2% frente à do período anterior.
AlgodãoCepea/Esalq · O preço médio do algodão em pluma atingiu, em março, o maior patamar nominal em dois anos. Segundo pesquisadores do Cepea, isso se deve à posição firme de vendedores nesta entressafra. Esses agentes estão atentos à valorização nos contratos da Bolsa de Nova York (ICE Futures) e à alta do Índice Cotlook A (referente à pluma posta no Extremo Oriente).
ArrozCepea/Esalq · Em março, o Indicador CEPEA/IRGA-RS do arroz em casca (58% de grãos inteiros e pagamento à vista) acumulou forte baixa de 14%, encerrando o mês a R$ 77,30/saca de 50 kg e voltando aos patamares nominais registrados em outubro/22. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão vem da expectativa de maior oferta e do ritmo mais acelerado da colheita nesta temporada.
CaféCepea/Esalq · Depois de subirem por praticamente quatro meses seguidos e renovarem os recordes reais, os preços do café encerraram março enfraquecidos, conforme apontam levantamentos do Cepea. Para o arábica, a média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 2.547,71/saca de 60 kg, queda de 3,16% (ou de aproximadamente 80 Reais/sc) frente à de fevereiro.
TrigoCepea/Esalq · Em linha com a sazonalidade, os preços do trigo seguem em alta no mercado brasileiro, atingindo os maiores patamares do ano, conforme levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, o movimento de avanço foi verificado ao longo de todo o primeiro trimestre deste ano, tanto no Brasil como na Argentina.
MilhoCepea/Esalq · As negociações envolvendo milho vêm ocorrendo de forma pontual e regionalizada, conforme apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, produtores estão concentrados nas atividades de campo. A colheita da safra de verão avança bem na maior parte das praças, e a semeadura da segunda safra caminha para a fase final.
SojaCepea/Esalq · A maior demanda externa pela soja brasileira elevou o ritmo de negócios no spot nacional na última semana. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário foi influenciado pela valorização do dólar frente ao Real, que que deixa as commodities do Brasil mais atrativas aos consumidores estrangeiros. Além disso, sojicultores mostram mais interesse em comercializar parte da safra 2024/25 no mercado spot, especialmente para “fazer caixa” para o custeio de financiamentos para a próxima temporada.
Cana-de-açúcarCepea/Esalq · Levantamentos do Cepea mostram que os preços médios dos etanóis em São Paulo encerram a safra 2024/25 acima dos da temporada anterior. De abril/24 a março/25, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado teve média de R$ 2,6587/litro, forte alta de 9,3% em relação ao ciclo anterior, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-M de março). Para o anidro (modalidade spot e contratos), a valorização foi de 7,8% em igual comparativo, à média de R$ 3,0007/l.
Cepea/Esalq · A safra 2024/25 de açúcar foi encerrada oficialmente em 31 de março, e as cotações do cristal estiveram enfraquecidas no final do mês. Segundo pesquisadores do Cepea, na última semana de março, agentes de algumas usinas do estado de São Paulo estiveram mais flexíveis nos preços, negociando o tipo Icumsa 180 a valores menores, mas mantendo-se firmes para o tipo Icumsa 150. Assim, as médias do cristal praticadas no spot paulista oscilaram entre R$ 137,00 e R$ 139,00/saca de 50 kg.
BananaCepea/Esalq · Os preços da banana prata caíram na Ceagesp na última semana, conforme apontam levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea. A prata litoral de primeira qualidade foi comercializada a R$ 66,00/cx de 20 kg no entreposto, recuo de 9% frente à semana anterior. A prata anã, também chamada de janaúba, foi vendida por R$ 98,00/cx de 20 kg, queda de 4%.
ArrozCepea/Esalq · Em queda há sete semanas, os preços do arroz em casca levantados pelo Cepea acumulam baixa de 21,3% desde final de janeiro, voltando ao menor patamar desde 21 de outubro de 2022. Segundo o Centro de Pesquisas, esse cenário preocupa vendedores de forma geral, pois os custos totais de produção do cereal no Rio Grande do Sul são estimados na casa dos R$ 100/sc de 50 kg nesta temporada.
CaféCepea/Esalq · As chuvas volumosas registradas nesta segunda quinzena de março têm trazido certo alívio aos produtores de café, conforme apontam levantamentos do Cepea. De acordo com colaboradores consultados pelo Centro de Pesquisas, o baixo volume de precipitações já vinha limitando o enchimento final dos grãos da safra 2025/26 e prejudicando a maturação nas lavouras.

