Bushel do milho passou de US$ 3,87 em dezembro para US$ 3,79

CHICAGO

Bushel do milho passou de US$ 3,87 em dezembro para US$ 3,79

De fato, no mercado do milho, os efeitos dos acontecimentos internacionais, que mexeram com a soja, não trouxeram grandes consequências
Por:
3 acessos

As cotações do milho em Chicago igualmente pouco evoluíram entre os dias 20/12/2019 e 13/02/2020. O bushel do cereal passou de US$ 3,87 em dezembro para US$ 3,79 nesta última quinta-feira (13/02). A média de janeiro ficou em US$ 3,85, contra US$ 3,78 em dezembro. Em janeiro de 2019 a mesma havia sido de US$ 3,78, o que demonstra a grande estabilidade deste mercado.

De fato, no mercado do milho, os efeitos dos acontecimentos internacionais, que mexeram com a soja, não trouxeram grandes consequências. Além disso, os relatórios de oferta e demanda do USDA de janeiro e fevereiro confirmam uma safra importante no mundo, sem modificar o volume da safra estadunidense. Assim, para os EUA, o volume se consolidou em 347,8 milhões de toneladas, contra 364,3 milhões no ano anterior. Os estoques finais estadunidenses passam de 56,4 milhões no ano anterior para 48,1 milhões no corrente ano. Apesar do recuo, estes volumes já estavam precificados pelo mercado. Em termos mundiais, a safra fica em 1,11 bilhão de toneladas, com estoques finais em 296,8 milhões. A produção brasileira está estimada em 101 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina seria de 50 milhões. Vale registrar que a exportação de milho pelo Brasil, no último ano comercial encerrado em 31/01 passado, teria atingido a pouco mais de 42 milhões de toneladas, ou seja, um recorde histórico.

Enquanto o mercado encontra dificuldades para reagir em Chicago, na América do Sul a escassez de milho, agora resultante da estiagem que se abate sobre parte da Argentina e o Rio Grande do Sul, provoca uma disparada de preços. A tonelada FOB na Argentina fechou a corrente semana em US$ 182,00, enquanto no Paraguai a mesma atingiu a US$ 157,50 em média. Estes valores são respectivamente 10 e 20 reais por tonelada mais elevados do que os registrados no final da terceira semana de dezembro passado.

No mercado interno brasileiro, com a safra de verão quebrando mais de 30% no Rio Grande do Sul, e a elevada exportação no último ano comercial, os preços dispararam, confirmando a tendência que se desenhava. O balcão gaúcho fechou a presente semana em R$ 43,00/saco, enquanto os lotes ficaram entre R$ 46,00 e R$ 48,50/saco. Nas demais praças nacionais, os lotes giraram entre R$ 40,00/saco em regiões do Nortão do Mato Grosso, até R$ 53,00 em Itanhandu (MG), passando por R$ 48,50 em Concórdia (SC).

No balcão gaúcho, em relação a meados de dezembro passado, os ganhos são de quase seis reais por saco nestes últimos dois meses, enquanto nos lotes os mesmos somam dois reais por saco. Mas é no Nortão do Mato Grosso que os ganhos se acentuam, pois no final da terceira semana de dezembro passado o saco de milho, nesta região, valia ao redor de R$ 33,00. Isso significa dizer que houve um ganho médio de sete reais por saco até este dia 13/02. Já na região mineira de Itanhandu os preços ficaram estáveis no período.

A tendência é de preços ainda elevados neste restante de fevereiro. Depois, a entrada da safra de verão se consolidará e, mesmo com quebra expressiva no sul do país, os preços deverão ceder. Neste sentido, a expectativa inicial era de que o Rio Grande do Sul colhesse 5,9 milhões de toneladas de milho de verão neste ano, porém, tudo indica que o volume ficará entre 3,5 e 4 milhões de toneladas.

A atual colheita de verão de milho chegou, no Centro-Sul brasileiro, a 19% da área em 07/02, contra 15% um ano antes. O Rio Grande do Sul registrava 47% colhido, contra 41% no ano passado; Santa Catarina 16%, contra 10% um ano antes; São Paulo 18,5%, contra 21% no ano anterior; e o Paraná com 8,1% contra 3% no ano passado nesta época. (Cf. Safras & Mercado)

Já o plantio da safrinha 2020 está bastante atrasado, por razões climáticas, tendo alcançado apenas 14% no Centro-Sul brasileiro até o dia 07/02, contra 39% na mesma data do ano passado. No Paraná, 12% havia sido semeado, contra 46% no ano anterior; no Mato Grosso 24%, contra 48%; São Paulo com 5%, contra 27%; Mato Grosso do Sul com 4%, contra 34%; Goiás com 8%, contra 26%; e Minas Gerais com apenas 1% semeado, contra 12% em igual período do ano passado. A projeção de área para a safrinha deste ano é de 12,64 milhões de hectares o que, se confirmado, será 3,1% acima da área do ano passado
 


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink