A bolsa de N.Y. finalizou a sexta-feira em baixa, a posição março oscilou entre a máxima +0,85 pontos e mínima de -3,05 fechando com -2,50 acumulando na semana -6,65 pts. A moeda norte-americana caiu 0,32%, cotada a R$ 5,1236. Na semana, o dólar caiu 3,79%. A moeda brasileira tem a melhor performance entre seus pares emergentes desde 3 de novembro, data da eleição norte-americana, com expectativa de que o presidente recém-eleito, Joe Biden, amplie gastos para turbinar a retomada - o que pode fortalecer um já em curso movimento de compra de ativos emergentes.
"Vemos uma janela de oportunidade para aumento de otimismo em relação aos ativos brasileiros nos próximos meses", disseram analistas do Barclays em nota. O JPMorgan projeta que o dólar subirá gradativamente para R$ 5,30 ao fim do segundo trimestre de 2021 e para R$ 5,35 e R$ 5,40 nos trimestres posteriores, taxas mais altas que a prevista para o término de março (R$ 5,15).
O Conselho Nacional do Café (CNC), entidade que congrega as principais cooperativas de produção e de crédito voltadas à cafeicultura no País, definiu posicionamento em relação à severa estiagem e às altas temperaturas que atingiram o cinturão produtor do Brasil, principalmente em agosto e setembro, que deverão ocasionar perdas significativas na safra 2021 e ter possíveis reflexos na colheita de 2022. O CNC defende que medidas sejam tomadas apenas a partir de janeiro, após divulgação de estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O presidente do CNC, Silas Brasileiro, informou em comunicado que "qualquer medida ou proposta de projeto que surja, atualmente, não terá uma fundamentação técnica adequada. Há necessidade de observarmos o comportamento do clima até o começo de 2021, pois ele sinalizará se ocorrerão mais perdas ou a mitigação de prejuízos. Além disso, é sensato aguardar o primeiro levantamento da Conab (em 21 de janeiro), que, junto com a apuração de nossas cooperativas, apresentará avaliação quantitativa das perdas futuras, servindo de base para o desenho de quaisquer políticas necessárias para a proteção da renda dos cafeicultores". "Diante do monitoramento que o nosso cooperativismo de produção e de crédito vem analisando no campo, nesse segundo semestre, apresentamos ao governo federal que o cenário climático provocará impacto no desenvolvimento das safras brasileiras de café em 2021 e 2022. Isso porque, além da redução normal na produtividade, no ano que vem, em virtude do ciclo de baixa da bienalidade do arábica, o calor e a seca também vão gerar perdas por causa do abortamento de gemas florais e da redução do potencial produtivo das lavouras novas", explicou Silas Brasileiro. Na quarta-feira (2), o CNC entregou seu posicionamento à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ao secretário de Política Agrícola e ao diretor do Departamento de Abastecimento e Comercialização do ministério, César Halum e Silvio Farnese, respectivamente. De acordo com o CNC, o governo foi informado que o setor já iniciou discussões para desenhar cenários e estar preparado para apresentar e debater propostas eficazes para a proteção da renda dos cafeicultores.