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Analise

INFOCAFÉ

Infocafé de 27/10/21

O dólar fechou em queda de 0,30%, cotado a R$ 5,5551. Na agenda econômica do dia, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego ficou em 13,2% no trimestre encerrado em agosto, mas ainda atinge 13,7 milhões de brasileiros. A decisão do Copom sobre a nova taxa básica de juros será anunciada após às 18h. A expectativa da maior parte economistas, coletada em pesquisa do BC, é de que a taxa básica de juros seja elevada dos atuais 6,25% para 7,5% ao ano, ou seja, um aumento de 1,25 ponto percentual. Parte dos economistas, entretanto, aposta em uma elevação ainda maior: de 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano. O mercado passou a prever uma elevação maior após o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter admitido na semana passada "furar" o teto de gastos (mecanismo que limite o aumento da maior parte das despesas à inflação do ano anterior), o que elevou as incertezas sobre o quadro fiscal do país, provocando também uma piora das projeções econômicas para 2022.

INFOCAFÉ

Infocafé de 26/10/21

O dólar fechou em alta de 0,27%, cotado a R$ 5,5716. Mais cedo, o IBGE divulgou a prévia da inflação do mês de outubro, que mostrou alta de 1,2% – a maior taxa para o mês desde 1995. Na visão do mercado, as manobras para furar do teto dos gastos colocam ainda mais pressão no dólar e no Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que decide nesta quarta-feira a nova taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,25% ao ano. Segundo pesquisa Focus do Banco Central, divulgada nesta segunda, a taxa básica da economia deve subir dos atuais 6,25% para 7,5% ao ano - uma alta de 1,25 ponto percentual. Até então, o mercado acreditava em um crescimento menor, de 1 ponto percentual nesta semana. Mas casas como o Itaú e a XP já apostam em um aperto monetário ainda maior, de 1,50 ponto percentual. O mercado também piorou as projeções para a inflação e para o PIB (Produto Interno Bruto). O Itaú, por exemplo, passou a projetar uma retração de 0,5% da economia brasileira em 2022 – de uma estimativa anterior de 0,5% de crescimento, citando o "aumento da incerteza fiscal".