Pular para o conteúdo

Analise

Infoarroz

Preços mundiais do arroz mais baixos desde junho 2023

Em outubro, os preços mundiais do arroz registraram uma queda média de 10%, atingindo seu nível mais baixo desde junho de 2023, antes das restrições de exportação implementadas pela Índia. Os exportadores enfrentam grande pressão desde o retorno da Índia ao mercado de exportação, anunciado no final de setembro. As vendas externas tendem a recuar, enquanto a demanda global de importação retorna, especialmente no sudeste asiático, Oriente Médio e África Ocidental, estimuladas pelas ofertas de exportação mais atraentes. A Índia está se beneficiando dessa retomada da demanda mundial graças a preços mais competitivos, após a revogação dos preços mínimos de exportação e a eliminação de todas as taxas de exportação. A desvalorização da rupia em relação ao dólar também a melhora a competitividade do arroz indiano.

CEEMA

Forte recuo nas cotações de trigo

As cotações do trigo, em Chicago, recuaram fortemente nesta semana, com o bushel fechando a quinta-feira (14) em US$ 5,30 para o primeiro mês cotado, contra US$ 5,71 uma semana antes. O valor deste 14/11 não era visto desde o final de agosto. O relatório de oferta e demanda, do USDA, apontou, no dia 08/11, que a produção de trigo nos EUA fica em 53,6 milhões de toneladas em 2024/25, enquanto os estoques finais do país atingem a 22,2 milhões. A produção mundial do cereal chegaria a 794,7 milhões de toneladas, e os estoques finais globais a 257,6 milhões. Ambos sem grandes alterações sobre o que foi indicado um mês antes. A produção do Brasil e da Argentina ficaria em 8,5 e 17,5 milhões de toneladas, com redução de 500.000 toneladas para os dois países, em relação ao indicado em outubro.

CEEMA

Cotações da soja ensaiam recuperação

As cotações da soja, em Chicago, após o relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado em 08/11, ensaiaram uma recuperação, porém, o movimento não se sustentou. Com isso, o bushel da oleaginosa, para o primeiro mês cotado, fechou em US$ 9,85 nesta quinta-feira (14), contra US$ 10,15 uma semana antes. Quanto ao relatório, o mesmo surpreendeu ao reduzir a safra dos EUA de 124,7 para 121,4 milhões de toneladas. Embora ainda bem acima dos 113,3 milhões do ano anterior, este corte de mais de 3 milhões chamou a atenção e colocou alguma pressão sobre Chicago. Especialmente porque, com isso, os estoques finais estadunidenses igualmente foram reduzidos para o ano 2024/25, passando, agora, de 15 para 12,8 milhões de toneladas (no ano anterior os mesmos foram de 9,3 milhões).